“Eu vou seguir cantarolando pra poder contra-atacar”: videoclipes do baianasystem e o ensino de História do Brasil em representações anticoloniais

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Braun, Beatriz Greenhalgh de Melo
Orientador(a): Maia Júnior, Edmilson Alves
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/78478
Resumo: Esta pesquisa-ação em Ensino de História buscou trabalhar com videoclipes da banda BaianaSystem destacando, em sua linguagem artística e narrativa, agências afrobrasileiras e indígenas contestatórias à lógica colonial e as suas reminiscências na contemporaneidade. As experiências desenvolvidas em turmas de duas escolas do Ensino Fundamental da rede pública municipal de Fortaleza (SME) e uma escola do Ensino Médio da rede pública estadual (SEDUC-CE), buscaram a construção do entendimento da produção da banda inserida em um contexto de música afrodiaspórica, realizada por sujeitos que se localizam no tempo e no espaço, no que esses lugares dialogam com a arte que produzem. Com os clipes de música, foram trazidas para reflexão e ação em sala de aula, juntamente às/aos estudantes, questões próprias de nossa história enquanto país colonizado e pertencente à periferia do mundo, entendendo-a de maneira relacional a outras experiências no mundo a partir da Modernidade. Para tanto, entram em conversa as ideias de autoras/es como Achille Mbembe, Beatriz Nascimento, bell hooks, Gersem Baniwa, Grada Kilomba, Lélia González, Paulo Freire e Frantz Fanon. Neste percurso, destaca-se a importância da efetivação nas escolas brasileiras das Leis 10.639/03 e 11.645/08, em escuta e articulação com as pautas dos movimentos negros e indígenas, fazendo um breve apanhado de avanços e desafios trazidos por educadoras/es pesquisadoras/es. O videoclipe, nesta investigação, é visto como documento, produção artística e recurso pedagógico, sendo um produto da contemporaneidade que dialoga com temporalidades outras. Ao trabalhar pelo entendimento de suas especificidades enquanto linguagem, é buscada, por fim, a articulação do ensino-aprendizagem de História com a sensibilização através da arte que possa levar a uma compreensão crítica de mundo e dos lugares que nele ocupamos, educadoras/es e educandas/os, em uma sociedade atravessada pelo racismo enquanto mecanismo de exploração e opressão que deve ser cotidianamente combatido. Os resultados obtidos no percurso de investigação docente são analisados a partir das vivências em aulas-oficina para o Ensino Fundamental nas escolas municipais Professora Maria José Macario Coelho e Raimundo Soares de Sousa em 2022 e 2023 e na culminância da eletiva "Memória e cultura afrobrasileira e indígena" ministrada em 2023 para duas turmas de 2° ano do Ensino Médio no Colégio Estadual Justiniano de Serpa.
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Dissertação (Mestrado em História) - Mestrado Profissional em Ensino de História, Centro de Humanidades, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2024.http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/78478“Eu vou seguir cantarolando pra poder contra-atacar”: videoclipes do baianasystem e o ensino de História do Brasil em representações anticoloniais"I'll keep humming so i can count again": baianasystem video clips and brazilian history teaching in anti-colonial representationsinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisEsta pesquisa-ação em Ensino de História buscou trabalhar com videoclipes da banda BaianaSystem destacando, em sua linguagem artística e narrativa, agências afrobrasileiras e indígenas contestatórias à lógica colonial e as suas reminiscências na contemporaneidade. As experiências desenvolvidas em turmas de duas escolas do Ensino Fundamental da rede pública municipal de Fortaleza (SME) e uma escola do Ensino Médio da rede pública estadual (SEDUC-CE), buscaram a construção do entendimento da produção da banda inserida em um contexto de música afrodiaspórica, realizada por sujeitos que se localizam no tempo e no espaço, no que esses lugares dialogam com a arte que produzem. Com os clipes de música, foram trazidas para reflexão e ação em sala de aula, juntamente às/aos estudantes, questões próprias de nossa história enquanto país colonizado e pertencente à periferia do mundo, entendendo-a de maneira relacional a outras experiências no mundo a partir da Modernidade. Para tanto, entram em conversa as ideias de autoras/es como Achille Mbembe, Beatriz Nascimento, bell hooks, Gersem Baniwa, Grada Kilomba, Lélia González, Paulo Freire e Frantz Fanon. Neste percurso, destaca-se a importância da efetivação nas escolas brasileiras das Leis 10.639/03 e 11.645/08, em escuta e articulação com as pautas dos movimentos negros e indígenas, fazendo um breve apanhado de avanços e desafios trazidos por educadoras/es pesquisadoras/es. O videoclipe, nesta investigação, é visto como documento, produção artística