Protocolo de consultas de enfermagem ao paciente após revascularização do miocárdio : avaliação da eficácia

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2007
Autor(a) principal: Lima, Francisca Elisângela Teixeira
Orientador(a): Araújo , Thelma Leite de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/2086
Resumo: O acompanhamento ao paciente submetido à cirurgia de revascularização do miocárdio (RM) deve ter uma abordagem holística, realizado por uma equipe multiprofissional. Este estudo teve como objetivo geral avaliar um Protocolo de Consultas de Enfermagem (PCE) ao paciente após RM, comparando com um grupo controle. E, como específicos: levantar características dos pacientes em relação a sexo, idade, escolaridade, renda familiar, estado civil, história familiar de doença arterial coronariana (DAC) e religião; verificar prevalência dos fatores de risco para DAC: hipertensão arterial, diabetes mellitus, dislipidemia, obesidade, sedentarismo e tabagismo; identificar mudanças comportamentais dos pacientes, enfatizando hábitos alimentares, exercício físico, abstinência de tabagismo e etilismo, e uso contínuo de medicamentos; averiguar impacto do PCE na redução dos fatores de risco para DAC, considerando o controle: pressão arterial, glicemia, colesterol, índice de massa corporal, circunferência da cintura e relação cintura/quadril; e verificar aspectos relacionados à ansiedade e depressão. Ensaio clínico randomizado, desenvolvido no ambulatório de um hospital público, Fortaleza-CE. Compuseram a população 146 pacientes revascularizados no período de coleta de dados, constituindo a amostra 78 pacientes, 39 do grupo controle (GC) e 39 do grupo de intervenção (GI). A participação nos grupos foi definida pelo dia de cirurgia. Pacientes do GC fizeram o seguimento ambulatorial convencional, com avaliação pela pesquisadora no momento da alta e seis meses após a cirurgia; e pacientes do GI foram submetidos ao PCE com atendimentos na alta hospitalar e após um, dois, quatro e seis meses. Estudo aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa. Encontrou-se similaridade nos grupos para os indicadores: sexo masculino (62,8%); idade (média: 65 anos); baixa escolaridade; renda familiar até um salário mínimo (55,1%); antecedentes familiares com DAC (65,4%); católicos (82,1%). O estado civil apresentou diferença significativa. Contudo, os fatores de risco para DAC não apresentaram diferenças significativas (p>0,05): hipertensão arterial (83,3%), não-diabéticos (53,8%), sem dislipidemia (53,8%), obesidade (67,9%), sedentarismo (57,7%) e não-tabagistas (65,4%). Na avaliação da eficácia do PCE, os testes evidenciaram que 92,3%-GI e 76,9%-GC melhoraram a qualidade da alimentação. O GI teve uma maior adesão à pratica de exercício físico do que o GC (p<0,10). Todos os pacientes do GI abstiveram-se do cigarro e do etilismo, e 33,3% dos fumantes e 50,0% dos usuários de bebidas alcoólicas do GC mantiveram esses hábitos, constatando diferença significativa (p<0,05). Um percentual maior (94,9%) do GI usava os medicamentos adequadamente (p>0,05). Houve um impacto na redução dos fatores de risco para DAC, após seis meses da cirurgia, quanto aos indicadores (p<0,05): pressão arterial, taxa de glicemia, índice de massa corporal, circunferência da cintura e relação cintura/quadril. Conforme constatado, o GI teve um percentual menor de pessoas com ansiedade e/ou depressão em relação ao GC. Conclui-se que o seguimento pelo PCE foi eficaz para as mudanças comportamentais no estilo de vida dos pacientes revascularizados. Como observado, um maior número de pessoas do GI melhorou a qualidade da dieta, aderiu à prática de exercício físico e parou de fumar e de ingerir bebidas alcoólicas. Tais mudanças comportamentais foram positivas para reduzir fatores de risco e, conseqüentemente, minimizar complicações cardiovasculares.
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Este estudo teve como objetivo geral avaliar um Protocolo de Consultas de Enfermagem (PCE) ao paciente após RM, comparando com um grupo controle. E, como específicos: levantar características dos pacientes em relação a sexo, idade, escolaridade, renda familiar, estado civil, história familiar de doença arterial coronariana (DAC) e religião; verificar prevalência dos fatores de risco para DAC: hipertensão arterial, diabetes mellitus, dislipidemia, obesidade, sedentarismo e tabagismo; identificar mudanças comportamentais dos pacientes, enfatizando hábitos alimentares, exercício físico, abstinência de tabagismo e etilismo, e uso contínuo de medicamentos; averiguar impacto do PCE na redução dos fatores de risco para DAC, considerando o controle: pressão arterial, glicemia, colesterol, índice de massa corporal, circunferência da cintura e relação cintura/quadril; e verificar aspectos relacionados à ansiedade e depressão. Ensaio clínico randomizado, desenvolvido no ambulatório de um hospital público, Fortaleza-CE. Compuseram a população 146 pacientes revascularizados no período de coleta de dados, constituindo a amostra 78 pacientes, 39 do grupo controle (GC) e 39 do grupo de intervenção (GI). A participação nos grupos foi definida pelo dia de cirurgia. Pacientes do GC fizeram o seguimento ambulatorial convencional, com avaliação pela pesquisadora no momento da alta e seis meses após a cirurgia; e pacientes do GI foram submetidos ao PCE com atendimentos na alta hospitalar e após um, dois, quatro e seis meses. Estudo aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa. Encontrou-se similaridade nos grupos para os indicadores: sexo masculino (62,8%); idade (média: 65 anos); baixa escolaridade; renda familiar até um salário mínimo (55,1%); antecedentes familiares com DAC (65,4%); católicos (82,1%). O estado civil apresentou diferença significativa. Contudo, os fatores de risco para DAC não apresentaram diferenças significativas (p>0,05): hipertensão arterial (83,3%), não-diabéticos (53,8%), sem dislipidemia (53,8%), obesidade (67,9%), sedentarismo (57,7%) e não-tabagistas (65,4%). Na avaliação da eficácia do PCE, os testes evidenciaram que 92,3%-GI e 76,9%-GC melhoraram a qualidade da alimentação. O GI teve uma maior adesão à pratica de exercício físico do que o GC (p<0,10). Todos os pacientes do GI abstiveram-se do cigarro e do etilismo, e 33,3% dos fumantes e 50,0% dos usuários de bebidas alcoólicas do GC mantiveram esses hábitos, constatando diferença significativa (p<0,05). Um percentual maior (94,9%) do GI usava os medicamentos adequadamente (p>0,05). Houve um impacto na redução dos fatores de risco para DAC, após seis meses da cirurgia, quanto aos indicadores (p<0,05): pressão arterial, taxa de glicemia, índice de massa corporal, circunferência da cintura e relação cintura/quadril. 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