Infestação pelo Aedes aegypti em Fortaleza no período de 1986 a 1998: estratificação de risco

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1999
Autor(a) principal: Nogueira, Marcelo Bezerra
Orientador(a): Pontes, Ricardo José Soares
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/65086
Resumo: Este trabalho elaborou um estudo sobre a infestação pelo Aedes aegypti em Fortaleza e produziu uma estratificação geográfica de risco, identificando as áreas que apresentam maior e mais freqüente infestação pelo vetor da dengue. Para obtenção destes resultados se buscou recuperar a evolução histórica da infestação pelo Aedes aegypti no município de Fortaleza desde seus primeiros registros, relacionados com a ocorrência de febre amarela (1850) até o período posterior à “endemização” do dengue no Brasil (1986). Em seguida foi realizado levantamento epidemiológico sobre os níveis de infestação vetorial em Fortaleza, no período de 1986 a 1998, para identificar as áreas de maior risco para a ocorrência do Aedes aegypti. Foram estudados também os principais tipos de criadouros, identificando aqueles de maior importância na proliferação do vetor em Fortaleza, no ano de 1998. Na primeira parte deste estudo foi realizado um levantamento historiográfico sobre a infestação pelo Aedes aegypti, utilizando técnicas de história oral para o resgate de informações históricas referentes aos primeiro registros da ocorrência deste vetor. Vários servidores da instituição responsável pelo controle de vetores argüidos relataram suas experiências e observações sobre os períodos em que não foram encontrados dados oficialmente registrados. Os documentos mantidos nos acervos pessoais de servidores e periódicos jornalísticos foram consultados para complementar este capitulo. A segunda parte deste estudo foi a análise estatística de dados secundários fornecidos pela Fundação Nacional de Saúde, que possibilitou identificar os bairros e áreas onde a infestação predial pelo Aedes aegypti é mais freqüente, bem como os principais depósitos responsáveis pela proliferação deste vetor. Concluiu-se que existe uma área bem definida que sempre registrou a ocorrência do Aedes aegypti independente das atividades anti-vetoriais praticadas. Esta área tem por característica principal ser composta pelos bairros considerados nobres, onde existe uma maior concentração da população de maior poder aquisitivo. Esta área foi categorizada como Área de Risco I e parece estar relacionada com a manutenção do vetor nesta cidade, assim como sua proliferação, após um relaxamento nas ações de controle vetorial. Ao se analisar os índices de Infestação Predial de Fortaleza nos anos de 1986 a 1998, observou-se que até 1996 o perfil de infestação esteve sempre abaixo de 1% (excetuando-se em quatro levantamentos de índice de infestação predial), período em que a entidade responsável pelas atividades de controle foi a Fundação Nacional de Saúde (atual denominação). A partir de 1996, o perfil de infestação saltou para o intervalo de 1 a 2%. Esta mudança de perfil pode estar relacionada com o processo de municipalização das ações de controle vetorial, iniciado neste ano. Por fim, foi observado que os depósitos mais comuns dentre os considerados permanentes foram aqueles utilizados para o armazenamento de água de consumo humano, tais como potes, filtros, tanques, dentre outros. Estes depósitos também mostraram ser os mais importantes na reprodução do Aedes aegypti, independente do período do ano.
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Para obtenção destes resultados se buscou recuperar a evolução histórica da infestação pelo Aedes aegypti no município de Fortaleza desde seus primeiros registros, relacionados com a ocorrência de febre amarela (1850) até o período posterior à “endemização” do dengue no Brasil (1986). Em seguida foi realizado levantamento epidemiológico sobre os níveis de infestação vetorial em Fortaleza, no período de 1986 a 1998, para identificar as áreas de maior risco para a ocorrência do Aedes aegypti. Foram estudados também os principais tipos de criadouros, identificando aqueles de maior importância na proliferação do vetor em Fortaleza, no ano de 1998. Na primeira parte deste estudo foi realizado um levantamento historiográfico sobre a infestação pelo Aedes aegypti, utilizando técnicas de história oral para o resgate de informações históricas referentes aos primeiro registros da ocorrência deste vetor. 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