Tolerância de genótipos de maracujazeiro-azedo a salinidade da água de irrigação sob adubação potássica.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: PAIVA, Francisco Jean da Silva. lattes
Orientador(a): LIMA, Vera Lúcia Antunes de. lattes, LIMA, Geovani Soares de. lattes
Banca de defesa: GHEYI, Hans Raj., FARIAS, Maria Sallydelândia Sobral de., ANJOS, Lauriane Almeida dos., PEREIRA, Mariana de Oliveira.
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Campina Grande
Programa de Pós-Graduação: PÓS-GRADUAÇÃO EM RECURSOS NATURAIS
Departamento: Centro de Tecnologia e Recursos Naturais - CTRN
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/40342
Resumo: A região semiárida do Brasil se destaca na produção de maracujazeiro-azedo, contudo, nestas áreas é comum na irrigação o uso de águas com elevados teores de sais, que é fator responsável pela limitação no crescimento, desenvolvimento e produção das culturas. Nesse sentido, o uso de estratégias de manejo, como a complementação da adubação potássica e a utilização de genótipos tolerantes à salinidade são técnicas que podem otimizar a produção da cultura nessas regiões. Por isso, objetivou-se avaliar a tolerância de genótipos de maracujazeiro-azedo à salinidade da água de irrigação sob adubação potássica em condições do semiárido Paraibano. A pesquisa constituiu-se de duas etapas, desenvolvidas em vasos adaptados como lisímetros de drenagem sob condições de campo, na fazenda experimental do Centro de Ciências e Tecnologia Agroalimentar da Universidade Federal de Campina Grande, São Domingos, Paraíba. Foi utilizado o delineamento de blocos casualizados em ambos os experimentos. Na primeira etapa foi adotado o esquema fatorial 5 × 3, sendo cinco níveis de condutividade elétrica da água de irrigação - CEa (0,3; 1,1; 1,9; 2,7 e 3,5 dS m-1) e três genótipos de maracujazeiro-azedo (Gigante Amarelo – ‘BRS GA1’; Sol do Cerrado – ‘BRS SCS1’ e Catarina – ‘SCS 437 Catarina’). Na segunda etapa, foi utilizado o genótipo BRS Sol do cerrado (por ter sido o que apresentou maior tolerância ao estresse salino na primeira etapa), adotando o esquema fatorial 5 × 4, sendo os mesmos níveis de CEa de irrigação da etapa I, e quatro doses de potássio - DK (60; 80; 100 e 120% da recomendação de K2O). Os dados permitiram concluir que, a salinidade da água a partir de 0,3 dS m-1 reduziu o conteúdo relativo de água, as trocas gasosas e elevou o extravasamento de eletrólitos no limbo foliar, aos 154 dias após o transplantio. Os genótipos ‘BRS Gigante Amarelo’, ‘BRS Sol do Cerrado’, e ‘SCS 437 Catarina’ foram classificados como sensíveis ao estresse salino, sendo os níveis de salinidade limiar da água de 0,3; 1,0 e 0,3 dSm-1, respectivamente. O incremento da salinidade da água de irrigação reduziu o número e a produção de frutos por planta dos genótipos. O genótipo ‘BRS Sol do Cerrado’ apresentou a menor redução da produção relativa em função do incremento dos níveis de salinidade da água de irrigação, também foi constatado aumento nos teores de sódio e cloreto no caule e folhas das plantas de xvii maracujazeiro-azedo com o incremento nos níveis de CEa. Além disso, os teores de nutrientes nas folhas e caules variaram seguindo a mesma ordem de concentração N>Cl>P>Na>K, em função do aumento da condutividade elétrica da água de irrigação, aos 160 dias após o transplantio. Quanto a qualidade pós-colheita, a irrigação com água com condutividade elétrica de 2,7 dS m-1 associada a adubação de 60 e 80% de K2O, aumentou o teor de sólidos solúveis totais e o teor de ácido ascórbico nos frutos de maracujazeiro-azedo ‘BRS Sol do Cerrado’.
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Por isso, objetivou-se avaliar a tolerância de genótipos de maracujazeiro-azedo à salinidade da água de irrigação sob adubação potássica em condições do semiárido Paraibano. A pesquisa constituiu-se de duas etapas, desenvolvidas em vasos adaptados como lisímetros de drenagem sob condições de campo, na fazenda experimental do Centro de Ciências e Tecnologia Agroalimentar da Universidade Federal de Campina Grande, São Domingos, Paraíba. Foi utilizado o delineamento de blocos casualizados em ambos os experimentos. Na primeira etapa foi adotado o esquema fatorial 5 × 3, sendo cinco níveis de condutividade elétrica da água de irrigação - CEa (0,3; 1,1; 1,9; 2,7 e 3,5 dS m-1) e três genótipos de maracujazeiro-azedo (Gigante Amarelo – ‘BRS GA1’; Sol do Cerrado – ‘BRS SCS1’ e Catarina – ‘SCS 437 Catarina’). Na segunda etapa, foi utilizado o genótipo BRS Sol do cerrado (por ter sido o que apresentou maior tolerância ao estresse salino na primeira etapa), adotando o esquema fatorial 5 × 4, sendo os mesmos níveis de CEa de irrigação da etapa I, e quatro doses de potássio - DK (60; 80; 100 e 120% da recomendação de K2O). Os dados permitiram concluir que, a salinidade da água a partir de 0,3 dS m-1 reduziu o conteúdo relativo de água, as trocas gasosas e elevou o extravasamento de eletrólitos no limbo foliar, aos 154 dias após o transplantio. Os genótipos ‘BRS Gigante Amarelo’, ‘BRS Sol do Cerrado’, e ‘SCS 437 Catarina’ foram classificados como sensíveis ao estresse salino, sendo os níveis de salinidade limiar da água de 0,3; 1,0 e 0,3 dSm-1, respectivamente. O incremento da salinidade da água de irrigação reduziu o número e a produção de frutos por planta dos genótipos. O genótipo ‘BRS Sol do Cerrado’ apresentou a menor redução da produção relativa em função do incremento dos níveis de salinidade da água de irrigação, também