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Transformando o São João: montação e passabilidade de gênero na quadrilha junina.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: MEIRA, Vanessa Belmiro dos Santos. lattes
Orientador(a): VILLOTA, José Maria de Jesus Izquierdo. lattes
Banca de defesa: LIMA, Elizabeth Christina de Andrade., GRÜNEWALD, Rodrigo de Azeredo., ARAÚJO, Martinho Tota Filho Rocha de., DUQUE, Tiago.
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Campina Grande
Programa de Pós-Graduação: PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS
Departamento: Centro de Humanidades - CH
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/33613
Resumo: O objetivo desta pesquisa é analisar a construção da identidade de gênero feminina a partir da montação e da passabilidade utilizadas pelas Damas Gs e Damas Trans de uma quadrilha junina, protagonista das festas juninas de Campina Grande-PB. As quadrilhas juninas consideradas “estilizadas” propõem mudanças estruturais na dança, tanto nos aspectos materiais- trajes, cenários, músicas e coreografias- quanto nos aspectos ideológicos, abordando temas importantes para o debate social em suas apresentações. Como resultado desse processo cambiante tem-se observado a ampliação do protagonismo de pessoas LGBTs, como mulheres trans e artistas transformistas homossexuais que desempenham o papel de damas. No campo das Ciências Sociais, e, sobretudo na Teoria Queer, o debate sobre identidade e de papeis sociais tem sido conduzido a partir da compreensão da lógica performativa do sujeito para além da dicotomia homem/masculino x mulher/feminino. Sendo assim, o exercício proposto na produção deste trabalho baseou-se na compreensão dos mecanismos de construção da identidade feminina a partir da performance de Damas Gs e de Damas Trans durante sua participação na quadrilha. Na execução da nossa pesquisa utilizamos como técnicas de coleta de dados a entrevista, a observação participante, os registros audiovisuais e a análise documental. Previamente, verificamos que as quadrilhas juninas, enquanto espaço de sociabilidades e de representação simbólica, configura-se como (re) produtora de processos identitários, acompanhando as mudanças sociais. Para além do debate da manutenção (ou não) da matriz binária (homem = cavalheiro x mulher = dama) presente no ambiente quadrilheiro, o protagonismo das Damas Gs e das Damas Trans promove a ressignificação e reedição da dança na tradição junina. Contudo, ainda que algumas quadrilhas juninas sejam consideradas espaços de acolhimento e de respeito à diversidade sexual e de gênero, identificamos em nossa pesquisa que a inclusão da diversidade sexual não é ponto passivo dado que existem nas quadrilhas conflitos e disputas por espaço e representatividade.
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Como resultado desse processo cambiante tem-se observado a ampliação do protagonismo de pessoas LGBTs, como mulheres trans e artistas transformistas homossexuais que desempenham o papel de damas. No campo das Ciências Sociais, e, sobretudo na Teoria Queer, o debate sobre identidade e de papeis sociais tem sido conduzido a partir da compreensão da lógica performativa do sujeito para além da dicotomia homem/masculino x mulher/feminino. Sendo assim, o exercício proposto na produção deste trabalho baseou-se na compreensão dos mecanismos de construção da identidade feminina a partir da performance de Damas Gs e de Damas Trans durante sua participação na quadrilha. Na execução da nossa pesquisa utilizamos como técnicas de coleta de dados a entrevista, a observação participante, os registros audiovisuais e a análise documental. Previamente, verificamos que as quadrilhas juninas, enquanto espaço de sociabilidades e de representação simbólica, configura-se como (re) produtora de processos identitários, acompanhando as mudanças sociais. Para além do debate da manutenção (ou não) da matriz binária (homem = cavalheiro x mulher = dama) presente no ambiente quadrilheiro, o protagonismo das Damas Gs e das Damas Trans promove a ressignificação e reedição da dança na tradição junina. Contudo, ainda que algumas quadrilhas juninas sejam consideradas espaços de acolhimento e de respeito à diversidade sexual e de gênero, identificamos em nossa pesquisa que a inclusão da diversidade sexual não é ponto passivo dado que existem nas quadrilhas conflitos e disputas por espaço e representatividade.The objective of this research is to analyze the construction of female identity from the montage and passability used by Damas Gs and Damas Trans of a June gang in Campina Grande-PB. The “stylized” June gangs propose structural changes in dance, in material aspects: costumes, sets, music, and choreographies, as well as in ideological aspects, verified with their proposal to address important topics for social debat e in their presentations. As a result, there has been an increase in the protagonism of LGBT people, trans women and homosexual cross-dressing artists who play the role of ladies. In the field of Social Sciences, and especially in Queer Theory, the debate on identity and social roles has been conducted from the understanding of the performative logic of the subject beyond the dichotomy male x female. Thus, the exercise proposed in the production of this work was based on the understanding of the mechanisms of construction of female identity of the Gs Ladies and Trans Ladies / transvestites, and for this, we used as techniques for data collection, the interview, participant observation, audiovisual records and documentary analysis. Previously, we verified that the June gangs, as a space for sociability, are configured as producers of symbolic meaning and, therefore, constructors of identity processes, and the transformations that occur in their midst are a reflection of social changes. In addition to the debate on maintaining (or not) the binary matrix (man = gentleman x woman = lady) present in the square scene, the protagonism of Damas Gs and Damas Trans promotes the re-signification and re-edition of dance in the June tradition. And, finally, even though the June gangs are considered spaces of welcome and respect for sexual and gender diversity, it does not mean that there are no conflicts and disputes for space and representation.Submitted by Michelle Lima (michelle.lima@ufcg.edu.br) on 2023-12-14T20:24:20Z No. of bitstreams: 1 VANESSA BELMIRO DOS SANTOS MEIRA – TESE (PPGCS) 2023.pdf: 2682962 bytes, checksum: 608ffebf69585f5466d4217d87e15f25 (MD5)Made available in DSpace on 2023-12-14T20:24:20Z (GMT). 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Tese (Doutorado em Ciências Sociais) – Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais, Centro de Humanidades, Universidade Federal de Campina Grande, Paraíba, Brasil, 2023.info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisporinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCGinstname:Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)instacron:UFCGTEXTVANESSA BELMIRO DOS SANTOS MEIRA – TESE (PPGCS) 2023.pdf.txtVANESSA BELMIRO DOS SANTOS MEIRA – TESE (PPGCS) 2023.pdf.txttext/plain698210https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/33613/3/VANESSA+BELMIRO+DOS+SANTOS+MEIRA+%E2%80%93+TESE+%28PPGCS%29+2023.pdf.txte19db519397cddc37e979ae9b3e6703aMD53LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/33613/2/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52ORIGINALVANESSA BELMIRO DOS SANTOS MEIRA – TESE (PPGCS) 2023.pdfVANESSA BELMIRO DOS SANTOS MEIRA – TESE (PPGCS) 2023.pdfapplication/pdf2682962https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/33613/1/VANESSA+BELMIRO+DOS+SANTOS+MEIRA+%E2%80%93+TESE+%28PPGCS%29+2023.pdf608ffebf69585f5466d4217d87e15f25MD51riufcg/336132025-07-24 08:29:03.618oai:dspace.sti.ufcg.edu.br:riufcg/33613Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://bdtd.ufcg.edu.br/PUBhttp://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/oai/requestbdtd@setor.ufcg.edu.br || bdtd@setor.ufcg.edu.bropendoar:48512025-07-24T11:29:03Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCG - Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)false
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