Admissibilidade de denúncias contra presidentes da República no Brasil: como julgam os deputados federais?
| Ano de defesa: | 2019 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Campina Grande
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| Programa de Pós-Graduação: |
PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS
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| Departamento: |
Centro de Humanidades - CH
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Área do conhecimento CNPq: | |
| Link de acesso: | https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/10137 |
Resumo: | Os deputados federais da 55ª Legislatura (2015-2019) da Câmara dos Deputados votaram, em 17 de abril de 2016, pela admissibilidade da Denúncia nº 01/2015 contra a Presidente da República Dilma Rousseff, autorizando a abertura de um processo de impeachment pela prática de crime de responsabilidade. No entanto, em 02 de agosto e 25 de outubro de 2017, votaram, respectivamente, pelo indeferimento da SIP nº 01/2017 e da SIP nº 02/2017, arquivando a abertura de processo contra o Presidente da República Michel Temer pela prática de corrupção passiva e organização criminosa. Por isso considera-se uma oportunidade ímpar para a Ciência Política estudar as relações empreendidas por dois Presidentes da República distintos durante uma mesma legislatura. Por isso, este trabalho analisou o comportamento dos partidos políticos e, sobretudo dos parlamentares diante das votações da Denúncia nº 01/2015, SIP nº 01/2017 e da SIP nº 02/2017. Autores como Pérez-Liñán (2009), Hochstetler (2007) e Marsteintredet (2008) apontaram a perda de maioria parlamentar de sustentação do governo como uma das causas que, agregadas em uma determinada configuração histórica, contribuem para a abertura de um processo de impeachment contra um Presidente da República na América Latina. Por isso conjecturou-se que a Presidente Dilma Rousseff perdeu apoio dos partidos políticos que formavam seu gabinete presidencial, ao contrário de Michel Temer, que manteve o apoio de sua base de sustentação parlamentar para assegurar o indeferimento da SIP nº 01/2017 e da SIP nº 02/2017. A comparação foi utilizada como método de abordagem desta pesquisa descritiva. As unidades de análise foram as votações nominais da dos Pareceres sobre a Denúncia nº 01/2015, sobre a SIP nº 01/2017 e sobre a SIP nº 02/2017. As unidades de análise foram sistematizadas em um banco de dados gerado no SPSS v.22 com 10 variáveis e 1491 casos e os dados foram tratados de forma quantitativa. Dessa maneira pôde-se obter indicadores sobre a natureza do voto dos deputados da base de sustentação parlamentar, a disciplina partidária, Índice de Apoio ao Governo e sobre o padrão de comportamento das bancadas estaduais nas votações nominais. Constatou-se que a maioria dos deputados federais da 55ª Legislatura (2015-2019), pertencentes à base de sustentação parlamentar do governo Dilma Rousseff, votaram pela admissibilidade da Denúncia nº 01/2015, enquanto a maioria dos deputados da base de sustentação do governo Michel Temer votou pelo indeferimento da SIP nº 01/2017 e da SIP nº 02/2017. |
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MELO, Clóvis Alberto Vieira de.MELO, C. A. V.http://lattes.cnpq.br/4188164925943585ROJAS, Gonzalo Adrián.SOARES, Kelly Cristina Costa.BASSO, Ana Paula.SALES JÚNIOR, Ronaldo Laurentino de.NÓBREGA JÚNIOR, José Maria da.SILVA, T. L. C. R.http://lattes.cnpq.br/4652237641553120SILVA, Tito Lívio Cabral Renovato.Os deputados federais da 55ª Legislatura (2015-2019) da Câmara dos Deputados votaram, em 17 de abril de 2016, pela admissibilidade da Denúncia nº 01/2015 contra a Presidente da República Dilma Rousseff, autorizando a abertura de um processo de impeachment pela prática de crime de responsabilidade. No entanto, em 02 de agosto e 25 de outubro de 2017, votaram, respectivamente, pelo indeferimento da SIP nº 01/2017 e da SIP nº 02/2017, arquivando a abertura de processo contra o Presidente da República Michel Temer pela prática de corrupção passiva e organização criminosa. Por isso considera-se uma oportunidade ímpar para a Ciência Política estudar as relações empreendidas por dois Presidentes da República distintos durante uma mesma legislatura. Por isso, este trabalho analisou o comportamento dos partidos políticos e, sobretudo dos parlamentares diante das votações da Denúncia nº 01/2015, SIP nº 01/2017 e da SIP nº 02/2017. Autores como Pérez-Liñán (2009), Hochstetler (2007) e Marsteintredet (2008) apontaram a perda de maioria parlamentar de sustentação do governo como uma das causas que, agregadas em uma determinada configuração histórica, contribuem para