e recurso pedagógico, sendo um produto da contemporaneidade que dialoga com temporalidades outras. Ao trabalhar pelo entendimento de suas especificidades enquanto linguagem, é buscada, por fim, a articulação do ensino-aprendizagem de História com a sensibilização através da arte que possa levar a uma compreensão crítica de mundo e dos lugares que nele ocupamos, educadoras/es e educandas/os, em uma sociedade atravessada pelo racismo enquanto mecanismo de exploração e opressão que deve ser cotidianamente combatido. Os resultados obtidos no percurso de investigação docente são analisados a partir das vivências em aulas-oficina para o Ensino Fundamental nas escolas municipais Professora Maria José Macario Coelho e Raimundo Soares de Sousa em 2022 e 2023 e na culminância da eletiva "Memória e cultura afrobrasileira e indígena" ministrada em 2023 para duas turmas de 2° ano do Ensino Médio no Colégio Estadual Justiniano de Serpa.Esta investigación-acción en la Enseñanza de la Historia buscó trabajar con vídeos musicales de la banda BaianaSystem destacando, en su lenguaje artístico y arrativo, agencias afrobrasileñas e indígenas que cuestionan la lógica colonial y sus reminiscencias en la época contemporánea. Las experiencias desarrolladas en clases de dos escuelas primarias de la red pública municipal de Fortaleza (SME) y de una escuela secundaria de la red pública estatal (SEDUC-CE), buscaron construir una comprensión de la producción de la banda en un contexto de música afrodiaspórica. realizadas por sujetos que se ubican en el tiempo y el espacio, cuyos lugares dialogan con el arte que producen. Los clips musicales llevaron a la reflexión y a la acción en el aula, junto com los estudiantes, acerca de cuestiones propias de nuestra historia como país colonizado y perteneciente a la periferia del mundo, entendiéndola de forma relacional con otras experiencias en el mundo a partir de la Modernidad. Para ello, entran en conversación las ideas de autores como Achille Mbembe, Beatriz Nascimento, bell hooks, Gersem Baniwa, Grada Kilomba, Lélia González, Paulo Freire y Frantz Fanon. En este recorrido, se destaca la importancia de implementar las Leyes 10.639/03 y 11.645/08 em las escuelas brasileñas, escuchando y articulando las agendas de los movimientos negros e indígenas, haciendo un breve panorama de los avances y desafíos traídos por los educadores/investigadores. El video musical, en esta investigación, es visto como um documento, producción artística y recurso pedagógico, siendo un producto de la contemporaneidad que dialoga con otras temporalidades. Trabajando para compreender sus especificidades como lenguaje, buscamos, finalmente, la articulación de la enseñanza-aprendizaje de la Historia con una conciencia a través del arte que pueda conducir a una comprensión crítica del mundo y de los lugares que ocupamos en él, educadores y estudiantes. en una sociedad permeada por el racismo como mecanismo de explotación y opresión que debe ser combatido diariamente. Los resultados obtenidos em el recorrido docente-investigador se analizan a partir de experiencias en las clases-taller en las escuelas municipales Profesora Maria José Macario Coelho y Raimundo Soares de Sousa en 2022 y 2023 y en la culminación de la electiva "Memoria y cultura afrobrasileña e indígena" impartido en 2023 a dos turmas de 2º grado de secundaria del Colégio Estadual Justiniano de Serpa.Ensino de HistóriaVideoclipesMúsica afrodiaspóricaBaianasystemRepresentações anticoloniaisEnseño de la HistóriaVideoclipsMúsica afrodiaspóricaRepresentaciones anticolonialesCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIAinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal do Ceará (UFC)instname:Universidade Federal do Ceará (UFC)instacron:UFChttp://lattes.cnpq.br/4795589661117399http://lattes.cnpq.br/87124521746883332024-10-14ORIGINALSequência didática - Dissertação.pdfSequência didática - Dissertação.pdfapplication/pdf696547http://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/78478/2/Sequ%c3%aancia%20did%c3%a1tica%20-%20Disserta%c3%a7%c3%a3o.pdfa87c8e9f562040a621d62bc956a94c63MD522024_dis_bgmbraun.pdf2024_dis_bgmbraun.pdfapplication/pdf13745469http://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/78478/4/2024_dis_bgmbraun.pdf5de5f54df8437807d2ee12c1c7726b1dMD54LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748http://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/78478/3/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD53riufc/784782024-10-14 13:12:53.717oai:repositorio.ufc.br:riufc/78478Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Repositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.ufc.br/ri-oai/requestbu@ufc.br || repositorio@ufc.bropendoar:2024-10-14T16:12:53Repositório Institucional da Universidade Federal do Ceará (UFC) - Universidade Federal do Ceará (UFC)false
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