A crítica psicológica de Nietzsche à moral da renúncia de si

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Bataglia, Tilson Rodrigo
Orientador(a): Souza, José Maria Arruda de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: www.teses.ufc.br
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/8573
Resumo: O propósito deste trabalho é investigar filosoficamente como a psicologia de Friedrich Nietzsche pode ser entendida como o caminho que permite ao filósofo, através do trabalho de vivissecação e desmascaramento das ideias e ideais modernos, diagnosticar se tratar de um período que denominou como décadence, culminando na degeneração dos impulsos vitais e, conseqüentemente, numa vontade de nada, expressão do niilismo. Tendo em vista seu projeto de transvaloração de todos os valores, adotou-se como ponto de partida a crítica ao projeto de fundamentação da moral, uma vez que este se mostrou como a tentativa da filosofia moral moderna (Kant e Schopenhauer) justificar e legitimar os valores da moral vigente: a cristã. Assim, apresentou-se inicialmente, em caráter meramente introdutório, como tal projeto foi pensado por Immanuel Kant e Arthur Schopenhauer, já que se considerou como fundamental para o entendimento da crítica a tal projeto realizada por Nietzsche, bem como para sua proposta de uma tipologia da moral em oposição àquele, juntamente com indicações para um tipo mais antitético ao homem moderno possível, o tipo nobre, mais forte e elevado e, por isso mesmo, senhor dos próprios impulsos. Trata-se da explicitação da oposição existente entre o trabalho de emasculação dos impulsos pela moral da renúncia de si e a proposta da filosofia de Nietzsche de sublimação dos impulsos vitais, através da qual se alcança maior elevação humana, pela auto-superação dos mesmos, constituindo-se como grande saúde.
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A crítica psicológica de Nietzsche à moral da renúncia de si. 2011. 139 f. – Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal do Ceará, Programa de Pós-graduação em Filosofia, Fortaleza (CE), 2011.http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/8573www.teses.ufc.brPsychologyTypologyNietzsche, Friedrich Wilhelm, 1844-1900 - Crítica e interpretaçãoFilosofia alemãSublimação (Psicologia)Filosofia e psicologiaA crítica psicológica de Nietzsche à moral da renúncia de siA psychological criticism of Nietzsche the moral of the resignation of siinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisO propósito deste trabalho é investigar filosoficamente como a psicologia de Friedrich Nietzsche pode ser entendida como o caminho que permite ao filósofo, através do trabalho de vivissecação e desmascaramento das ideias e ideais modernos, diagnosticar se tratar de um período que denominou como décadence, culminando na degeneração dos impulsos vitais e, conseqüentemente, numa vontade de nada, expressão do niilismo. Tendo em vista seu projeto de transvaloração de todos os valores, adotou-se como ponto de partida a crítica ao projeto de fundamentação da moral, uma vez que este se mostrou como a tentativa da filosofia moral moderna (Kant e Schopenhauer) justificar e legitimar os valores da moral vigente: a cristã. Assim, apresentou-se inicialmente, em caráter meramente introdutório, como tal projeto foi pensado por Immanuel Kant e Arthur Schopenhauer, já que se considerou como fundamental para o entendimento da crítica a tal projeto realizada por Nietzsche, bem como para sua proposta de uma tipologia da moral em oposição àquele, juntamente com indicações para um tipo mais antitético ao homem moderno possível, o tipo nobre, mais forte e elevado e, por isso mesmo, senhor dos próprios impulsos. 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