a abertura de um processo de impeachment contra um Presidente da República na América Latina. Por isso conjecturou-se que a Presidente Dilma Rousseff perdeu apoio dos partidos políticos que formavam seu gabinete presidencial, ao contrário de Michel Temer, que manteve o apoio de sua base de sustentação parlamentar para assegurar o indeferimento da SIP nº 01/2017 e da SIP nº 02/2017. A comparação foi utilizada como método de abordagem desta pesquisa descritiva. As unidades de análise foram as votações nominais da dos Pareceres sobre a Denúncia nº 01/2015, sobre a SIP nº 01/2017 e sobre a SIP nº 02/2017. As unidades de análise foram sistematizadas em um banco de dados gerado no SPSS v.22 com 10 variáveis e 1491 casos e os dados foram tratados de forma quantitativa. Dessa maneira pôde-se obter indicadores sobre a natureza do voto dos deputados da base de sustentação parlamentar, a disciplina partidária, Índice de Apoio ao Governo e sobre o padrão de comportamento das bancadas estaduais nas votações nominais. Constatou-se que a maioria dos deputados federais da 55ª Legislatura (2015-2019), pertencentes à base de sustentação parlamentar do governo Dilma Rousseff, votaram pela admissibilidade da Denúncia nº 01/2015, enquanto a maioria dos deputados da base de sustentação do governo Michel Temer votou pelo indeferimento da SIP nº 01/2017 e da SIP nº 02/2017.The Federal Deputies of the 55th Legislature (2015-2019) of the Chamber of Deputies voted on April 17, 2016, for the admissibility of Denunciation 01/2015 against the President of the Republic Dilma Rousseff, authorizing the opening of an impeachment process for the practice of liability crime. However, on August 2 and October 25, 2017, they voted, respectively, for the rejection of Request for Prosecution 01/2017 and Request for Prosecution 02/2017, dismissing the opening of proceedings against the President of the Republic for the practice of passive corruption. and criminal organization. It is considered a unique opportunity for Political Science to study the relations undertaken by two different Presidents of the Republic during the same legislature.. Therefore, this paper analyzed the behavior of political parties and, above all, parliamentarians in the face of the votes of Denunciation 01/2015, Request for Prosecution 01/2017 and Request for Prosecution 02/2017. Authors such as Pérez-Liñán (2009), Hochstetler (2007) and Marsteintredet (2008) pointed to the loss of parliamentary support for the government as one of the causes that, combined in a certain historical configuration, contribute to the opening of an impeachment process. against a President of the Republic in Latin America. So it was conjectured that President Dilma Rousseff lost support from the political parties that formed her presidential cabinet, unlike Michel Temer, who maintained the support of her parliamentary support base to secure the rejection of Request for Prosecution 01/2017 and Request for Prosecution 02/2017. The comparison was used as the approach method of this descriptive research. The units of analysis were the nominal votes of the Opinions on Denunciation No. 01/2015, Request for Prosecution 01/2017 and Request for Prosecution 02/2017. The units of analysis were systematized in a database generated in SPSS v.22 with 10 variables and 1491 cases and the data were treated quantitatively. In this way it was possible to obtain indicators about the nature of the votes of the deputies of the parliamentary support base, the party discipline, the Government Support Index and about the pattern of behavior of the state benches in the nominal votes. It was found that most of the federal deputies of the 55th Legislature (2015-2019), belonging to the government's parliamentary support base Dilma Rousseff, voted for the admissibility of Denunciation 01/2015, while most of the deputies of the government support base Michel Temer voted for the rejection of Request for Prosecution 01/2017 and Request for Prosecution 02/2017.Submitted by Maria Medeiros (maria.dilva1@ufcg.edu.br) on 2019-12-12T11:06:08Z No. of bitstreams: 1 TITO LÍVIO CABRAL RENOVATO SILVA - DISSERTAÇÃO (PPGCS) 2019.pdf: 1582168 bytes, checksum: 25b3f9af0ba47c999a05267cf3ddb3b0 (MD5)Made available in DSpace on 2019-12-12T11:06:08Z (GMT). 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Admissibilidade de denúncias contra presidentes da República no Brasil: como julgam os deputados federais? 2019. 92 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais) – Pós-Graduação em Ciências Sociais, Centro de Humanidades, Universidade Federal de Campina Grande, Paraíba, Brasil, 2019. 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