O dito, o não dito e o bendito: compreendendo o enfrentamento de mulheres familiares de usuários de droga.
| Ano de defesa: | 2012 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
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Não Informado pela instituição
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Departamento: |
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/30831 |
Resumo: | Este estudo teve como objetivo compreender as estratégias de enfrentamentos utilizadas por mulheres que convivem com familiares usuários de droga, no Município de Sobral-CE. Com abordagem qualitativa, a pesquisa foi desenvolvida nos espaços em que há cuidados voltados aos familiares de usuários de drogas, dos quais foram: Centro de Atenção Psicossocial de Álcool e drogas (CAPS ad), Centro de referência especializado de Assistência Social (CREAS), Unidade de Internação Psiquiátrica em Hospital Geral (UIPHG) no Hospital Dr. Estevam Ponte Ltda em Sobral-CE, assim como em alguns domicílios do referido Município. Fizeram parte da pesquisa 26 mulheres familiares de usuários de droga, nos meses de julho, agosto e setembro de 2012. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) mediante CAAE nº01255712.1.0000.5053. Para coleta de informações foi proposta uma entrevista semiestruturada, baseada no Inventário de Lazurus e Folkman (1985). A técnica de bola de neve foi utilizada após as entrevistas. Após a coleta, as informações foram transcritas na íntegra, respeitando o dito, o não dito e o bendito por essas mulheres. A sequência da análise ocorreu de modo a cumprir os objetivos do estudo, sendo construídos os seguintes tópicos: Dispositivos de saúde e domicílio da captação das mulheres entrevistadas, Características das mulheres entrevistadas, Significados da convivência entre mulher cuidadora e o familiar usuário de droga, e análise das falas no contexto dos pólos teóricos coping de Folkman e Lazarus (1985), fazendo uso dos seguintes pólos: Confronto, Afastamento, Autocontrole, Suporte Social, Aceitação da Responsabilidade, Fuga-esquiva, Resolução do Problema e Reavaliação Positiva. Assim como observar se esses pólos eram focados na emoção ou focados no problema, pelos resultados verificou-se que: as vinte seis mulheres entrevistadas têm uma margem de idade de 30 a 60 anos, tendo prevalência na década de quarenta, perfazendo um total de dez mulheres; que nove têm primário incompleto; seis são analfabetas. Há uma prevalência de mães cuidadoras, perfazendo um total de quatorze mães nesse estudo. Houve um destaque para uso do crack e o álcool entre os familiares dessas mulheres. Foi desvelado na pesquisa que conviver com usuário de droga pode produzir nessas mulheres cuidadoras um contexto de ausência de diálogo, processos de adoecimentos e insegurança, repercutindo no domicílio um ambiente de violência, medo e sofrimento. O dito, o não e o bendito pelas mulheres cuidadoras de usuários de droga revelaram que suas estratégias de enfrentamento devem ser pautadas no melhor lidar com o uso da droga pelo familiar, a fim de tentar sanar ou minimizar processos de adoecimentos e obter melhor qualidade de vida, assim como produzir um cuidado compartilhado juntamente com os profissionais de saúde para melhor adesão e tratamento do parente que faz o uso das substâncias psicoativas. Isso pode predizer menos conflitos familiares no conviver, sintomas de ansiedades e depressão entre essas mulheres. |
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