Cultura, identidade e subjetividade em uma comunidade quilombola: uma etnografia na Comunidade Kalunga

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: FURTADO, Marcella Brasil. lattes
Orientador(a): PEDROZA, Regina Lucia Sucupira. lattes
Banca de defesa: LEME , Sérgio. lattes, PULINO , Lúcia Helena Cavasin Zabotto. lattes, BARBATO , Silviane Bonaccorsi.
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade de Brasília
Programa de Pós-Graduação: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PROCESSOS DO DESENVOLVIMENTO HUMANO E SAÚDE
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/44339
Resumo: A existência dos quilombos no Brasil evidencia a ideia de que a escravidão ocorreu a partir de relações violentas e hostis. A distribuição dos escravizados e o tráfico se deram em grandes proporções em nosso território e ressalta a relevância da escravidão para a constituição e formação histórico-cultural da identidade brasileira. A manifestação típica da insubordinação negra diante das repressões evidenciadas foi o que se convencionou chamar de Quilombo.Considerados como expressão de ruptura e de núcleos paralelos de organização social, os quilombos eram uma forma resistência e um posicionamento ativo de escravos diante de o contexto que os oprimia. Apesar dessa opressão, a resistência se manteve e os quilombolas se estabeleceram em inúmeras regiões brasileiras, criaram estratégias, adaptaram-se e formaram suas comunidades predominantemente constituídas por negros. Devido ao passado de escravidão, lutas, fugas e constituição de quilombos, o universo simbólico das referidas comunidades pode ser analisado para se delinear a lógica social que organiza as relações sociais entre os sujeitos. Os kalungas que habitam a Serra Geral do Planalto Central e Sul do Tocantins são considerados como remanescentes quilombolas, descendentes de ex-escravos. Com uma identidade cultural própria, configurada a partir do imaginário social construído por seus sujeitos, observa-se que a interação, o convívio e o isolamento incidiram na cultura, na identidade e subjetividade dos mesmos. A cultura é compreendida como um sistema de códigos que comunica o sentido das regras a fim de orientar as relações sociais. Assim a análise consistente da cultura kalunga enfoca as características culturais e realidades do contexto em questão, com suas especificidades, saberes e fazeres próprios desse grupo. A identidade é compreendida como o produto da ação do próprio indivíduo e da sociedade a que faz parte, se formando na confluência de forças sociais e nas quais o indivíduo atua e se constrói a si mesmo. A subjetividade, por sua vez, se refere ao que é singular e único de cada indivíduo, relacionando-se a apreensão singular do mundo material e fundamenta o psiquismo. Tomamos como referência a Psicologia histórico-cultural para compreendermos como, em condições determinadas, os homens produzem e dão significado à sua existênciaao compartilhar conteúdos simbólico-afetivos. O objetivo geral deste trabalho foi compreender como os Kalungas, remanescentes de quilombolas e oriundos do município de Cavalcante-GO, lidam com a sua cultura, com a identidade e a subjetividade quilombola na atualidade. Foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com adultos kalungas oriundos da região de Cavalcante e que se encontram atualmente habitando regiões vizinhas; com adultos kalungas que vivem na comunidade do Vão de Almas e do Vão do Moleque; e com adultos não-kalungas que moram na região e mantém vínculo com os kalungas. Além disso, foram feitas oficinas com crianças das comunidades citadas com a utilização de desenhos, brincadeiras e contação de histórias.A análise produzida baseou-se no método de análise de conteúdo, constituindo zonas de sentido e unidades de significação. Consideramos que essa pesquisa contribui para compreender a relação entre cultura, identidade e subjetividade como um processo, em que o sujeito é ativo e constrói suas concepções em e na relação com outros indivíduos. Assim, ao transformar e ser transformado pelo que compreende; atua e constrói a si mesmo, ao mesmo tempo em que projeta em suas identidades culturais, os significados e os valores absorvidos, tornando-os parte deles mesmos.
