Anatomia óssea do macaco prego (Sapajus libidinosus Spix, 1823): análise comparativa macroscópica, radiográfica e tomográfica.
| Ano de defesa: | 2022 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Campina Grande
Brasil Centro de Saúde e Tecnologia Rural - CSTR PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA E SAÚDE ANIMAL UFCG |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/35865 |
Resumo: | Estudos anatômicos de base, voltados à descrição de estruturas, são muitas vezes negligenciados, e, por consequência, escassos na literatura, apesar de representarem o alicerce para tantas outras áreas da medicina. O objetivo desse estudo foi descrever a anatomia óssea de Sapajus libidinosus, macroscopicamente, e em imagens de tomografia e radiografia. Para isso, um total de quatro cadáveres foram utilizados na análise macroscópica e cinco animais para os exames de imagem, sendo que destes, quatro foram eutanasiados e somados à etapa macroscópica. Para os exames de imagem, os animais foram mantidos anestesiados. Todos os ossos foram documentados com câmera fotográfica digital e as estruturas descritas com base na Nomina Anatomica Veterinaria e comparadas com dados da literatura de primatas humano e não humanos. Teste t de Student para amostras independentes foi realizado. Não houve diferença estatística significativa entre machos e fêmeas, quanto ao comprimento das vértebras, esterno, costelas e ossos apendiculares. A coluna vertebral do Sapajus libidinosus consiste em sete vértebras cervicais, 13 ou 14 torácicas, cinco ou seis lombares, duas ou três sacrais e 23 ou 24 caudais, com um animal com 16 vértebras. Foi possível constatar a eficiência dos métodos de diagnóstico por imagem em Sapajus libidinosus, demonstrando ser possível a identificação das estruturas ósseas com bastante precisão, quando comparado às imagens das peças ósseas. Quanto à região vertebral, a identificação de estruturas foi bastante dependente da presença ou não de sobreposição óssea, assim como, da robustez das vértebras, apresentando maior nitidez ao ponto que segue em sentido caudal. O esterno pôde ser bem descrito por meio da radiografia e reconstrução 3D, sendo este último método de melhor identificação das estruturas das costelas. Estruturas como o sulco para o nervo espinhal, nas vértebras cervicais e cartilagem xifoidea do esterno, não foram claramente visualizadas em nenhum método de imagem. A maioria das estruturas ósseas da escápula foram bem identificadas nos métodos de imagem, sendo mais restrita na projeção ventrodorsal. Já a clavícula apresentou visualização bem limitada. O úmero, assim como o rádio e a ulna, não foram bem retratados em suas epífises proximal e distal pela radiografia, no entanto, foram bem identificados na tomografia. O mesmo foi observado para o fêmur, tíbia e fíbula. Todas as estruturas descritas na imagem macroscópica de carpo, metacarpo, tarso e metatarso puderam ser identificadas por meio da radiografia e tomografia. O osso coxal foi amplamente bem descrito por meio dos métodos de imagem. Um pequeno osso peniano está presente na extremidade do pênis, e pôde ser identificado por todos os métodos analisados. Estruturas mais sutis, como a incisura poplítea, na tíbia e tuberosidade glútea, linha pectínea e face áspera, no osso coxal, não foram identificadas. Estruturas presentes nas superfícies articulares dos ossos ficaram limitadas à análise macroscópica. O Sapajus libidinosus apresentou, no geral, características anatômicas estruturalmente e morfologicamente mais semelhantes a da infraordem Simiiformes, incluindo o homem, sendo um ótimo indicador de modelo experimental nestas espécies. |
