Veredas da loucura: incursões no cotidiano de usuários na estratégia saúde da família, numa comunidade de Campina Grande-PB.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: SILVA, Roseilda Maria da. lattes
Orientador(a): NASCIMENTo, Rogério Humberto Zeferino. lattes
Banca de defesa: BATISTA, Mércia Rejane Rangel., BURITI, Iranilson de Oliveira.
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Campina Grande
Programa de Pós-Graduação: PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS
Departamento: Centro de Humanidades - CH
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/3955
Resumo: As pessoas que apresentavam maneiras de viver diferentes, nem sempre foram consideradas loucas, os lugares indicados para estas eram a apreciação à natureza, viagens para outras paisagens dentre outros. Os espaços destinados ao enclausuramento são reorganizados quando a psiquiatria torna-se ciência e a loucura é transformada em doença mental. Este momento marca uma nova etapa no universo psiquiátrico, as pessoas antes com desrazão passam a ser classificadas de loucas e ocuparem lugares específicos, que ao mesmo tempo separavam e disciplinavam de acordo com uma ordem moral de uma sociedade capitalista. Nestes espaços, estavam os legitimadores desta ciência e os receptores de seus saberes, inquestionáveis, a princípio. Sobre estes lugares vieram as discussões sobre suas maneiras de praticarem a psiquiatria, de forma que no final do século XX se teve lentamente no Brasil o desmonte destes espaços e a criação de outros, com perspectivas diferentes das apresentadas nos hospitais psiquiátricos. Era o início de uma nova fase no universo da loucura. Diante do exposto, este trabalho traz considerações interessantes sobre momentos históricos na construção da loucura. Discute-se o processo de Reforma Psiquiátrica em Campina Grande e apresenta, a partir de incursões etnográficas na Comunidade das Flores, o cotidiano de uma Estratégia Saúde da Família observando as pessoas de um grupo de saúde mental. Ao longo da escrita foram apresentadas narrativas de pessoas com experiências de internamento, a partir do diálogo com a literatura e as pessoas com as quais se estabeleceu um convívio durante a pesquisa de campo. A proposta é analisar como as pessoas do Grupo de Saúde Mental são percebidas na Estratégia Saúde da Família e como vivem o seu cotidiano na interação com os demais da comunidade após a Reforma Psiquiátrica em Campina Grande-PB. Para a realização desta pesquisa foi imprescindível o convívio com estas pessoas e o diálogo com outras ciências tais como a história e a antropologia, bem como as interlocuções realizadas com outras produções que trouxeram em seus debates discussões interessantes sobre outras realidades no processo da Reforma Psiquiátrica. Mas, tiveram em seus percursos abordagens metodológicas e lugares de pesquisa diferentes, ressaltando assim, a singularidade desta pesquisa em eleger como lócus de pesquisa uma comunidade urbana onde os seus moradores são atendidos pela Estratégia Saúde da Família. Neste percurso procurou-se discutir o cotidiano das pessoas do grupo de saúde mental e como se compreendem e são compreendidas neste universo. A experiência etnográfica, junto as mesmas, aproximou pesquisadora e participantes da pesquisa e colaborou nas reflexões sobre as experiências de um cotidiano para além dos muros de uma Unidade Básica Saúde da Família. As narrativas das personagens principais desta pesquisa as diferenciam de outras, nesta puderam ser autores de suas histórias, pois os discursos foram deles e não sobre eles.
