Comparação da funcionalidade pulmonar e biomarcadores de lesão endotelial e inflamação entre pacientes em terapia renal substitutiva

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Silva, Ítalo Caldas
Orientador(a): Freitas, Tainá Veras de Sandes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/50522
Resumo: A doença renal crônica (DRC), notadamente em seu estádio terminal, pode afetar negativamente o sistema respiratório. O transplante renal (TxR) é a terapia substitutiva de escolha para esses indivíduos. Não está claro se o transplante renal propicia recuperação dos comprometimentos da função respiratória. Objetivo: Comparar a funcionalidade pulmonar e de biomarcadores entre pacientes com DRC em hemodiálise (HD) e após o TxR. Metodologia: Estudo transversal incluindo 46 indivíduos com DRC terminal: 23 em HD de um centro único de diálise localizado em Fortaleza, Ceará; e 23 receptores de TxR estáveis de um centro único localizado na mesma cidade. Foram analisadas a pressão inspiratória e expiratória máxima (Pimax e Pemax) como parâmetros de força muscular respiratória e Capacidade Vital Forçada (CVF) e Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo (VEF1) como parâmetros para avaliar função pulmonar. Para melhor compreensão dos mecanismos envolvidos no comprometimento do sistema respiratório, foram analisados os seguintes biomarcadores sanguíneos: fator de crescimento de fibroblastos 23 (FGF23), Angiopoietina 2 (Ang-2), Ferritina, Interleucina-6 (IL-6), Syndecan-1, molécula de adesão intercelular-1 (ICAM-1), molécula de adesão de células vasculares (VCAM-1), albumina (albumina), paratormônio (PTH), cálcio, fósforo e Hemoglobina (Hb). Resultados: Os grupos foram semelhantes quanto ao gênero (50%), índice de massa corporal (25,6±3,1 Kg/m2), tempo em diálise (mediana 36 meses), história de hipertensão arterial (60,9%) e tabagismo (17,4%). Os pacientes em HD eram mais velhos (51,1±5,7 vs. 46±5 anos, p=0,002), apresentavam maior incidência de diabetes como comorbidades (47,9 vs. 4,3%, p=0,001) e como causa da DRC (34,8 vs. 8,7%, p=0,001). Não houve diferença entre os grupos quanto à Pimax (80 (IIQ 70-100) vs. 60 (IIQ 60-100) cm/H2O, p=0,201), VEF1 (2,0 ± 0,7 vs. 2,2 ± 0,7 L, p=0,328) e CVF (2,6 ± 0,7 vs. 3,0 ± 0,8 L, p=0,166), porém houve na Pemax, onde o grupo TxR apresentou melhores valores (63,4 ± 15 vs. 77,4 ± 24 cm/H2O , p=0,020). Embora menos de 35% dos pacientes do grupo TxR terem atingindo os valores previstos, esse grupo apresentou um percentual de 60% da normalidade em relação à funcionalidade pulmonar. O grupo TxR apresentou melhores valores dos biomarcadores FGF-23 (2317,3 (IIQ 699,1 - 562,3) vs. 303,3 (IIQ 78,1 - 1233,6) pg/ml, p=0,001), Fósforo (4,40 (IIQ 3,29 - 5,67) vs. 3,30 (IIQ 2,70 - 3,70) mg/dl, p=0,003), PTH (132 (IIQ 103 - 350) vs. 100 (IIQ 61,7 - 149) pg/ml, p=0,026), Cálcio (8,64 ± 0,46 vs. 9,54 ± 0,60 mg/ml, 8 p<0,001), porém não houve diferença entre os grupos quanto a Hemoglobina (12,87 ± 1,96 vs. 13,75 ± 1,98 g/dL, p= 0,139) e Albumina (4,20 ± 0,34 vs. 4,35 ± 0,28 g/dl, p= 0,113). Quanto aos marcadores de lesão endotelial e inflamação, o grupo TxR apresentou melhores valores de VCAM-1 (2302 (IIQ 1642,2 - 3540,5) vs. 1589,3 (IIQ 1009 - 1827,5) ng/mL, p= 0,001), Syndecan-1 (195,8 (IIQ 126,9 - 286,7) vs. 47,9 (33 - 67,8) ng/mL, p<0,001), Ang-2 (0,75 (IIQ 1,28 - 0,31) vs. 0,16 (IIQ 0,09 - 1,14) ng/mL, p =0,040), Ferritina (948,5 (IIQ 564,1 - 1578) vs. 90,50 (IIQ 59,82 - 134,75), ng/mL p<0,001). Contudo, não houve diferença No ICAM-1 (1242,4 ± 