O corpo na fantasia perversa: aproximações a partir do masoquismo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Lins, Juliana Ribeiro
Orientador(a): Fontenele, Laéria Bezerra
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso embargado
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/80450
Resumo: A partir das contribuições freudianas acerca da sexualidade humana é que se pode pensar numa abordagem da perversão que não se restringisse à descrição de práticas sexuais, e sim que diz respeito ao processo de organização da libido em sua relação com a dinâmica das pulsões. Esta pesquisa disserta sobre o tema da perversão, em sua acepção psicanalítica. Alguns aspectos da estrutura da fantasia são detalhadamente trabalhados, como essenciais a seu entendimento enquanto uma cena, composta de personagens envolvidos na trama, bem como em função de protagonista e/ou espectador, a ação fantasística que é designada pelo verbo, cujo lugar na própria fórmula da fantasia ($ <> a) se localiza como um corte entre o sujeito e o objeto. O corpo é parte da estrutura fantasística, ao passo que esta se organiza segundo os contornos do objeto pulsional, do corpo perdido, enquanto a castração impõe uma renúncia de gozo a qual o perverso tentará desmentir por meio da fantasia, cujo empenho tenta fazer provar que o gozo não é interditado, e sim acessível pela via corporal. Especificamente discutimos o lugar do corpo na fantasia masoquista, como o sujeito faz uso deste corpo no contexto fantasístico como meio para desmentir a castração inerente ao sujeito falante. Para tanto, elencamos o estudo metapsicológico do uso do corpo na fantasia masoquista como método de investigação, tomando como base que o masoquismo evidencia a origem somática da pulsão, na medida em que a excitação experienciada na cena masoquista, revela uma experimentação, ao mesmo tempo que um tensionamento entre os limites da pulsão, o psíquico e o somático.
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Alguns aspectos da estrutura da fantasia são detalhadamente trabalhados, como essenciais a seu entendimento enquanto uma cena, composta de personagens envolvidos na trama, bem como em função de protagonista e/ou espectador, a ação fantasística que é designada pelo verbo, cujo lugar na própria fórmula da fantasia ($ <> a) se localiza como um corte entre o sujeito e o objeto. O corpo é parte da estrutura fantasística, ao passo que esta se organiza segundo os contornos do objeto pulsional, do corpo perdido, enquanto a castração impõe uma renúncia de gozo a qual o perverso tentará desmentir por meio da fantasia, cujo empenho tenta fazer provar que o gozo não é interditado, e sim acessível pela via corporal. Especificamente discutimos o lugar do corpo na fantasia masoquista, como o sujeito faz uso deste corpo no contexto fantasístico como meio para desmentir a castração inerente ao sujeito falante. Para tanto, elencamos o estudo metapsicológico do uso do corpo na fantasia masoquista como método de investigação, tomando como base que o masoquismo evidencia a origem somática da pulsão, na medida em que a excitação experienciada na cena masoquista, revela uma experimentação, ao mesmo tempo que um tensionamento entre os limites da pulsão, o psíquico e o somático.A partir de los aportes de Freud sobre la sexualidad humana, es posible pensar en un abordaje de la perversión que no se restringe a la descripción de las prácticas sexuales, sino que atañe al proceso de organización de la libido en su relación con la dinámica de las pulsiones Esta investigación aborda el tema de la perversión, en su sentido psicoanalítico. Se trabajan en detalle algunos aspectos de la estructura del fantasma, tan esenciales para su comprensión como escena, compuesta por los personajes que intervienen en la trama, como en cuanto protagonista y/o espectador, la acción del fantasma que designa el verbo , cuyo lugar en la fórmula de la fantasía ($ <> a) se ubica como un corte entre sujeto y objeto. El cuerpo forma parte de la estructura de la fantasía, mientras que ésta se organiza según los contornos del objeto pulsional, el cuerpo perdido, mientras que la castración impone una renuncia al goce que el pervertido intentará negar a través de la fantasía, cuyo esfuerzo intenta probar que el goce no está prohibido, sino accesible a través del cuerpo. Específicamente, discutimos el lugar del cuerpo en la fantasía masoquista, cómo el sujeto hace uso de este cuerpo en el contexto de la fantasía como un medio para negar la castración inherente al sujeto hablante. Para ello, enumeramos como método de investigación el estudio metapsicológico del uso del cuerpo en la fantasía masoquista, tomando como base que el masoquismo evidencia el origen somático de la pulsión, en la medida en que la excitación experimentada en la escena masoquista revela una experimentación, al mismo tiempo que una tensión entre los límites de la pulsión, lo psíquico y lo somático.FantasiaCorpoGozoPerversãoMasoquismoFantasíaCuerpoGocePerversiónCIENCIAS HUMANAS: PSICOLOGIAinfo:eu-repo/semantics/embargoedAccessporreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal do Ceará (UFC)instname:Universidade Federal do Ceará (UFC)instacron:UFChttp://lattes.cnpq.br/7536678373724107http://lattes.cnpq.br/80071331761360882025-04-14LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748http://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/80450/3/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD53ORIGINALJulianaLins-termo-autorizacao-disponibilizar-documentos-digitais.pdfJulianaLins-termo-autorizacao-disponibilizar-documentos-digitais.pdfapplication/pdf295739http://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/80450/2/JulianaLins-termo-autorizacao-disponibilizar-documentos-digitais.pdfd1d34ed27dc3f79a1d440b828ea919deMD522022_dis_jrlins.pdf2022_dis_jrlins.pdfapplication/pdf664357http://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/80450/4/2022_dis_jrlins.pdfb687b062cd1babd595b6214e1fd62cfdMD54riufc/804502025-04-14 14:32:10.71oai:repositorio.ufc.br:riufc/80450Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Repositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.ufc.br/ri-oai/requestbu@ufc.br || repositorio@ufc.bropendoar:2025-04-14T17:32:10Repositório Institucional da Universidade Federal do Ceará (UFC) - Universidade Federal do Ceará (UFC)false
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