foi constatado aumento nos teores de sódio e cloreto no caule e folhas das plantas de xvii maracujazeiro-azedo com o incremento nos níveis de CEa. Além disso, os teores de nutrientes nas folhas e caules variaram seguindo a mesma ordem de concentração N>Cl>P>Na>K, em função do aumento da condutividade elétrica da água de irrigação, aos 160 dias após o transplantio. Quanto a qualidade pós-colheita, a irrigação com água com condutividade elétrica de 2,7 dS m-1 associada a adubação de 60 e 80% de K2O, aumentou o teor de sólidos solúveis totais e o teor de ácido ascórbico nos frutos de maracujazeiro-azedo ‘BRS Sol do Cerrado’.The semi-arid region of Brazil stands out in the production of passion fruit, however, in these areas it is common to use water with high salt content in irrigation, which is a factor responsible for limiting the growth, development and production of crops. In this sense, the use of management strategies, such as supplementing potassium fertilization and the use of salinity-tolerant genotypes, are techniques that can optimize crop production in these regions. Therefore, the objective was to evaluate the tolerance of passion fruit genotypes to the salinity of irrigation water under potassium fertilization in semi-arid conditions in Paraíba. The research consisted of two stages, developed in vessels adapted as drainage lysimeters under field conditions, at the experimental farm of the Center for Agro-Food Science and Technology of the Federal University of Campina Grande, São Domingos, Paraíba. A randomized block design was used in both experiments. In the first stage, the 5 × 3 factorial scheme was adopted, with five levels of electrical conductivity of irrigation water - ECw (0.3; 1.1; 1.9; 2.7 and 3.5 dS m-1) and three genotypes of sour passion fruit (Gigante Amarelo - ‘BRS GA1’; Sol do Cerrado - ‘BRS SCS1’ and Catarina - ‘SCS 437 Catarina’). In the second stage, the BRS Sol do cerrado genotype was used (as it was the one that showed the greatest tolerance to saline stress in the first stage), adopting the 5 × 4 factorial scheme, with the same irrigation ECw levels as in stage I, and four doses of potassium - KD (60; 80; 100 and 120% of the K2O recommendation). The data allowed us to conclude that water salinity from 0.3 dS m-1 reduced the relative water content, gas exchanges and increased electrolyte extravasation in the leaf blade, 154 days after transplanting. The genotypes ‘BRS Gigante Amarelo’, ‘BRS Sol do Cerrado’, and ‘SCS 437 Catarina’ were classified as sensitive to saline stress, with threshold water salinity levels of 0.3, 1.0, and 0.3 dSm-1, respectively. Increasing the salinity of irrigation water reduced the number and production of fruits per plant of the genotypes. The genotype ‘BRS Sol do Cerrado’ showed the smallest reduction in relative production due to the increase in salinity levels of the irrigation water. An increase in sodium and chloride levels was also observed in the stem and leaves of the sour passion fruit plants with the increase in ECw levels. Furthermore, the nutrient contents in the leaves and stems varied xix following the same order of concentration N>Cl>P>Na>K, depending on the increase in the electrical conductivity of the irrigation water, at 160 days after transplanting. Regarding post-harvest quality, irrigation with water with electrical conductivity of 2.7 dS m-1 associated with fertilization of 60 and 80% K2O increased the total soluble solids content and the ascorbic acid content in the sour passion fruit ‘BRS Sol do Cerrado’.Submitted by Helder Soares Dantas (helder-dantas@hotmail.com) on 2025-02-14T18:11:24Z No. of bitstreams: 1 FRANCISCO JEAN DA SILVA PAIVA - TESE (PPGEA) 2024.pdf: 3229605 bytes, checksum: 7ed20161955d97bb9a386e88244db920 (MD5)Made available in DSpace on 2025-02-14T18:11:24Z (GMT). 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TESE (Doutorado em Engenharia e Gestão de Recursos Naturais.) – Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão de Recursos Naturais, Centro de Tecnologia e Recursos Naturais, Universidade Federal de Campina Grande, Paraíba, Brasil, 2024.info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisporinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCGinstname:Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)instacron:UFCGTEXTFRANCISCO JEAN DA SILVA PAIVA - TESE (PPGEA) 2024.pdf.txtFRANCISCO JEAN DA SILVA PAIVA - TESE (PPGEA) 2024.pdf.txttext/plain329919https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/40342/3/FRANCISCO+JEAN+DA+SILVA+PAIVA+-+TESE+%28PPGEA%29+2024.pdf.txt93d9fe0050c8b3137173e77a9792f0cbMD53LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/40342/2/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52ORIGINALFRANCISCO JEAN DA SILVA PAIVA - TESE (PPGEA) 2024.pdfFRANCISCO JEAN DA SILVA PAIVA - TESE (PPGEA) 2024.pdfapplication/pdf3229605https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/40342/1/FRANCISCO+JEAN+DA+SILVA+PAIVA+-+TESE+%28PPGEA%29+2024.pdf7ed20161955d97bb9a386e88244db920MD51riufcg/403422025-11-18 04:08:15.952oai:dspace.sti.ufcg.edu.br:riufcg/40342Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://bdtd.ufcg.edu.br/PUBhttp://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/oai/requestbdtd@setor.ufcg.edu.br || bdtd@setor.ufcg.edu.bropendoar:48512025-11-18T07:08:15Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCG - Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)false
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