Potencial nutricional, antioxidante e tecnológico da macaíba.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: BRASILEIRO, Jéssica Lisana Ouriques. lattes
Orientador(a): FIGUEIRÊDO, Rossana Maria Feitosa de. lattes, QUEIROZ, Alexandre José de Melo. lattes
Banca de defesa: GOMES, Josivanda Palmeira. lattes, OLIVEIRA, Maria Elieidy Gomes de. lattes, BURITI, Flávia Carolina Alonso. lattes, GALDINO, Pablícia Oliveira. lattes
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Campina Grande
Programa de Pós-Graduação: PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS EM REDE PROFLETRAS (UFRN)
Departamento: Centro de Ciências e Tecnologia - CCT
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/37000
Resumo: A macaíba é uma fruta nativa de países tropicais como o Brasil e tem sido explorada de forma artesanal. A polpa de macaíba é comestível, de coloração amarela, fibrosa, de sabor e odor agradável e sua amêndoa também pode ser incluída na alimentação. Este trabalho objetivou estudar o potencial nutricional, antioxidante e tecnológico desse fruto visando contribuir para o desenvolvimento de novos produtos. Para isso, a polpa e a amêndoa da macaíba foram caracterizadas quanto à sua composição nutricional através de análises físico-químicas, e sua capacidade antioxidante através dos ensaios de DPPH, ABTS, FRAP e sistema β-caroteno/ácido linoleico nos extratos metanólicos, etanólicos, hexânicos e aquosos, onde verificou-se que ambas têm alto valor nutricional, sendo ricas em lipídeos (8,45 g/100 g e 22,66 g/100 g, respectivamente), carboidratos e fibra bruta (10,83 g/100 g e 39,83 g/100 g, respectivamente), proteínas (1,99 g/100 g e 8,96 g/100 g, respectivamente) e minerais (K, P, Ca e Mg), além de serem fontes de compostos fenólicos (12,41 g/100 g e 13,49 g/100 g, respectivamente, extrato aquoso), com interessante capacidade antioxidante (41,85 μmol Tx/g e 31,02 μmol Tx/g DPPH). O comportamento reológico da polpa de macaíba foi avaliado (10-50 °C e 2,5-200 rpm) em viscosímetro, e os resultados apontaram o comportamento de fluido não-newtoniano com características pseudoplásticas, sendo o modelo de Mizrahi-Berk (R² > 0,97 e P < 4,11%) o que melhor descreveu os reogramas. A polpa de macaíba foi submetida a secagem convectiva em camada fina (espessura 0,5 cm) em diferentes temperaturas (50, 60, 70 e 80 °C), tendo o modelo de Page (R² > 0,99 e DQM < 0,018) melhor descrito a cinética de secagem, sendo a secagem a 70 °C a melhor condição de secagem para obtenção da macaíba em pó, por ter preservado uma maior quantidade de carotenoides (2,53 g/100 g). A macaíba em pó (70 °C) foi caracterizada quanto aos aspectos físicos e químicos, além de sua higroscopicidade (20, 30 e 40 °C) e armazenabilidade (25 °C e 35 °C durante 90 dias), sendo observadas boa molhabilidade (0,23 g/min), coesividade intermediária (Fator de Hausner, 1,37), razoável fluidez (Índice de Carr, 26,95%) e solubilidade (53,81%), além de boa estabilidade ao armazenamento, observando perdas consideráveis apenas para o teor de carotenoides, acidez, lipídeos, índice de peróxido, cor e solubilidade. As isotermas de adsorção foram consideradas sigmoidais do tipo II e os modelos de GAB (R² > 0,99 e P < 5,63%) e Iglesias e Chirife (R² > 0,98 e P < 6,60%) tiveram melhores ajustes. A polpa de macaíba foi utilizada na elaboração de sorvete tanto na forma in natura quanto em pó, e a amêndoa na elaboração de extrato hidrossolúvel, obtendo boa aceitação sensorial (índice de aceitabilidade > 70%) para os parâmetros de aparência, cor, aroma, textura, doçura, sabor, impressão global, com notas entre 6 e 8 (escala hedônica de 9 pontos) para os sorvetes e notas entre 7,5 e 8 para o extrato vegetal. Os sorvetes apresentaram boa qualidade tecnológica, possuindo overrun de 62,2% para a formulação com a polpa in natura e 86% para a formulação com macaíba em pó, além de derretimento iniciando após 20 min e tendo fusão completa em 75 min e 60 min, respectivamente. O extrato hidrossolúvel de amêndoa de macaíba com sabor goiaba apresentou alto teor de água (81,64 g/100 g), lipídeos (5,43 g/100 g), carboidratos (11,31 g/100 g) e proteínas (0,97 g/100 g). Pode-se concluir que a macaíba tem elevada qualidade nutricional, antioxidante e tecnológica podendo ser uma matéria-prima em potencial para o desenvolvimento de novos produtos, em especial sorvetes e extratos vegetais.
