Avaliação da função renal em pacientes com imunodeficiência variável comum

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Capistrano, Giovany Gomes
Orientador(a): Libório, Alexandre Braga
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Rim
Link de acesso: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/13779
Resumo: A imunodeficiência comum variável (IDVC) forma um grupo heterogêneo de distúrbios caracterizados por deficiência de anticorpos. O envolvimento renal na IDVC é descrito apenas em casos clínicos, no entanto, não é possível determinar se todas essas manifestações clínicas associadas a lesões renais são diretamente relacionadas com IDVC ou apenas coincidências. Embora a mais apresentação mais comum de doenças renais seja com redução significativa do ritmo de filtração glomerular (RFG), quer na forma aguda (e geralmente reversível) ou crônica (quase sempre irreversível), várias disfunções podem também afetar a função renal tubular. O objetivo do presente estudo foi avaliar o padrão de função renal em pacientes IDVC através de testes de função glomerular e tubular. Além disso, nós medimos o monocyte chemoattractant protein (MCP-1) urinário, um biomarcador emergente para avaliar lesão inflamatória renal. Este é um estudo transversal de 12 pacientes com diagnóstico de IDVC, submetidos a acompanhamento clínico no Hospital Universitário Walter Cantídio da Universidade Federal do Ceará. O estudo foi realizado de janeiro a julho de 2014. Todos os pacientes com IDVC tiveram níveis normais de RFG estimada (eRFG) (>90mL/min/1,73m2), com mediana de 106ml/min/1,73m2 (intervalo 90-212). Para avaliar a integridade da barreira glomerular, a taxa de excreção urinária de albumina foi medida e todos tinham valores na faixa normal. Não houve diferença dos valores de MCP-1 urinário quando IDVC foram comparados com controles (47.9±14.5 vs. 42.1±7.1 pg/mg de creatinina, p=0,703). Comprometimento da capacidade de concentração urinária, como demonstrado pela razão entre osmolalidade urinária e plasmática (U/Posm) após 12h de privação de água e alimentos, foi observada nos pacientes com IDVC. No que diz respeito à acidificação urinária, enquanto todos os sujeitos de controle atingiram um pH urinário inferior a 5,3, nenhum paciente com IDVC diminui o pH urinário para tais níveis em resposta à sobrecarga ácida com CaCl2, caracterizando uma capacidade de acidificação urinária prejudicada. Nenhum paciente apresentou bicarbonato sérico basal sob 22mEq/L, não sendo possível diagnosticar acidose tubular renal completa. Este é o primeiro estudo a avaliar a função tubular e glomerular renal em pacientes com IDVC. Foram observadas deficiências em quase todos os pacientes em relação à capacidade de acidificação e concentração urinária. Em conclusão, foi realizada a avaliação renal mais completa até o momento em pacientes com IDVC. Não encontramos alterações na função glomerular ou inflamação. Entretanto, foi detectada elevada prevalência de disfunção tubular na IDVC, principalmente relacionada à capacidade de concentração e acidificação urinárias.
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