Efeitos da pandemia de COVID-19 nas bolsas de valores mundiais

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Peixoto, Bruna Kethey da Silva
Orientador(a): Ferreira, Roberto Tatiwa
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/58775
Resumo: Em um mundo altamente globalizado e complexo, crises financeiras mundiais são inevitáveis. A crise financeira mundial de 2020 iniciou-se como uma grave crise sanitária em decorrência da COVID-19 com impactos graves na economia. A pandemia global levou à paralisação econômica devido às medidas urgentes de isolamento, distanciamento social e lockdown (bloqueio total de movimentação) necessárias para conter a disseminação do vírus. O efeito imediato no mercado financeiro foi uma queda brusca nas bolsas de valores pelo mundo. Nesse trabalho, busca-se estimar os pontos exatos dessas quebras, de modo a estabelecer uma comparação entre essas datas e acontecimentos relacionados à pandemia. Para isso, foram selecionados dados diários de índices bursáteis de doze países dentre os mais atingidos pela pandemia e cujas bolsas figuram entre as mais importantes do mundo. Utilizando as ferramentas propostas por Zeileis (2005) para testagem, monitoramento e datação de mudanças estruturais nas séries selecionadas, foram encontradas quebras que indicam início de período de decadência em dez dos doze índices entre os dias 24 e 26 de fevereiro de 2020. Também foram estimados segmentos que mostram indícios de recuperação já no final de março de 2020, mesmo com a expansão da pandemia. Utilizando a mesma técnica de datação e com uma base de dados estendida que se inicia em maio de 2005 e vai até janeiro de 2021, busca-se uma análise em relação à resposta dos índices a outros acontecimentos do período. De maneira geral, foram estimados segmentos de queda no período correspondente à crise de 2007-2009 em todos os índices. As datas estimadas referentes ao início desses segmentos foram, no entanto, bem mais espaçadas do que as estimadas para a crise atual. Os segmentos de queda nos índices também tiveram maior duração média, a menor correspondendo a um período de 3 meses, e chegando a cerca de 21 meses nos Estados Unidos. Para analisar mais profundamente as mudanças nas relações dos índices entre si, foram calculadas as correlações locais e correlações locais parciais a partir de uma análise wavelet multivariada. Os resultados mostraram uma forte relação linear entre as bolsas europeias durante toda a amostra. Há também um aumento na correlação local no inicio de 2020 entre bolsas não comumente relacionadas, especialmente da bolsa brasileira (BVSP) com as bolsas de Espanha (IBEX), França (CAC40), Itália (FTSEMIB) e Reino Unido (FTSE).
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