481,9 vs. 1122,5 ± 357,3 ng/mL, p=0,343) e IL-6 (9,38 (IIQ 9,38 - 18,21) vs. 9,38 (IIQ 9,38 - 11,31), pg/ml p=0,669). Houve correlações do VCAM-1 com o Pemax (r= - 0,317, p= 0,032), ICAM-1 com a Pimax (r= - 0,339, p= 0,021), Ang-2 com a Pemax (r= - 0,353 p= 0,016), VEF1 (r= -0,390, p= 0,007) e CVF (r= - 0,424, p= 0,003). Não houve correlações do Syndecan-1, IL-6 E FGF-23 com a funcionalidade pulmonar. Conclusão: Ambos os grupos apresentaram comprometimento da funcionalidade pulmonar. Apesar dos indivíduos do grupo TxR possuírem melhores valores de força, função pulmonar e de biomarcadores, os valores previstos de normalidade não foram atingidos pela maioria dos participantes. Os biomarcadores de endotélio e inflamatórios sugerem que possuem papel importante na funcionalidade pulmonar. Palavras-chaves: Doença renal crônica, transplante renal, função pulmonar, biomarcadores
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Não está claro se o transplante renal propicia recuperação dos comprometimentos da função respiratória. Objetivo: Comparar a funcionalidade pulmonar e de biomarcadores entre pacientes com DRC em hemodiálise (HD) e após o TxR. Metodologia: Estudo transversal incluindo 46 indivíduos com DRC terminal: 23 em HD de um centro único de diálise localizado em Fortaleza, Ceará; e 23 receptores de TxR estáveis de um centro único localizado na mesma cidade. Foram analisadas a pressão inspiratória e expiratória máxima (Pimax e Pemax) como parâmetros de força muscular respiratória e Capacidade Vital Forçada (CVF) e Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo (VEF1) como parâmetros para avaliar função pulmonar. Para melhor compreensão dos mecanismos envolvidos no comprometimento do sistema respiratório, foram analisados os seguintes biomarcadores sanguíneos: fator de crescimento de fibroblastos 23 (FGF23), Angiopoietina 2 (Ang-2), Ferritina, Interleucina-6 (IL-6), Syndecan-1, molécula de adesão intercelular-1 (ICAM-1), molécula de adesão de células vasculares (VCAM-1), albumina (albumina), paratormônio (PTH), cálcio, fósforo e Hemoglobina (Hb). Resultados: Os grupos foram semelhantes quanto ao gênero (50%), índice de massa corporal (25,6±3,1 Kg/m2), tempo em diálise (mediana 36 meses), história de hipertensão arterial (60,9%) e tabagismo (17,4%). Os pacientes em HD eram mais velhos (51,1±5,7 vs. 46±5 anos, p=0,002), apresentavam maior incidência de diabetes como comorbidades (47,9 vs. 4,3%, p=0,001) e como causa da DRC (34,8 vs. 8,7%, p=0,001). Não houve diferença entre os grupos quanto à Pimax (80 (IIQ 70-100) vs. 60 (IIQ 60-100) cm/H2O, p=0,201), VEF1 (2,0 ± 0,7 vs. 2,2 ± 0,7 L, p=0,328) e CVF (2,6 ± 0,7 vs. 3,0 ± 0,8 L, p=0,166), porém houve na Pemax, onde o grupo TxR apresentou melhores valores (63,4 ± 15 vs. 77,4 ± 24 cm/H2O , p=0,020). Embora menos de 35% dos pacientes do grupo TxR terem atingindo os valores previstos, esse grupo apresentou um percentual de 60% da normalidade em relação à funcionalidade pulmonar. O grupo TxR apresentou melhores valores dos biomarcadores FGF-23 (2317,3 (IIQ 699,1 - 562,3) vs. 303,3 (IIQ 78,1 - 1233,6) pg/ml, p=0,001), Fósforo (4,40 (IIQ 3,29 - 5,67) vs. 3,30 (IIQ 2,70 - 3,70) mg/dl, p=0,003), PTH (132 (IIQ 103 - 350) vs. 100 (IIQ 61,7 - 149) pg/ml, p=0,026), Cálcio (8,64 ± 0,46 vs. 9,54 ± 0,60 mg/ml, 8 p<0,001), porém não houve diferença entre os grupos quanto a Hemoglobina (12,87 ± 1,96 vs. 13,75 ± 1,98 g/dL, p= 0,139) e Albumina (4,20 ± 0,34 vs. 4,35 ± 0,28 g/dl, p= 0,113). 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