Efeitos agudos do cateter nasal de alto fluxo e da ventilação não invasiva na tolerância ao exercício em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica moderada a grave

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Frota, Luiza Gabriela de Carvalho Gomes
Orientador(a): Holanda, Marcelo Alcantara
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/56425
Resumo: É frequente o uso de estratégias adjuvantes para melhorar a tolerância ao exercício, como a ventilação não invasiva (VNI) e o Cateter Nasal de Alto Fluxo (CNAF), para pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) que não conseguem sustentar uma carga de trabalho para obter os ganhos do programa de treinamento. O objetivo principal do estudo foi comparar os efeitos agudos do CNAF e da VNI quanto aos parâmetros cardiorrespiratórios, a dispneia e a tolerância ao exercício em pacientes com DPOC moderada a grave em relação à situação controle. Tratou-se de um estudo fisiológico, randomizado, desenvolvido no Laboratório da Respiração da Universidade Federal do Ceará de novembro de 2016 a novembro de 2019. Foram realizados três testes de exercício de carga constante, a 90% da carga máxima alcançada em um teste de esforço incremental máximo em esteira, nas seguintes condições: respiração espontânea (controle), com uso do CNAF e com uso da VNI, onde o fluxo e as pressões foram titulados de acordo com a tolerância dos pacientes. Ao final, 10 pacientes, 7 mulheres e 3 homens, com 65 ± 8 anos de idade foram incluídos no estudo. O tempo de exercício foi maior no CNAF (CNAF: 693 ± 280 segundos vs VNI: 643 ± 255 segundos vs controle: 583 ± 208 segundos), porém sem diferença estatística entre os grupos. Entretanto, a distância percorrida no grupo CNAF foi maior estatisticamente quando confrontado ao controle (CNAF: 516 ± 236 metros vs controle: 402 ± 174 metros). No pico do exercício, a frequência cardíaca (FC) foi menor no grupo CNAF (CNAF: 118 ± 19,3 bpm vs controle: 127 ± 13 bpm), a Pressão Arterial Sistêmica (PAS) média apresentou-se menor no grupo da VNI (VNI: 92 ± 4 mmHg vs CNAF: 100 ± 5 mmHg vs controle: 105 ± 7 mmHg) e a média da saturação periférica de oxigênio (SpO2) foi maior no grupo VNI (VNI: 95 ± 2,0 % vs CNAF: 94 ± 3,9 % vs controle: 90 ± 4 %). As duas modalidades reduziram significativamente a frequência respiratória (f) (CNAF: 27 ± 3,5 irpm vs VNI: 29 ± 3,8 irpm vs controle: 32 ± 1 irpm) e os sintomas (Escala de Borg para dispneia e desconforto em membros inferiores), respectivamente, quando comparados ao controle (CNAF: 3,0 ± 2,4/ 1,8 ± 2,1 vs VNI: 2,9 ± 2,8 / 2,6 ± 2,5 vs controle: 5,0 ± 2 / 4,8 ± 1,6). O uso agudo da CNAF foi semelhante a VNI na melhoria dos parâmetros cardiorrespiratórios e sintomas, tendo a CNAF levado a uma maior distância, com menor estresse fisiológico e sintomatológico comparativamente a situação controle.
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Tese (Doutorado em Ciências Médicas) - Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2020.http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/56425Doença Pulmonar Obstrutiva CrônicaTolerância ao ExercícioVentilação não InvasivaEfeitos agudos do cateter nasal de alto fluxo e da ventilação não invasiva na tolerância ao exercício em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica moderada a graveinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisÉ frequente o uso de estratégias adjuvantes para melhorar a tolerância ao exercício, como a ventilação não invasiva (VNI) e o Cateter Nasal de Alto Fluxo (CNAF), para pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) que não conseguem sustentar uma carga de trabalho para obter os ganhos do programa de treinamento. O objetivo principal do estudo foi comparar os efeitos agudos do CNAF e da VNI quanto aos parâmetros cardiorrespiratórios, a dispneia e a tolerância ao exercício em pacientes com DPOC moderada a grave em relação à situação controle. Tratou-se de um estudo fisiológico, randomizado, desenvolvido no Laboratório da Respiração da Universidade Federal do Ceará de novembro de 2016 a novembro de 2019. Foram realizados três testes de exercício de carga constante, a 90% da carga máxima alcançada em um teste de esforço incremental máximo em esteira, nas seguintes condições: respiração espontânea (controle), com uso do CNAF e com uso da VNI, onde o fluxo e as pressões foram titulados de acordo com a tolerância dos pacientes. Ao final, 10 pacientes, 7 mulheres e 3 homens, com 65 ± 8 anos de idade foram incluídos no estudo. O tempo de exercício foi maior no CNAF (CNAF: 693 ± 280 segundos vs VNI: 643 ± 255 segundos vs controle: 583 ± 208 segundos), porém sem diferença estatística entre os grupos. Entretanto, a distância percorrida no grupo CNAF foi maior estatisticamente quando confrontado ao controle (CNAF: 516 ± 236 metros vs controle: 402 ± 174 metros). No pico do exercício, a frequência cardíaca (FC) foi menor no grupo CNAF (CNAF: 118 ± 19,3 bpm vs controle: 127 ± 13 bpm), a Pressão Arterial Sistêmica (PAS) média apresentou-se menor no grupo da VNI (VNI: 92 ± 4 mmHg vs CNAF: 100 ± 5 mmHg vs controle: 105 ± 7 mmHg) e a média da saturação periférica de oxigênio (SpO2) foi maior no grupo VNI (VNI: 95 ± 2,0 % vs CNAF: 94 ± 3,9 % vs controle: 90 ± 4 %). As duas modalidades reduziram significativamente a frequência respiratória (f) (CNAF: 27 ± 3,5 irpm vs VNI: 29 ± 3,8 irpm vs controle: 32 ± 1 irpm) e os sintomas (Escala de Borg para dispneia e desconforto em membros inferiores), respectivamente, quando comparados ao controle (CNAF: 3,0 ± 2,4/ 1,8 ± 2,1 vs VNI: 2,9 ± 2,8 / 2,6 ± 2,5 vs controle: 5,0 ± 2 / 4,8 ± 1,6). 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