Avaliação da perda auditiva ocupacional associada à exposição simultânea a ruído e cromo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Bitu, Carlene de Souza
Orientador(a): Sousa , Francisca Cléa Florenço de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/5371
Resumo: A saúde do trabalhador no Brasil tomou novo rumo com uma nova visão, mais ampla e integral do processo saúde-doença, considerando-se as questões relacionadas a acidentes e doenças ocupacionais sobre o trabalho. Dentre as várias doenças estão a Perda Auditiva Induzida pelo Ruído (PAIR) e os trabalhadores que são continuamente expostos a compostos químicos em ambientes industriais. Entre estes, figuram os chamados compostos hexavalentes e os compostos formados por cromo trivalente. O objetivo desta pesquisa foi verificar se a exposição simultânea de ruído e cromo potencializa o aparecimento da perda auditiva ocupacional dos trabalhadores de curtume em Teresina-PI. As características da população em estudo, são todos os trabalhadores do sexo masculino, divididos em 3 grupos, sendo: Grupo I - exposto a cromo e ruído (n = 9); Grupo II - exposto a ruído (n = 9); Grupo III - controle (n =10) na faixa etária de 38,11 ± 5,9 , 30,83 ± 7,4 e 27,40 ± 7,0 anos, respectivamente. Os trabalhadores do Grupo I e II trabalham em média 9 horas diárias e 22,2% do grupo I apresentam problemas cardiovasculares e 16,7% do grupo II alteração da pressão arterial. Em relação ao tempo de trabalho, verifica-se um maior tempo de trabalho para os trabalhadores expostos a cromo e ruído em média 13 anos, estes desenvolvem suas atividades laborais em sua maioria nos setores de curtimento, classificação de peles e Ribeira, são os que estão em contato permanente com o cromo (55%), enquanto que os expostos a ruído (grupo II) são os trabalhadores dos setores de acabamento, rebaixamento e lixadeira de couro (83,3%). Quando relacionado à função e de acordo com a categoria profissional os que mais se expõem a ruído e cromo são os auxiliares de produção, (44,5% exposto a ruído e cromo e 91,5% expostos a ruído). Em relação aos EPIs somente (55,6%) de trabalhadores expostos ao cromo e ruído utilizam protetor auricular do tipo plug; e nenhuma proteção para o cromo. Nos expostos somente a ruído o uso de EPI é de apenas 25%. Sobre sua percepção quanto a sua própria audição, todos os grupos referem-na como boa, apenas 20% dos que responderam do grupo I referiu-se a sua audição como ruim. No grupo exposto somente a ruído 8,3% relatam otalgia, enquanto que 100% dos expostos a cromo e ruído fazem esse relato, apresentando significância p< 0,05. Os trabalhadores do Grupo I e II queixam-se de tonturas frequentes (44% e 25%), zumbido (22,2% e 50%) respectivamente. Quanto ao resultado do exame audiométrico, 100% do Grupo Controle e os expostos a Ruído apresentaram Limiares Auditivos dentro dos Padrões de Normalidade enquanto 22,2% dos expostos a cromo e ruído apresentaram perda auditiva neurossensorial. Quando avaliados os parâmetros de cromo na urina, ocorreu um aumento significante no valor da dosagem de cromo dos trabalhadores expostos a cromo e ruído p<0,001 (2,76 ± 0,76 ) em relação aos expostos somente a ruído p<0,05 (1,62 ± 1,77), quando comparados com o controle. Assim salienta-se a necessidade de investigação da perda auditiva em trabalhadores de curtume como estratégia de prevenção, associados a contínuos programas educacionais relacionados ao uso correto de equipamentos de proteção individual tanto na exposição a substâncias químicas como para ruído.
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Dentre as várias doenças estão a Perda Auditiva Induzida pelo Ruído (PAIR) e os trabalhadores que são continuamente expostos a compostos químicos em ambientes industriais. Entre estes, figuram os chamados compostos hexavalentes e os compostos formados por cromo trivalente. O objetivo desta pesquisa foi verificar se a exposição simultânea de ruído e cromo potencializa o aparecimento da perda auditiva ocupacional dos trabalhadores de curtume em Teresina-PI. As características da população em estudo, são todos os trabalhadores do sexo masculino, divididos em 3 grupos, sendo: Grupo I - exposto a cromo e ruído (n = 9); Grupo II - exposto a ruído (n = 9); Grupo III - controle (n =10) na faixa etária de 38,11 ± 5,9 , 30,83 ± 7,4 e 27,40 ± 7,0 anos, respectivamente. Os trabalhadores do Grupo I e II trabalham em média 9 horas diárias e 22,2% do grupo I apresentam problemas cardiovasculares e 16,7% do grupo II alteração da pressão arterial. Em relação ao tempo de trabalho, verifica-se um maior tempo de trabalho para os trabalhadores expostos a cromo e ruído em média 13 anos, estes desenvolvem suas atividades laborais em sua maioria nos setores de curtimento, classificação de peles e Ribeira, são os que estão em contato permanente com o cromo (55%), enquanto que os expostos a ruído (grupo II) são os trabalhadores dos setores de acabamento, rebaixamento e lixadeira de couro (83,3%). Quando relacionado à função e de acordo com a categoria profissional os que mais se expõem a ruído e cromo são os auxiliares de produção, (44,5% exposto a ruído e cromo e 91,5% expostos a ruído). Em relação aos EPIs somente (55,6%) de trabalhadores expostos ao cromo e ruído utilizam protetor auricular do tipo plug; e nenhuma proteção para o cromo. Nos expostos somente a ruído o uso de EPI é de apenas 25%. 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