Recursos melissofaunísticos do maciço de Baturité, Ceará, Brasil - Diversidade e potencialidade zootécnica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Lima-Verde, Luiz Wilson
Orientador(a): Freitas, Breno Magalhães
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/17057
Resumo: Este trabalho objetivou inventariar, através de metodologia sistematizada, parte da melissofauna do maciço de Baturité (4º a 4º 30’ S e 38º 45’ a 39º 15’ W), no Ceará, bem como, caracteriza-la ecologicamente e conhecer suas potencialidades zootécnicas. Selecionaram-se quatro áreas de bordas de fragmentos florestais (F1, F2, F3 e F4) em altitudes e vertentes diferentes onde, no período de março de 2008 a agosto de 2009, mensalmente coletaram-se as abelhas com o uso de redes entomológicas. Paralelamente foi realizada a coleta do material botânico registrado como de uso pelas abelhas. O material faunístico foi analisado através dos seguintes parâmetros ecológicos: curva de acumulação das espécies; índices de heterogeneidade; e coeficiente de similaridade. Procedeu-se à avalição da influência dos gradientes pluviométricos mensais sobre a ação de forrageamento das abelhas e a ocorrência de espécies nas áreas. Quanto aos Meliponina, incluiu-se, também, a influência do número de espécies em floração sobre essas duas variáveis. Para as abelhas em geral foi avaliado o padrão de sazonalidade apresentado pelas espécies por família. Ao todo amostraram-se 3053 espécimes de abelhas, registradas 113 espécies, 45 gêneros e cinco famílias (Andrenidae, Apidae, Colletidae, Halictidae e Megachilidae). As curvas mensais de acumulação indicaram insuficiência amostral para o levantamento geral das abelhas, contudo, para os Meliponina os procedimentos amostrais indicaram suficiência. Os níveis de pluviosidade mensais limitaram, em algumas bordas, a ação de forrageamento das abelhas e o registro de espécies, já o número de espécies em floração não apresentou influência significativa. O estudo da fenologia das abelhas indicou que, para Apidae, não houve um padrão caracterizadamente sazonal, enquanto para Andrenidae e Colletidae o comportamento sazonal foi extremamente evidente e, para Halictidae e Megachilidae, os aspectos da sazonalidade não foram bem definidos. A composição florística das quatro áreas foi de 101 espécies, 88 gêneros e 36 famílias. Nove famílias, representando 60,40% das espécies visitadas pelos Apoidea coletados, destacaram-se pela riqueza em espécies: Leguminosae (20 spp.), Asteraceae (9), Bignoniaceae (5), Euphorbiaceae (5), Rubiaceae (5), Sapindaceae (5), Convolvulaceae (4), Myrtaceae (4) e Solanaceae (4). Para os Meliponina registraram-se 20 espécies e 12 gêneros. Uma espécie (Scaptotrigona sp. 3, sp. nov.) está sendo descrita como espécie nova. Dentre essas espécies, 12 destacaram-se por apresentarem potencial zootécnico: Cephalotrigona capitata, Frieseomelitta doederleini, Frieseomelitta francoi, Frieseomelitta varia, Melipona aff. rufiventris, Nannotrigona sp., Partamona ailyae, Plebeia aff. flavocincta, Plebeia sp., Scaptotrigona sp. 1, Scaptotrigona sp. 2, Scaptotrigona sp. 3, sp. nov. As faunas meliponícolas das quatro bordas apresentaram-se heterogêneas e 80% das espécies fizeram uso compartilhado dos recursos tróficos ofertados. Não foi verificado influência do número de espécies floridas sobre as atividades externas das abelhas nem sobre a ocorrência de espécies nas bordas, contudo, os níveis pluviométricos mensais interferiram sobre esses parâmetros. Como recursos florísticos de uso pelos meliponíneos registraram-se 82 espécies, 71 gêneros e 33 famílias. Detectou-se um baixo nível de ligação entre as bordas estudadas, evidenciando um considerável grau de heterogeneidade entre as espécies botânicas. Nas quatro áreas, as famílias mais ricas em espécies estão relacionadas às Leguminosae (17 spp.), Asteraceae (8), Bignoniaceae (4), Myrtaceae (4), Solanaceae (4), Convolvulaceae (3), Euphorbiaceae (3), Flacourtiaceae (3), Melastomataceae (3), Rubiaceae (3), as quais, juntas representam 63,41% das espécies visitadas pelas abelhas sem ferrão. A espécie Spermacoce verticillata (Rubiaceae), presente nos quatro entornos, ofertou recursos para cerca de 60% dos Meliponina.
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Selecionaram-se quatro áreas de bordas de fragmentos florestais (F1, F2, F3 e F4) em altitudes e vertentes diferentes onde, no período de março de 2008 a agosto de 2009, mensalmente coletaram-se as abelhas com o uso de redes entomológicas. Paralelamente foi realizada a coleta do material botânico registrado como de uso pelas abelhas. O material faunístico foi analisado através dos seguintes parâmetros ecológicos: curva de acumulação das espécies; índices de heterogeneidade; e coeficiente de similaridade. Procedeu-se à avalição da influência dos gradientes pluviométricos mensais sobre a ação de forrageamento das abelhas e a ocorrência de espécies nas áreas. Quanto aos Meliponina, incluiu-se, também, a influência do número de espécies em floração sobre essas duas variáveis. Para as abelhas em geral foi avaliado o padrão de sazonalidade apresentado pelas espécies por família. Ao todo amostraram-se 3053 espécimes de abelhas, registradas 113 espécies, 45 gêneros e cinco famílias (Andrenidae, Apidae, Colletidae, Halictidae e Megachilidae). As curvas mensais de acumulação indicaram insuficiência amostral para o levantamento geral das abelhas, contudo, para os Meliponina os procedimentos amostrais indicaram suficiência. Os níveis de pluviosidade mensais limitaram, em algumas bordas, a ação de forrageamento das abelhas e o registro de espécies, já o número de espécies em floração não apresentou influência significativa. O estudo da fenologia das abelhas indicou que, para Apidae, não houve um padrão caracterizadamente sazonal, enquanto para Andrenidae e Colletidae o comportamento sazonal foi extremamente evidente e, para Halictidae e Megachilidae, os aspectos da sazonalidade não foram bem definidos. A composição florística das quatro áreas foi de 101 espécies, 88 gêneros e 36 famílias. 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Não foi verificado influência do número de espécies floridas sobre as atividades externas das abelhas nem sobre a ocorrência de espécies nas bordas, contudo, os níveis pluviométricos mensais interferiram sobre esses parâmetros. Como recursos florísticos de uso pelos meliponíneos registraram-se 82 espécies, 71 gêneros e 33 famílias. Detectou-se um baixo nível de ligação entre as bordas estudadas, evidenciando um considerável grau de heterogeneidade entre as espécies botânicas. Nas quatro áreas, as famílias mais ricas em espécies estão relacionadas às Leguminosae (17 spp.), Asteraceae (8), Bignoniaceae (4), Myrtaceae (4), Solanaceae (4), Convolvulaceae (3), Euphorbiaceae (3), Flacourtiaceae (3), Melastomataceae (3), Rubiaceae (3), as quais, juntas representam 63,41% das espécies visitadas pelas abelhas sem ferrão. 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