Prefiro não: retraduzindo Bartleby, the scrivener, de Herman Melville, para o português sob abordagem da hermenêutica da tradução

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Moreira, Helton Bezerra
Orientador(a): Costa, Walter Carlos
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/56464
Resumo: Esta dissertação tem como objetivo principal apresentar uma nova tradução com comentários para a novela Bartleby, The Scrivener, de Herman Melville, a partir das concepções teóricas da hermenêutica da tradução. Com base nas críticas de caráter filosófico e psicanalítico de Ross (2000), Mariotti (2013) e Attell (2013), é possível perceber que o narrador da novela é apresentado por Melville como pouco confiável, diferente do que suas críticas contemporâneas apontavam, e essa desconfiança em relação ao narrador permite novas interpretações para o personagem Bartleby, que, antes considerado um homem estranho, solitário, passivo e com transtornos psicológicos, passa a ser visto como um agente de mudança, de nenhum modo inerte, que atua persistentemente na desconstrução do status quo social e político. Aliando essas interpretações à análise de Glouberman (1980), percebe-se que o personagem principal é o narrador, não Bartleby, e todo esse insumo crítico sobre a obra convida à co-escrita ou reescrita da narrativa de Melville para o português que ressalte esses aspectos de ambos personagens – o que não se percebe em outras traduções brasileiras. Para tal, vou utilizar o aporte hermenêutico descrito nos modelos de Stefanink (2017), Cercel, Stolze e Stanley (2015), O'Keeffe (2015) e Steiner (1998), que ressaltam a contínua retradução como forma de contribuir para a subsistência de um texto.
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Com base nas críticas de caráter filosófico e psicanalítico de Ross (2000), Mariotti (2013) e Attell (2013), é possível perceber que o narrador da novela é apresentado por Melville como pouco confiável, diferente do que suas críticas contemporâneas apontavam, e essa desconfiança em relação ao narrador permite novas interpretações para o personagem Bartleby, que, antes considerado um homem estranho, solitário, passivo e com transtornos psicológicos, passa a ser visto como um agente de mudança, de nenhum modo inerte, que atua persistentemente na desconstrução do status quo social e político. Aliando essas interpretações à análise de Glouberman (1980), percebe-se que o personagem principal é o narrador, não Bartleby, e todo esse insumo crítico sobre a obra convida à co-escrita ou reescrita da narrativa de Melville para o português que ressalte esses aspectos de ambos personagens – o que não se percebe em outras traduções brasileiras. 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