Estudo do diafragma por ressonância magnética no contexto da doença do refluxo gastroesofágico: aspectos técnicos, avaliação dinâmica e da espessura diafragmática

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Mendes, Walber de Oliveira
Orientador(a): Souza, Miguel Ângelo Nobre e
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/56381
Resumo: A ressonância magnética (RM) permite avaliação de parâmetros relacionados à doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), inclusive com estudo da dinâmica diafragmática. Vários fatores e situações clínicas podem culminar em atrofia / perda de massa muscular (sarcopenia), tanto envolvendo a musculatura esquelética periférica quanto a respiratória, incluindo o diafragma, com possíveis implicações sobre aspectos relacionados à DRGE. Daí a plausibilidade de propor que na avaliação por RM, pacientes com DRGE apresentariam redução nas espessuras diafragmáticas (déficit anatômico) e das amplitudes de incursão diafragmática (déficit funcional). Objetiva-se desenvolver protocolo específico para avaliação diafragmática por RM, no contexto da DRGE, utilizando grupo controle para comparar parâmetros relacionados às amplitudes de incursão diafragmática e dos movimentos da caixa torácica, bem como às espessuras diafragmáticas. Estudo prospectivo, quantitativo, observacional e aberto, utilizando protocolo específico de RM, realizado no Hospital Universitário Walter Cantídio da Universidade Federal do Ceará. O grupo DRGE foi composto por pacientes classificados endoscopicamente (Los Angeles) com esofagite Grau C ou D e/ou apresentando impedânciopHmetria com índice de exposição ácida acima de 4,2% (esofagite graus A e B) e/ou acima de 6,0%, independentemente do diagnóstico endoscópico de esofagite. Na análise geral, foram avaliados 17 pacientes do grupo Controle e 11 pacientes do grupo DRGE, não sendo obtidas diferenças estatisticamente significativas em nenhum dos parâmetros aferidos no exame de RM, relacionados às amplitudes de movimentação e às espessuras diafragmáticas. Considerando importantes diferenças nos parâmetros aferidos com relação ao gênero e faixa etária, foram realizadas subanálises através de exclusão aleatória de alguns participantes do grupo Controle, visando pareamento por estes fatores, persistindo ausência de diferenças estatisticamente significativas nos parâmetros avaliados por RM. No presente estudo foi desenvolvido protocolo específico para análise direcionada à avaliação quantitativa da dinâmica e das espessuras diafragmáticas, no contexto de DRGE, provendo nova perspectiva na avaliação funcional do diafragma, não havendo estudos que avaliem tais aspectos neste contexto. Os achados sugerem ausência de relação entre os parâmetros aferidos por Ressonância Magnética e a doença do refluxo gastroesofágico, em comparação com indivíduos controle, contrariando a hipótese da existência de algum grau de sarcopenia identificável por este método na musculatura diafragmática em pacientes com DRGE, o que determinaria déficits anatômico e funcional.
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