Avaliação dos serviços de extensão rural em área típica do Brejo Paraibano
| Ano de defesa: | 1976 |
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Resumo: | Este documento está disponível online com base na Portaria nº 348, de 08 de dezembro de 2022, disponível em: https://biblioteca.ufc.br/wp-content/uploads/2022/12/portaria348-2022.pdf, que autoriza a digitalização e a disponibilização no Repositório Institucional (RI) da coleção retrospectiva de TCC, dissertações e teses da UFC, sem o termo de anuência prévia dos autores. Em caso de trabalhos com pedidos de patente e/ou de embargo, cabe, exclusivamente, ao autor(a) solicitar a restrição de acesso ou retirada de seu trabalho do RI, mediante apresentação de documento comprobatório à Direção do Sistema de Bibliotecas |
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Costa, José de OliveiraCarvalho, Roberto Cláudio de Almeida2023-02-06T13:23:03Z2023-02-06T13:23:03Z1976COSTA, José de Oliveira. Avaliação dos serviços de extensão rural em área típica do Brejo Paraibano. 1976. 83 f. Dissertação (Mestrado em Economia Rural) – Centro de Ciências Agrárias, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 1976. Disponível em: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/70493. Acesso em: 06 fev. 2023.http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/70493Este documento está disponível online com base na Portaria nº 348, de 08 de dezembro de 2022, disponível em: https://biblioteca.ufc.br/wp-content/uploads/2022/12/portaria348-2022.pdf, que autoriza a digitalização e a disponibilização no Repositório Institucional (RI) da coleção retrospectiva de TCC, dissertações e teses da UFC, sem o termo de anuência prévia dos autores. Em caso de trabalhos com pedidos de patente e/ou de embargo, cabe, exclusivamente, ao autor(a) solicitar a restrição de acesso ou retirada de seu trabalho do RI, mediante apresentação de documento comprobatório à Direção do Sistema de BibliotecasO presente estudo teve como finalidade detectar se os serviços prestados pelo orgão de Extensão Rural em área típica do Brejo da Paraíba, produziu efeitos quanto a: (a) Introdução de tecnologia não-tradicional; (b) Incremento nos rendimentos físicos; e (c) Desempenho econômico dos estabelecimentos. Os dados utilizados neste estudo foram oriundos de duas fontes: (a) "Pesquisa do Tamanho Típico da Unidade de Produção Agrícola do Nordeste"! promovida por SUDENE/BIRD; (b) Uma pesquisa complementar aplicada sobre as mesmas unidades amostrais da anterior num total de 105 estabelecimentos, visando identificar aqueles assistidos pela Extensão Rural, assim como, a modalidade (com ou sem credito) e a intensidade dessa assistência. A abrangência geográfica foi o município de Areia como representativo da zona fisiográfica do Brejo Paraibano. Como técnica de verificação foram usados analise tabular, teste de media e de independência e correlação simples. Uma função de produção foi estimada para medir os efeitos marginais da Extensão sobre a renda bruta das empresas. Pode-se, pelo estudo, apurar os seguintes resultados : Quanto à Introdução de Tecnologia Não Tradicional. Ao cotejar o nível tecnológico dos três grupos com extensão, extensão/crédito e sem extensão, apurou-se que o grupo que recebe assistência de Extensão aliado ao crédito se coloca em nível tecnológico superior aos demais. Por outro lado, constatou-se que a Extensão, mesmo atuando isoladamente, provoca efeitos positivos sobre o nível tecnológico dos estabelecimentos assistidos. Quando se apura a resposta dos estabelecimentos assistidos em função de intensidade de assistência, constata-se que ha um efeito maior ao início do processo de transferência de tecnologia. Verifica- -se que a velocidade da adoção de técnicas novas decresce substancialmente ao transpor o nível dos 11 a 20 contatos extensionista/produtor. A velocidade na transferência de técnicas varia com a cultura, dependendo do retorno relativo das técnicas sugeridas em relação as tradicionais. Por outro lado, chegou-se a evidência de que o credito funciona apenas como elemento agilisador das adoções tecnológicas e não como sua causa essencial. Quanto aos Efeitos sobre a Produtividade Física. O desempenho positivo da Extensão Rural junto aos estabelecimentos para introdução de tecnologia moderna reflete-se, basicamente, como se supunha, sobre a produtividade física da terra, jã que as técnicas introduzidas pelos extensionistas na área são, essencialmente, de natureza bioquímica. Consistente com os resultados em relação a transferência de tecnologia, a influencia da extensão/crédito e maior que a extensão (isolada) e os agricultores que compõem este grupo posicionam-se acima do grupo de produtores que não recebem assistência por nenhuma dessas modalidades. Quanto aos Efeitos sobre o Desempenho Econômico das Empresas. Revelou o estudo que a eficiência em combinar produtos por unidade de área é maior nos estabelecimentos que não recebem assistên cia. A Extensão atuando isoladamente