Massa Para Biscoito e Biscoito Para a Massa: Tensões Entre Expressão e Construção na Poética Leminskiana

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2006
Autor(a) principal: Moreira, Paula Renata Melo
Orientador(a): Pires, André Monteiro Guimarães Dias
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: http://www.teses.ufc.br
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/3424
Resumo: Uma das possíveis compreensões da produção de Paulo Leminski recai na leitura das tensões a partir das quais esta é composta. Entre elas, a mais perceptível e frutífera é justamente a que se estabelece entre “expressão” e “construção”. Leminski traz em sua produção diversas questões que podem tematizar a atitude do poeta contemporâneo, entre elas, a consciência de seu próprio fazer. No caso do curitibano, essa consciência é atravessada por uma percepção de algo além da consciência, o “acaso”. Muitas vezes entendido como dicotomia, o par “consciência/ acaso” atua na produção de Leminski como uma tensão geradora de novas possíveis leituras. As tensões parecem ser, na produção leminskiana, uma recorrência que pode oferecer novas possíveis interpretações e vias de acesso àquele que é considerado hoje um dos textos mais inquietantes da poesia contemporânea. Nosso estudo busca, a partir de uma análise discursiva das categorias que compõem a enunciação da obra de Leminski, confrontar pólos tensionados da produção deste autor. Para tanto, propomos caminhar por uma poética leminskiana, atravessando o movimento concretista e o marginal, sem, no entanto, fixarmo-nos neles. A busca de um terceiro lugar originado dessas tensões pode se configurar como um dos pontos de fuga para a solução binária engendrada sempre que a literatura sai do campo exclusivamente lingüístico e parte para o terreno intersemiótico.
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spelling Moreira, Paula Renata MeloPires, André Monteiro Guimarães Dias2012-07-23T11:39:20Z2012-07-23T11:39:20Z2006MOREIRA, Paula Renata Melo. Massa para biscoito e biscoito para a massa: tensões entre expressão e construção na poética Leminskiana. 2006. 120f. Dissertação (Mestrado em Letras) – Universidade Federal do Ceará, Departamento de Literatura, Programa de Pós-Graduação em Letras, Fortaleza-CE, 2006.http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/3424http://www.teses.ufc.brLiteratura BrasileiraPaulo LeminskiPoesia MarginalConcretismoLeminski,Paulo,1944-1989 - Crítica e InterpretaçãoPoesia concreta brasileira - História e Crítica - Séc.XXPaulo LeminskiPoésie MarginaleConcretismeMassa Para Biscoito e Biscoito Para a Massa: Tensões Entre Expressão e Construção na Poética Leminskianainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUma das possíveis compreensões da produção de Paulo Leminski recai na leitura das tensões a partir das quais esta é composta. Entre elas, a mais perceptível e frutífera é justamente a que se estabelece entre “expressão” e “construção”. Leminski traz em sua produção diversas questões que podem tematizar a atitude do poeta contemporâneo, entre elas, a consciência de seu próprio fazer. No caso do curitibano, essa consciência é atravessada por uma percepção de algo além da consciência, o “acaso”. Muitas vezes entendido como dicotomia, o par “consciência/ acaso” atua na produção de Leminski como uma tensão geradora de novas possíveis leituras. As tensões parecem ser, na produção leminskiana, uma recorrência que pode oferecer novas possíveis interpretações e vias de acesso àquele que é considerado hoje um dos textos mais inquietantes da poesia contemporânea. Nosso estudo busca, a partir de uma análise discursiva das categorias que compõem a enunciação da obra de Leminski, confrontar pólos tensionados da produção deste autor. Para tanto, propomos caminhar por uma poética leminskiana, atravessando o movimento concretista e o marginal, sem, no entanto, fixarmo-nos neles. A busca de um terceiro lugar originado dessas tensões pode se configurar como um dos pontos de fuga para a solução binária engendrada sempre que a literatura sai do campo exclusivamente lingüístico e parte para o terreno intersemiótico.Une des possibles compréhensions de l’œuvre de Paulo Leminski vient de l’étude des tensions qui la compose. De ces tensions, la plus perceptible et riche est justement celle qui s’établit entre « expression » et « construction ». Leminski apporte à son œuvre diverses questions qui peuvent thématiser l’attitude du poète contemporain, dont la conscience de son propre savoir faire. Dans le cas du citoyen de Curitiba, l’idée va au-delà de la conscience : le « hasard ». Souvent comprise comme une division en deux points « conscience / hasard », l’idée produit dans l’œuvre de Leminski comme une tension génératrice de nouvelles lectures. Les tensions paraissent être, dans la production leminskienne, une récurrence qui peut offrir de nouvelles possibilités d’interprétations et voies d’accès, ce qui fait aujourd’hui de cette oeuvre un des textes les plus inquiétants de la poésie contemporaine. Notre étude recherche, à partir d’une analyse oratoire des catégories qui composent l’énonciation de l’œuvre de Leminski, à confronter les pôles dominants de l’œuvre de cet auteur. Pour cela, nous proposons de parcourir par une poétique leminskienne, traversant le concret et le marginal sans, néanmoins, se fixer à eux. La recherche d’un troisième lieu venant de ces tensions peut se configurer comme un des points d’évasion pour une solution binaire, qui engendre toujours que la littérature sort de cette idée exclusivement linguistique et va sur un terrain intersémiotique.porreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal do Ceará (UFC)instname:Universidade Federal do Ceará (UFC)instacron:UFCinfo:eu-repo/semantics/openAccessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748http://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/3424/2/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52ORIGINAL2006_DIS_PRMMOREIRA.pdf2006_DIS_PRMMOREIRA.pdfapplication/pdf405370http://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/3424/1/2006_DIS_PRMMOREIRA.pdf5774af6b2f1e9e8feb0f107c86b2731dMD51riufc/34242022-07-15 16:21:28.409oai:repositorio.ufc.br:riufc/3424Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Repositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.ufc.br/ri-oai/requestbu@ufc.br || repositorio@ufc.bropendoar:2022-07-15T19:21:28Repositório Institucional da Universidade Federal do Ceará (UFC) - Universidade Federal do Ceará (UFC)false
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