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Este trabalho objetivou estudar o potencial nutricional, antioxidante e tecnológico desse fruto visando contribuir para o desenvolvimento de novos produtos. Para isso, a polpa e a amêndoa da macaíba foram caracterizadas quanto à sua composição nutricional através de análises físico-químicas, e sua capacidade antioxidante através dos ensaios de DPPH, ABTS, FRAP e sistema β-caroteno/ácido linoleico nos extratos metanólicos, etanólicos, hexânicos e aquosos, onde verificou-se que ambas têm alto valor nutricional, sendo ricas em lipídeos (8,45 g/100 g e 22,66 g/100 g, respectivamente), carboidratos e fibra bruta (10,83 g/100 g e 39,83 g/100 g, respectivamente), proteínas (1,99 g/100 g e 8,96 g/100 g, respectivamente) e minerais (K, P, Ca e Mg), além de serem fontes de compostos fenólicos (12,41 g/100 g e 13,49 g/100 g, respectivamente, extrato aquoso), com interessante capacidade antioxidante (41,85 μmol Tx/g e 31,02 μmol Tx/g DPPH). O comportamento reológico da polpa de macaíba foi avaliado (10-50 °C e 2,5-200 rpm) em viscosímetro, e os resultados apontaram o comportamento de fluido não-newtoniano com características pseudoplásticas, sendo o modelo de Mizrahi-Berk (R² > 0,97 e P < 4,11%) o que melhor descreveu os reogramas. A polpa de macaíba foi submetida a secagem convectiva em camada fina (espessura 0,5 cm) em diferentes temperaturas (50, 60, 70 e 80 °C), tendo o modelo de Page (R² > 0,99 e DQM < 0,018) melhor descrito a cinética de secagem, sendo a secagem a 70 °C a melhor condição de secagem para obtenção da macaíba em pó, por ter preservado uma maior quantidade de carotenoides (2,53 g/100 g). A macaíba em pó (70 °C) foi caracterizada quanto aos aspectos físicos e químicos, além de sua higroscopicidade (20, 30 e 40 °C) e armazenabilidade (25 °C e 35 °C durante 90 dias), sendo observadas boa molhabilidade (0,23 g/min), coesividade intermediária (Fator de Hausner, 1,37), razoável fluidez (Índice de Carr, 26,95%) e solubilidade (53,81%), além de boa estabilidade ao armazenamento, observando perdas consideráveis apenas para o teor de carotenoides, acidez, lipídeos, índice de peróxido, cor e solubilidade. As isotermas de adsorção foram consideradas sigmoidais do tipo II e os modelos de GAB (R² > 0,99 e P < 5,63%) e Iglesias e Chirife (R² > 0,98 e P < 6,60%) tiveram melhores ajustes. A polpa de macaíba foi utilizada na elaboração de sorvete tanto na forma in natura quanto em pó, e a amêndoa na elaboração de extrato hidrossolúvel, obtendo boa aceitação sensorial (índice de aceitabilidade > 70%) para os parâmetros de aparência, cor, aroma, textura, doçura, sabor, impressão global, com notas entre 6 e 8 (escala hedônica de 9 pontos) para os sorvetes e notas entre 7,5 e 8 para o extrato vegetal. Os sorvetes apresentaram boa qualidade tecnológica, possuindo overrun de 62,2% para a formulação com a polpa in natura e 86% para a formulação com macaíba em pó, além de derretimento iniciando após 20 min e tendo fusão completa em 75 min e 60 min, respectivamente. O extrato hidrossolúvel de amêndoa de macaíba com sabor goiaba apresentou alto teor de água (81,64 g/100 g), lipídeos (5,43 g/100 g), carboidratos (11,31 g/100 g) e proteínas (0,97 g/100 g). Pode-se concluir que a macaíba tem elevada qualidade nutricional, antioxidante e tecnológica podendo ser uma matéria-prima em potencial para o desenvolvimento de novos produtos, em especial sorvetes e extratos vegetais.Macaíba is a native fruit from tropical countries like Brazil and has been exploited artisanally. The macaíba pulp is edible, yellow in color, fibrous, with pleasant taste and odor and its almond can also be included in the food. This work aimed to study the nutritional, antioxidant and technological potential of this fruit in order to contribute to the development of new products. For this purpose, macaíba pulp and almond were characterized in terms of their nutritional composition through physicochemical analyzes and their antioxidant capacity through the DPPH, ABTS, FRAP and β-carotene/linoleic acid assays in methanolic, ethanolic, hexane and aqueous extracts, where it was verified that both hád high nutritional quality, being rich in lipids (8.45 g/100 g and 22.66 g/100 g, respectively), carbohydrates and