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A manifestação típica da insubordinação negra diante das repressões evidenciadas foi o que se convencionou chamar de Quilombo.Considerados como expressão de ruptura e de núcleos paralelos de organização social, os quilombos eram uma forma resistência e um posicionamento ativo de escravos diante de o contexto que os oprimia. Apesar dessa opressão, a resistência se manteve e os quilombolas se estabeleceram em inúmeras regiões brasileiras, criaram estratégias, adaptaram-se e formaram suas comunidades predominantemente constituídas por negros. Devido ao passado de escravidão, lutas, fugas e constituição de quilombos, o universo simbólico das referidas comunidades pode ser analisado para se delinear a lógica social que organiza as relações sociais entre os sujeitos. Os kalungas que habitam a Serra Geral do Planalto Central e Sul do Tocantins são considerados como remanescentes quilombolas, descendentes de ex-escravos. Com uma identidade cultural própria, configurada a partir do imaginário social construído por seus sujeitos, observa-se que a interação, o convívio e o isolamento incidiram na cultura, na identidade e subjetividade dos mesmos. A cultura é compreendida como um sistema de códigos que comunica o sentido das regras a fim de orientar as relações sociais. Assim a análise consistente da cultura kalunga enfoca as características culturais e realidades do contexto em questão, com suas especificidades, saberes e fazeres próprios desse grupo. A identidade é compreendida como o produto da ação do próprio indivíduo e da sociedade a que faz parte, se formando na confluência de forças sociais e nas quais o indivíduo atua e se constrói a si mesmo. A subjetividade, por sua vez, se refere ao que é singular e único de cada indivíduo, relacionando-se a apreensão singular do mundo material e fundamenta o psiquismo. Tomamos como referência a Psicologia histórico-cultural para compreendermos como, em condições determinadas, os homens produzem e dão significado à sua existênciaao compartilhar conteúdos simbólico-afetivos. O objetivo geral deste trabalho foi compreender como os Kalungas, remanescentes de quilombolas e oriundos do município de Cavalcante-GO, lidam com a sua cultura, com a identidade e a subjetividade quilombola na atualidade. Foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com adultos kalungas oriundos da região de Cavalcante e que se encontram atualmente habitando regiões vizinhas; com adultos kalungas que vivem na comunidade do Vão de Almas e do Vão do Moleque; e com adultos não-kalungas que moram na região e mantém vínculo com os kalungas. Além disso, foram feitas oficinas com crianças das comunidades citadas com a utilização de desenhos, brincadeiras e contação de histórias.A análise produzida baseou-se no método de análise de conteúdo, constituindo zonas de sentido e unidades de significação. Consideramos que essa pesquisa contribui para compreender a relação entre cultura, identidade e subjetividade como um processo, em que o sujeito é ativo e constrói suas concepções em e na relação com outros indivíduos. Assim, ao transformar e ser transformado pelo que compreende; atua e constrói a si mesmo, ao mesmo tempo em que projeta em suas identidades culturais, os significados e os valores absorvidos, tornando-os parte deles mesmos.The existence of the Quilombo in Brazil highlights the idea that slavery occurred from violent and hostile relationships. The distribution and trafficking of slaves were held in major proportions in our country and check it the importance of slavery to the formation and historical-cultural training of Brazilian identity.A typical manifestation of insubordination black people of repression was evident what is conventionally called Quilombo. Considered as an expression of parallel cores and rupture of social organization, quilombos were a strength and positioning of active slaves on the context that oppressed them. Despite this oppression, resistance remained and the quilombolas settled in many parts of Brazil, created strategies, adapted and formed their communities consisting predominantly black. Because of the past of slavery, fights, escapes and formation of quilombos, the symbolic universe of these communities can be analyzed to delineate the social logic that organizes social relations between the subjects.The Kalungas inhabiting the Central Plateau Serra Geral do Tocantins and South are considered as remnants of quilombolas, descendants of former slaves. With its own cultural identity configured from the social imaginary constructed by its subjects, it is observed that interaction, socializing and isolation focused on culture, identity and subjectivity of them. Understood as a system of codes that communicates the sense of rules to guide social relations, the consistent analysis of the culture kalunga focuses on the characteristics and cultural realities of the context in question, with its specificities, knowledge and owns this group.Identity is understood as the product of the action where the individual and the society they are part, forming the confluence of social forces and in which the