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Sobre estes lugares vieram as discussões sobre suas maneiras de praticarem a psiquiatria, de forma que no final do século XX se teve lentamente no Brasil o desmonte destes espaços e a criação de outros, com perspectivas diferentes das apresentadas nos hospitais psiquiátricos. Era o início de uma nova fase no universo da loucura. Diante do exposto, este trabalho traz considerações interessantes sobre momentos históricos na construção da loucura. Discute-se o processo de Reforma Psiquiátrica em Campina Grande e apresenta, a partir de incursões etnográficas na Comunidade das Flores, o cotidiano de uma Estratégia Saúde da Família observando as pessoas de um grupo de saúde mental. Ao longo da escrita foram apresentadas narrativas de pessoas com experiências de internamento, a partir do diálogo com a literatura e as pessoas com as quais se estabeleceu um convívio durante a pesquisa de campo. A proposta é analisar como as pessoas do Grupo de Saúde Mental são percebidas na Estratégia Saúde da Família e como vivem o seu cotidiano na interação com os demais da comunidade após a Reforma Psiquiátrica em Campina Grande-PB. Para a realização desta pesquisa foi imprescindível o convívio com estas pessoas e o diálogo com outras ciências tais como a história e a antropologia, bem como as interlocuções realizadas com outras produções que trouxeram em seus debates discussões interessantes sobre outras realidades no processo da Reforma Psiquiátrica. Mas, tiveram em seus percursos abordagens metodológicas e lugares de pesquisa diferentes, ressaltando assim, a singularidade desta pesquisa em eleger como lócus de pesquisa uma comunidade urbana onde os seus moradores são atendidos pela Estratégia Saúde da Família. Neste percurso procurou-se discutir o cotidiano das pessoas do grupo de saúde mental e como se compreendem e são compreendidas neste universo. A experiência etnográfica, junto as mesmas, aproximou pesquisadora e participantes da pesquisa e colaborou nas reflexões sobre as experiências de um cotidiano para além dos muros de uma Unidade Básica Saúde da Família. As narrativas das personagens principais desta pesquisa as diferenciam de outras, nesta puderam ser autores de suas histórias, pois os discursos foram deles e não sobre eles.People who had a ways of living different from the other were not always considered mad. The space given to those whose sanity has been questioned, were travel to other places, the appreciation of nature. The spaces for the enclosure are rearranged when psychiatry becomes science and madness is transformed into illness. This moment marks a new stage in the psychiatric universe, people with unreason began to be classified as crazy and occupy specific places, at the same time disciplined and separated according to a moral order of a capitalist society. These spaces were the legitimizing of this science and the recipients of their knowledge, in principle unquestioned. On these places came discussions about their ways of practicing psychiatry, so that in the end of the twentieth century in Brazil was slowly dismantling these spaces and the creation of others with different perspectives to those presented in the psychiatric hospitals. It was the beginning of a new phase in the universe of madness. Given the above, this work presents interesting considerations about the historical moments of madness. It discusses the process of psychiatric reform in Campina Grande and presents from ethnographic forays in the Community of Flowers where followed the everyday life of a Family Health Strategy, observing people in a Group of Mental Health. Throughout the written were presented narratives people with experience of internment, from the dialogue with literature and with people with whom they established a living together during the fieldwork. The proposal is to analyze how people's of the Mental Health Group are perceived in the Family Health Strategy and how they live their daily interaction with others in the community after the Psychiatric Reform in Campina Grande-PB. For this research was essential the living together with these people and dialogue with other sciences such as history and anthropology as well as dialogue with other productions that have brought in their debates interesting discussions about other realities in the process of psychiatric reform. But in their paths had methodological approaches and research different locus, thus underscoring the uniqueness of this research to elect as a locus of research an urban community where its residents are served by the Family Health Strategy. In this way we tried to understand the daily lives of people in the Group of Mental Health and how they understand and are understood in this universe. The ethnographic experience approached researcher and participants in the research and collaborated in the reflections on the experiences of everyday life beyond the walls of a Basic Unit Health of Family. The narratives of the main characters of this research differentiate it from others in this study were authors of their stories because their speeches were not about them, but these are his own.Submitted by Maria Medeiros (maria.dilva1@ufcg.edu.br) on 2019-05-27T11:04:58Z No. of bitstreams: 1 ROSEILDA MARIA DA SILVA - DISSERTAÇÃO (PPGCS) 2012.pdf: 2001025 bytes, checksum: d4302c0ddeb2150ace44a03aa8b49c05 (MD5)Made available in DSpace on 2019-05-27T11:04:58Z (GMT). No. of bitstreams: 1 ROSEILDA MARIA DA SILVA - DISSERTAÇÃO (PPGCS) 2012.pdf: 2001025 bytes, checksum: d4302c0ddeb2150ace44a03aa8b49c05 (MD5) Previous issue date: 2012-06-29CapesUniversidade Federal de Campina GrandePÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAISUFCGBrasilCentro de Humanidades - CHCiências SociaisLoucuraReforma PsiquiátricaEstratégia Saúde da FamíliaGrupo Saúde MentalMadnessPsychiatric ReformFamily Health StrategyGroup of Mental HealthVeredas da loucura: incursões no cotidiano de usuários na estratégia saúde da família, numa comunidade de Campina Grande-PB.Veredas do madness: incursions into the daily life of users in the family health strategy, in a community of Campina Grande-PB.2012-06-292019-05-27T11:04:58Z2019-05-272019-05-27T11:04:58Zhttps://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/3955SILVA, R. M, da. Veredas da loucura: incursões no cotidiano de usuários na estratégia saúde da família, numa comunidade de Campina Grande-PB. 2012. 143 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais) – Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais, Centro de Humanidades, Universidade Federal de Campina Grande, Paraíba, Brasil, 2012. 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