crude fiber (10.83 g/100 g and 39.83 g/100 g, respectively), proteins (1.99 g/100 g and 8.96 g/100 g, respectively) and minerals (K, P, Ca and Mg), besides being sources of phenolic compounds (12.41 g/100 g and 13.49 g/100 g, respectively, aqueous extract), With an interesting antioxidant capacity (41.85 μmol Tx/g and 31.02 μmol Tx/g, DPPH), respectively. The macaíba pulp rheological behavior was evaluated (10-50 °C and 2.5-200 rpm) in viscometer, and the results showed non-Newtonian fluid behavior with pseudoplastic characteristics, being the Mizrahi-Berk model (R² > 0.97 and P < 4.11%) which best described the rheograms. The macaíba pulp was subjected to thin layer convective drying (0.5 cm thickness) at different temperatures (50, 60, 70 and 80 °C). The Page model (R² > 0.99 and DQM < 0.018) the drying kinetics were better described, and the drying condition at 70 °C was the best drying condition to obtain powdered macaíba because it had preserved a greater amount of carotenoids (2.53 g/100 g). Macaíba powder (70 °C) was characterized in terms of physicochemical aspects, hygroscopicity (20, 30 and 40 °C) and storability (25 °C and 35 °C for 90 days), was observed good wettability (Hausner Factor, 1.37), reasonable flowability (Carr Index, 26.95%) and solubility (53.81%), as well as good storage stability, observing considerable losses only for the carotenoid content, acidity, lipids, peroxide index, color and solubility. The adsorption isotherms were considered as type II sigmoids and the GAB (R² > 0.99 and P < 5.63%) and Iglesias and Chirife (R² > 0.98 and P < 6.60%) models had better adjustments. The macaíba pulp was used in the elaboration of ice cream in both the in natura and powder forms, and the almond in the elaboration of water soluble extract, obtaining good sensory acceptance (acceptability index > 70%) for parameters of appearance, color, aroma, texture, sweetness, flavor, overall impression, with notes between 6 and 8 (hedonic scale of 9 points) for ice creams and notes between 7.5 and 8 for the vegetable extract. The ice cream presented a good technological quality, having a 62.2% overrun for the formulation with the in natura pulp and 86% for the formulation with macaíba powder, besides melting starting after 20 min and having complete melting in 75 min and 60 min, respectively. The macaíba almond water-soluble extract flavored with guava presented high water content (81.64 g/100 g), lipids (5.43 g/100 g), carbohydrates (11.31 g/100 g) and proteins (0.97 g/100 g). It can be concluded that macaíba has high nutritional, antioxidant and technological quality, being a potential raw material for the development of new products, especially ice cream and vegetable extracts.Submitted by Severina Oliveira (severina.sueli@ufcg.edu.br) on 2024-08-02T12:40:11Z No. of bitstreams: 1 JÉSSICA LISANA OURIQUES BRASILEIRO-TESE-CCT-ENGENHARIA DE PROCESSOS (2018).pdf: 6786477 bytes, checksum: de73296b0964a0dbbecf16424aa0a568 (MD5)Made available in DSpace on 2024-08-02T12:40:11Z (GMT). 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Tese (Doutorado em Engenharia de Processos) - Universidade Federal de Campina Grande, Centro de Ciências e Tecnologia, Campina Grande, Paraíba, Brasil, 2018.info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisporinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCGinstname:Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)instacron:UFCGTEXTJÉSSICA LISANA OURIQUES BRASILEIRO-TESE-CCT-ENGENHARIA DE PROCESSOS (2018).pdf.txtJÉSSICA LISANA OURIQUES BRASILEIRO-TESE-CCT-ENGENHARIA DE PROCESSOS (2018).pdf.txttext/plain468709https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/37000/3/J%C3%89SSICA+LISANA+OURIQUES+BRASILEIRO-TESE-CCT-ENGENHARIA+DE+PROCESSOS+%282018%29.pdf.txtf4062d8a9e42d777b5a907d1627bf452MD53LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/37000/2/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52ORIGINALJÉSSICA LISANA OURIQUES BRASILEIRO-TESE-CCT-ENGENHARIA DE PROCESSOS (2018).pdfJÉSSICA LISANA OURIQUES BRASILEIRO-TESE-CCT-ENGENHARIA DE PROCESSOS (2018).pdfapplication/pdf6786477https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/37000/1/J%C3%89SSICA+LISANA+OURIQUES+BRASILEIRO-TESE-CCT-ENGENHARIA+DE+PROCESSOS+%282018%29.pdfde73296b0964a0dbbecf16424aa0a568MD51riufcg/370002025-07-24 08:04:26.238oai:dspace.sti.ufcg.edu.br:riufcg/37000Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://bdtd.ufcg.edu.br/PUBhttp://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/oai/requestbdtd@setor.ufcg.edu.br || bdtd@setor.ufcg.edu.bropendoar:48512025-07-24T11:04:26Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCG - Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)false