individual operates and builds himself. Subjectivity, in turn, refers to what is singular and unique to each individual, relating to the seizure of the natural material world and underlies psyche. We take as reference the historical- cultural psychology to understand how conditions in certain group of men produce and give meaning to their lives by sharing symbolic and emotional content. The aim of this study was to understand how Kalungas, remaining of quilombolas and from the town of Cavalcante-GO, deal with their culture, identity and subjectivity quilombola today. Were conducted semi-structured interviews with adults from the region of Kalungas Cavalcante and which are now inhabiting the neighboring regions; Kalungas with adults living in the community of Vão de Almas and Vão do Moleque, and adult non-Kalungas who live in the region and maintains ties with Kalunga.In addition, workshops were made with children in the communities cited by the use of drawings, games and storytelling. The analysis was based on the generated content analysis method zones constituting sense and meaning units. We believe that this research contributes to understanding the relationship between culture, identity and subjectivity as a process in which the subject is active in their designs and constructs and relationships with other individuals. Thus, by transforming and being transformed by comprising acts and builds himself, while they project in their cultural identities, meanings and values absorbed, making them part of themselves.Submitted by Talita PINTO (talitadesousapinto@gmail.com) on 2025-11-19T19:29:22Z No. of bitstreams: 1 MARCELLA BRASIL FURTADO - DISSERTAÇÃO PSICOLOGIA CENTRO-OESTE 5 UNB 2013.pdf: 2837131 bytes, checksum: 1a848dc295957f71713d3e735b092e52 (MD5)Made available in DSpace on 2025-11-19T19:29:22Z (GMT). No. of bitstreams: 1 MARCELLA BRASIL FURTADO - DISSERTAÇÃO PSICOLOGIA CENTRO-OESTE 5 UNB 2013.pdf: 2837131 bytes, checksum: 1a848dc295957f71713d3e735b092e52 (MD5) Previous issue date: 2013CapesUniversidade de BrasíliaPROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PROCESSOS DO DESENVOLVIMENTO HUMANO E SAÚDEUNBBrasilPsicologia.Comunidade Quilombola Kalunga - Cavalcante - GOEtnografiaMulheres quilombolasPrograma de Pós-Graduação em Processos do Desenvolvimento Humano e Saúde - UNB - dissertaçãoIdentidade quilombolaDissertação - Programa de Pós-Graduação em Processos do Desenvolvimento Humano e Saúde - UNBCavalcante - GO - Kalungas - quilombolasCulturaKalunga - comunidade quilombolaRemanescentes quilombolasKalungas - TocantinsKalunga Quilombola Community - Cavalcante - GOEthnographyQuilombola WomenPostgraduate Program in Human Development and Health Processes - UNB - dissertationQuilombola IdentityDissertation - Postgraduate Program in Human Development and Health Processes - UNBCavalcante - GO - Kalungas - QuilombolasCultureKalunga - Quilombola CommunityQuilombola RemnantsKalungas - TocantinsCultura, identidade e subjetividade em uma comunidade quilombola: uma etnografia na Comunidade KalungaCulture, identity and subjectivity in a quilombola community: an ethnography in the Kalunga Community20132025-11-19T19:29:22Z2025-11-192025-11-19T19:29:22Zhttps://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/44339FURTADO, Marcella Brasil. Cultura, identidade e subjetividade em uma comunidade quilombola: uma etnografia na Comunidade Kalunga. 2013. 100f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) - Programa de Pós-Graduação em Processos do Desenvolvimento Humano e Saúde, Universidade Federal de Brasília, Brasília - DF - Brasil, 2013.info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisporhttp://repositorio.unb.br/handle/10482/13729info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCGinstname:Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)instacron:UFCGTEXTMARCELLA BRASIL FURTADO - DISSERTAÇÃO PSICOLOGIA CENTRO-OESTE 5 UNB 2013.pdf.txtMARCELLA BRASIL FURTADO - DISSERTAÇÃO PSICOLOGIA CENTRO-OESTE 5 UNB 2013.pdf.txttext/plain249091https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/44339/3/MARCELLA+BRASIL+FURTADO+-+DISSERTA%C3%87%C3%83O+PSICOLOGIA+CENTRO-OESTE+5+UNB+2013.pdf.txtcb7daf27f7390e912256f49a4527b591MD53LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/44339/2/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52ORIGINALMARCELLA BRASIL FURTADO - DISSERTAÇÃO PSICOLOGIA CENTRO-OESTE 5 UNB 2013.pdfMARCELLA BRASIL FURTADO - DISSERTAÇÃO PSICOLOGIA CENTRO-OESTE 5 UNB 2013.pdfapplication/pdf2837131https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/44339/1/MARCELLA+BRASIL+FURTADO+-+DISSERTA%C3%87%C3%83O+PSICOLOGIA+CENTRO-OESTE+5+UNB+2013.pdf1a848dc295957f71713d3e735b092e52MD51riufcg/443392025-11-24 13:51:33.482oai:dspace.sti.ufcg.edu.br:riufcg/44339Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://bdtd.ufcg.edu.br/PUBhttp://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/oai/requestbdtd@setor.ufcg.edu.br || bdtd@setor.ufcg.edu.bropendoar:48512025-11-24T16:51:33Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCG - Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)false
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