Que trabalhais como se brincásseis: trabalho e ludicidade na infância Capuxu.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2004
Autor(a) principal: SOUSA, Emilene Leite de.
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Campina Grande
Brasil
Centro de Humanidades - CH
PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS
UFCG
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Job
Link de acesso: https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/7112
Resumo: Neste trabalho, busco demonstrar a concepção de infância vigente na comunidade Capuxu. Para isso, atento para as praticas da infância que vigoram na comunidade e são legitimadas pela mesma, ciente de que a infância e um construto cultural e por isso, estas praticas são particulares, sofrendo alterações de lugar para lugar. Por essa razão, propus-me incursionar, via infância, pelas particularidades sócio-culturais desta comunidade camponesa endogâmica, preocupada em vivenciar uma experiência de infância que, partido da analise do cotidiano da comunidade, seja capaz de refletir e de assumir seus valores, seus hábitos, suas crenças. Logo, a infância e uma das fases na qual se cultiva o interesse pela sua identidade. Embora a infância tenha sido desenhada, pelas Ciências Sociais e literatura em geral, com as formas da ludicidade, a comunidade Capuxu determina para a vivencia salutar da infância de suas crianças, aspectos para alem do ludismo. Emerge na infância Capuxu uma trilogia que a determina: a ludicidade, a aprendizagem e o trabalho. Longe de se transformarem em polos opostos, interligados pela aprendizagem, o trabalho e o lúdico não são incompatíveis na infância Capuxu. No Sitio Santana, onde as crianças Capuxu vivenciam sua infância camponesa, os espaços e tempos do trabalho, da ludicidade e da aprendizagem se misturam, emaranhando-se. Deste modo, o aprendizado para o trabalho e incorporado nas praticas coletivas que são, em si, educativas e lúdicas, e integram o processo de socialização das crianças. Estes três elementos - ludicidade, trabalho e aprendizagem - interagindo dão forma particular a infância Capuxu e nos guiam a uma nova teoria: a infância deve ser pensada a partir de suas praticas. Assim, cada comunidade determina que aspectos caracterizam e legitimam a infância de suas crianças. Entre as crianças Capuxu descobri a realização de um trabalho que não nega o lúdico nem a educação; uma aprendizagem que acontece não só na escola, mas também no rogado durante o trabalho e durante a vivencia do lúdico; um lúdico que esta por toda parte e em quase todos os momentos e, por fim, uma infância que se define com características bastante particulares.
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Por essa razão, propus-me incursionar, via infância, pelas particularidades sócio-culturais desta comunidade camponesa endogâmica, preocupada em vivenciar uma experiência de infância que, partido da analise do cotidiano da comunidade, seja capaz de refletir e de assumir seus valores, seus hábitos, suas crenças. Logo, a infância e uma das fases na qual se cultiva o interesse pela sua identidade. Embora a infância tenha sido desenhada, pelas Ciências Sociais e literatura em geral, com as formas da ludicidade, a comunidade Capuxu determina para a vivencia salutar da infância de suas crianças, aspectos para alem do ludismo. Emerge na infância Capuxu uma trilogia que a determina: a ludicidade, a aprendizagem e o trabalho. Longe de se transformarem em polos opostos, interligados pela aprendizagem, o trabalho e o lúdico não são incompatíveis na infância Capuxu. No Sitio Santana, onde as crianças Capuxu vivenciam sua infância camponesa, os espaços e tempos do trabalho, da ludicidade e da aprendizagem se misturam, emaranhando-se. Deste modo, o aprendizado para o trabalho e incorporado nas praticas coletivas que são, em si, educativas e lúdicas, e integram o processo de socialização das crianças. Estes três elementos - ludicidade, trabalho e aprendizagem - interagindo dão forma particular a infância Capuxu e nos guiam a uma nova teoria: a infância deve ser pensada a partir de suas praticas. Assim, cada comunidade determina que aspectos caracterizam e legitimam a infância de suas crianças. Entre as crianças Capuxu descobri a realização de um trabalho que não nega o lúdico nem a educação; uma aprendizagem que acontece não só na escola, mas também no rogado durante o trabalho e durante a vivencia do lúdico; um lúdico que esta por toda parte e em quase todos os momentos e, por fim, uma infância que se define com características bastante particulares.In this work I seek to show the concept of childhood of the children of Capuxu community. For this, I dwell on the childhood practices in existence in the community and legitimised by the same, conscious that childhood is a cultural construction and hence these practices are particular to and altered from place to place. For this reason, I propose to course through the socio-cultural particularities of this rural community, via the spectrum of childhood. The preoccupation is with the living childhood experiences and how these may be capable of reflecting the daily life of the community and assume its values, customs and beliefs. To begin with childhood is one of the life phases that cultivate interest in identity. Even though the social sciences and literature in general may have designed childhood with forms of play the Capuxu community has determined aspects that go beyond the fun element. In the Capuxu childhood a trilogy emerges: play, learning and work. Far from turning into opposite poles, interconnected by learning, work and play are not incompatible in Capuxu infancy. In the Santana farm, where the Capuxu children live out their rural infancy, the spaces for and times of work, of play and of learning are mixed and intertwined. In this way learning for work is incorporated in collective practices that are, in themselves educational and fun orientated and integrate the socialization process of the children. These three elements: play, work and learning, in interaction give a particular form to Capuxu infancy and lead us to a new theory: childhood ought to be perceived from the point of view of its practices. In this way each community determines what aspects characterize and legitimate the childhood of its children. Amongst the children Capuxu I discovered, that work does not deny either play or learning; that learning occurs not only in the school, but also in the planting field during work and during play; that play is in everything and in all moments and finally a childhood that is defined with many particular characteristics.Universidade Federal de Campina GrandeBrasilCentro de Humanidades - CHPÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAISUFCGMALDONADO, Simone Carneiro.MALDONADO, S. C.ALVIM, Maria Rosilene Barbosa.QUEIROZ, Tereza Correia da Nóbrega.SOUSA, Emilene Leite de.2004-032019-09-18T17:23:17Z2019-09-182019-09-18T17:23:17Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesishttps://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/7112SOUSA, Emilene Leite de. Que trabalhais como se brincásseis: trabalho e ludicidade na infância Capuxu. 2004. 237f. (Dissertação de Mestrado em Sociologia Rural), Curso de Mestrado em Sociologia Rural, Centro de Humanidades, Universidade Federal da Paraíba - Campina Grande - PB - Campus II - Brasil, 2004. 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