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Drying Kinetics
Process Development
description A macaíba é uma fruta nativa de países tropicais como o Brasil e tem sido explorada de forma artesanal. A polpa de macaíba é comestível, de coloração amarela, fibrosa, de sabor e odor agradável e sua amêndoa também pode ser incluída na alimentação. Este trabalho objetivou estudar o potencial nutricional, antioxidante e tecnológico desse fruto visando contribuir para o desenvolvimento de novos produtos. Para isso, a polpa e a amêndoa da macaíba foram caracterizadas quanto à sua composição nutricional através de análises físico-químicas, e sua capacidade antioxidante através dos ensaios de DPPH, ABTS, FRAP e sistema β-caroteno/ácido linoleico nos extratos metanólicos, etanólicos, hexânicos e aquosos, onde verificou-se que ambas têm alto valor nutricional, sendo ricas em lipídeos (8,45 g/100 g e 22,66 g/100 g, respectivamente), carboidratos e fibra bruta (10,83 g/100 g e 39,83 g/100 g, respectivamente), proteínas (1,99 g/100 g e 8,96 g/100 g, respectivamente) e minerais (K, P, Ca e Mg), além de serem fontes de compostos fenólicos (12,41 g/100 g e 13,49 g/100 g, respectivamente, extrato aquoso), com interessante capacidade antioxidante (41,85 μmol Tx/g e 31,02 μmol Tx/g DPPH). O comportamento reológico da polpa de macaíba foi avaliado (10-50 °C e 2,5-200 rpm) em viscosímetro, e os resultados apontaram o comportamento de fluido não-newtoniano com características pseudoplásticas, sendo o modelo de Mizrahi-Berk (R² > 0,97 e P < 4,11%) o que melhor descreveu os reogramas. A polpa de macaíba foi submetida a secagem convectiva em camada fina (espessura 0,5 cm) em diferentes temperaturas (50, 60, 70 e 80 °C), tendo o modelo de Page (R² > 0,99 e DQM < 0,018) melhor descrito a cinética de secagem, sendo a secagem a 70 °C a melhor condição de secagem para obtenção da macaíba em pó, por ter preservado uma maior quantidade de carotenoides (2,53 g/100 g). A macaíba em pó (70 °C) foi caracterizada quanto aos aspectos físicos e químicos, além de sua higroscopicidade (20, 30 e 40 °C) e armazenabilidade (25 °C e 35 °C durante 90 dias), sendo observadas boa molhabilidade (0,23 g/min), coesividade intermediária (Fator de Hausner, 1,37), razoável fluidez (Índice de Carr, 26,95%) e solubilidade (53,81%), além de boa estabilidade ao armazenamento, observando perdas consideráveis apenas para o teor de carotenoides, acidez, lipídeos, índice de peróxido, cor e solubilidade. As isotermas de adsorção foram consideradas sigmoidais do tipo II e os modelos de GAB (R² > 0,99 e P < 5,63%) e Iglesias e Chirife (R² > 0,98 e P < 6,60%) tiveram melhores ajustes. A polpa de macaíba foi utilizada na elaboração de sorvete tanto na forma in natura quanto em pó, e a amêndoa na elaboração de extrato hidrossolúvel, obtendo boa aceitação sensorial (índice de aceitabilidade > 70%) para os parâmetros de aparência, cor, aroma, textura, doçura, sabor, impressão global, com notas entre 6 e 8 (escala hedônica de 9 pontos) para os sorvetes e notas entre 7,5 e 8 para o extrato vegetal. Os sorvetes apresentaram boa qualidade tecnológica, possuindo overrun de 62,2% para a formulação com a polpa in natura e 86% para a formulação com macaíba em pó, além de derretimento iniciando após 20 min e tendo fusão completa em 75 min e 60 min, respectivamente. O extrato hidrossolúvel de amêndoa de macaíba com sabor goiaba apresentou alto teor de água (81,64 g/100 g), lipídeos (5,43 g/100 g), carboidratos (11,31 g/100 g) e proteínas (0,97 g/100 g). Pode-se concluir que a macaíba tem elevada qualidade nutricional, antioxidante e tecnológica podendo ser uma matéria-prima em potencial para o desenvolvimento de novos produtos, em especial sorvetes e extratos vegetais.
publishDate 2018
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