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Anatomia óssea do macaco prego (Sapajus libidinosus Spix, 1823): análise comparativa macroscópica, radiográfica e tomográfica.Bone anatomy of the capuchin monkey (Sapajus libidinosus Spix, 1823): comparative macroscopic, radiographic and tomographic analysis.AnatomiaOsteologiaPrimatesRadiologia DigitalTomografiaAnatomyOsteologyPrimatesDigital RadiologyTomographyEstudos anatômicos de base, voltados à descrição de estruturas, são muitas vezes negligenciados, e, por consequência, escassos na literatura, apesar de representarem o alicerce para tantas outras áreas da medicina. O objetivo desse estudo foi descrever a anatomia óssea de Sapajus libidinosus, macroscopicamente, e em imagens de tomografia e radiografia. Para isso, um total de quatro cadáveres foram utilizados na análise macroscópica e cinco animais para os exames de imagem, sendo que destes, quatro foram eutanasiados e somados à etapa macroscópica. Para os exames de imagem, os animais foram mantidos anestesiados. Todos os ossos foram documentados com câmera fotográfica digital e as estruturas descritas com base na Nomina Anatomica Veterinaria e comparadas com dados da literatura de primatas humano e não humanos. Teste t de Student para amostras independentes foi realizado. Não houve diferença estatística significativa entre machos e fêmeas, quanto ao comprimento das vértebras, esterno, costelas e ossos apendiculares. A coluna vertebral do Sapajus libidinosus consiste em sete vértebras cervicais, 13 ou 14 torácicas, cinco ou seis lombares, duas ou três sacrais e 23 ou 24 caudais, com um animal com 16 vértebras. Foi possível constatar a eficiência dos métodos de diagnóstico por imagem em Sapajus libidinosus, demonstrando ser possível a identificação das estruturas ósseas com bastante precisão, quando comparado às imagens das peças ósseas. Quanto à região vertebral, a identificação de estruturas foi bastante dependente da presença ou não de sobreposição óssea, assim como, da robustez das vértebras, apresentando maior nitidez ao ponto que segue em sentido caudal. O esterno pôde ser bem descrito por meio da radiografia e reconstrução 3D, sendo este último método de melhor identificação das estruturas das costelas. Estruturas como o sulco para o nervo espinhal, nas vértebras cervicais e cartilagem xifoidea do esterno, não foram claramente visualizadas em nenhum método de imagem. A maioria das estruturas ósseas da escápula foram bem identificadas nos métodos de imagem, sendo mais restrita na projeção ventrodorsal. Já a clavícula apresentou visualização bem limitada. O úmero, assim como o rádio e a ulna, não foram bem retratados em suas epífises proximal e distal pela radiografia, no entanto, foram bem identificados na tomografia. O mesmo foi observado para o fêmur, tíbia e fíbula. Todas as estruturas descritas na imagem macroscópica de carpo, metacarpo, tarso e metatarso puderam ser identificadas por meio da radiografia e tomografia. O osso coxal foi amplamente bem descrito por meio dos métodos de imagem. Um pequeno osso peniano está presente na extremidade do pênis, e pôde ser identificado por todos os métodos analisados. Estruturas mais sutis, como a incisura poplítea, na tíbia e tuberosidade glútea, linha pectínea e face áspera, no osso coxal, não foram identificadas. Estruturas presentes nas superfícies articulares dos ossos ficaram limitadas à análise macroscópica. O Sapajus libidinosus apresentou, no geral, características anatômicas estruturalmente e morfologicamente mais semelhantes a da infraordem Simiiformes, incluindo o homem, sendo um ótimo indicador de modelo experimental nestas espécies.Universidade Federal de Campina GrandeBrasilCentro de Saúde e Tecnologia Rural - CSTRPROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA E SAÚDE ANIMALUFCGMENEZES, Danilo José Ayres deLA SALLES, Ana Yasha Ferreira de.20222024-06-03T14:11:16Z2024-06-032024-06-03T14:11:16Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesishttps://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/35865porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCGinstname:Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)instacron:UFCG2025-11-18T07:31:14Zoai:dspace.sti.ufcg.edu.br:riufcg/35865Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://bdtd.ufcg.edu.br/PUBhttp://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/oai/requestbdtd@setor.ufcg.edu.br || bdtd@setor.ufcg.edu.bropendoar:48512025-11-18T07:31:14Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCG - Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)false |
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