afeta negativamente esta eficiência. A Extensão associada ao credito recompõe o equilíbrio e alcança o nível dos estabelecimentos tradicionais (sem assistência). A habilidade em maximizar renda bruta ainda em relação ao fator terra, é significativamente maior no grupo extensão/credito que nos demais. O grupo que recebe apenas extensão (isolada) também mostra melhor desempenho que os estabelecimentos não assistidos. Significa isto que,a Extensão movendo duas influências oponentes - produtividade física (positiva) e combinação de produtos (negativa), exibe como resultante uma maior habilidade em maximizar renda bruta. Quanto a habilidade em maximizar renda liquida por unidade de área, O grupo que recebe a Extensão associada ao crédito detém o melhor nível de desempenho. Os agricultores que recebem a assistência apenas de extensão (isolada) nivelam-se ao grupo assistido. De modo geral, o confronto entre o comportamento dos diversos aferidores de desempenho autoriza concluir que a extensão (isolada) além de afetar negativamente a combinação de produtos, também o faz em relação a alocação de fatores. Resulta este comportamento da ação unilateral do tipo extensão sempre orientada para o produto ou atividades isoladas e não para empresa como um todo. Por outro lado, toda influência positiva da assistência pelo credito rural orientado (extensão/crédito) se verifica através do incremento da produtividade física já que não se constata nenhuma diferença significativa entre o grupo extensão/crédito e os agricultores tradicionais sem assistência, do ponto de vista da habilidade em combinar produtos ou fatores. Todas aferições do desempenho econômico das empresas toma do em relação a unidade de trabalho, mostrou que são idênticos os grupos sem extensão e com extensão e por sua vez, estes se mostraram distintos dos estabelecimentos que receberam a assistência do tipo extensão/crédito que se caracterizam por desempenho, marcadamente, superior. A distinção básica parece ser explicada pela presença da mão-de-obra familiar nos estabelecimentos dos grupos com extensão (isolada) e sem extensão (não assistido), já que esta condição, via de regra, conduz a um estado de subocupação do fator trabalho. Quanto aos Efeitos Derivados da Intensidade da Assistência Há uma flagrante inadequação da intensidade da assistência ofertada e as reais necessidades dos produtores. Desse desajuste resulta uma considerável margem de ociosidade dos serviços ofertados pela Extensão Rural. A concepção clássica de Extensão como processo permanente de educação deu lugar a não se considerar um limite de assistência identificado como aquele ponto em que as informações disponíveis a transmitir foram esgotadas. Esta atitude se mantendo mesmo na vigência do "crédito rural orientado", aumentou, ainda mais, as possibilidades de desperdício da ação extensionista, já que o credito estimulou, sobremaneira, a velocidade das adoções e o numero de contatos extensionista/produtor não foi ajustado a essa nova realidade. A correlação estimada, entre o numero de contatos e os aferidores econômicos, mostra que esta é tanto mais forte quanto mais as mudanças expressas pelo aferidor exijam mais assistência para que seprocessem. Assim, embora um contato extensão/ credito tenha maior impacto sobre a renda bruta do que um outro do tipo extensão (isolada) a correlação encontrada para o conjunto dos contatos e mais forte para extensão/crédito. Isto porque sendo esta última modalidade mais eficiente, sô os primeiros contatos têm efeito, os demais se desperdiçam por excesso, já que as informações disponíveis a transmitir aos agricultores são limitadas. Embora a extensão (isolada) provoque desequilíbrio quarto à combinação de produtos, a longo prazo tende a recuperar O equilíbrio desta combinação, embora, em termos médios, permaneça em posição inferior aos dois outros grupos de estabelecimentos - extensão/credito e sem assistência..Extensão ruralProdutividade agrícolaCrédito agrícolaDesenvolvimento rural - ParaibaAvaliação dos serviços de extensão rural em área típica do Brejo Paraibanoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal do Ceará (UFC)instname:Universidade Federal do Ceará (UFC)instacron:UFCLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748http://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/70493/2/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52ORIGINAL1976_dis_jocosta.pdf1976_dis_jocosta.pdfapplication/pdf17509854http://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/70493/1/1976_dis_jocosta.pdf47966dc44dac7955ef5ff6e4fce4c1abMD51riufc/704932023-09-20 10:48:37.636oai:repositorio.ufc.br:riufc/70493Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Repositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.ufc.br/ri-oai/requestbu@ufc.br || repositorio@ufc.bropendoar:2023-09-20T13:48:37Repositório Institucional da Universidade Federal do Ceará (UFC) - Universidade Federal do Ceará (UFC)false |
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