Dinâmica da degradação da terra em áreas suscetíveis à desertificação.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2026
Autor(a) principal: COSTA, Isabel Macedo de Oliveira Martins. lattes
Orientador(a): CUNHA, John Elton de Brito Leite. lattes
Banca de defesa: CLAUDINO, Cínthia Maria de Abreu., BRITO, Higor Costa de.
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Campina Grande
Programa de Pós-Graduação: PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA CIVIL E AMBIENTAL
Departamento: Centro de Tecnologia e Recursos Naturais - CTRN
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
SIG
GIS
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/45980
Resumo: A degradação da terra no Brasil apresenta-se como uma preocupação crescente, visto que a extensão das áreas degradadas tem se expandido de forma acelerada. Entre 2000 e 2020, as Áreas Suscetíveis à Desertificação (ASD) aumentaram em aproximadamente 170 mil km², refletindo diretamente o impacto das mudanças climáticas e do uso inadequado do solo. Dentro deste território, os Núcleos de Desertificação (ND) destacam-se como pontos focais onde a degradação atinge níveis avançados. Considerando que a atualização oficial dessas áreas ocorreu à décadas atrás, este trabalho avaliou a dinâmica atual da degradação nos núcleos reconhecidos pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e identificou novas áreas que apresentam níveis elevados de degradação da terra, por meio do Índice de Degradação da Terra (IDT), desenvolvido para o Plano Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca, 2025. Além da identificação espacial dessas áreas, o estudo avaliou variáveis ambientais, climáticas e socioeconômicas associadas ao processo de degradação da terra. A análise identificou 203 municípios distribuídos em nove estados, nos quais pelo menos 30% da área total encontra-se degradada. Os resultados evidenciam que as áreas classificadas com níveis críticos de degradação estão associadas a um conjunto de condições ambientais, caracterizadas por regime pluviométrico irregular, déficit hídrico persistente, baixa cobertura vegetal e temperaturas de superfície elevadas. A análise temporal indicou a recorrência de anos secos, com redução de aproximadamente 50% nos totais pluviométricos medianos entre as áreas mais úmidas (≈990 mm) e mais secas (≈490 mm). Observou-se predominância de valores negativos de Normalized Difference Moisture Index (NDMI) entre 2000 e 2024, com medianas variando de -0,05 a -0,01, representando baixa umidade do solo. Verificou-se ainda redução progressiva do Soil-Adjusted Vegetation Index (SAVI), com diminuição aproximada de 25% na cobertura vegetal entre as áreas com maiores e menores medianas, especialmente a partir dos anos 2000. Paralelamente, observaram-se temperaturas elevadas, com medianas superiores a 36 °C, além de maior ocorrência de extremos térmicos, cujos valores máximos variaram entre 42 °C e 45,5 °C. Além disso, verifica-se uma tendência de elevação da temperatura da superfície estimada entre 1,5 °C e 2,5 °C no período de 1985 a 2024, o que corresponde a um incremento médio de aproximadamente +0,5 °C por década, com intensificação mais pronunciada nas últimas décadas. A distribuição espacial das variáveis reforça esses padrões, indicando maior severidade das condições ambientais em estados localizados nas porções mais áridas do semiárido brasileiro. Os resultados revelam ainda que, enquanto os ND históricos permanecem em estado emergente, com temperaturas de superfície em ascensão e sinais claros de degradação avançada, as novas áreas críticas identificadas apresentam um cenário ainda mais severo e generalizado. Nessas áreas, os valores de Land Surface Temperature (LST) que retrata a temperatura de superfície, são mais elevados, o NDMI mantém-se predominantemente negativo e o SAVI apresenta menores níveis e menor capacidade de recuperação, indicando déficit hídrico crônico e cobertura vegetal mais esparsa e instável. Os ND, ainda se observam respostas pontuais da vegetação em anos mais chuvosos, as áreas críticas revelam menor capacidade de resiliência ambiental. Do ponto de vista socioeconômico, o cenário é marcado pelo crescimento do Produto Interno Bruto associado à expansão agrícola, evidenciando que o desenvolvimento econômico local tem ocorrido sob forte pressão ambiental. Dessa forma, o estudo atualiza o diagnóstico da degradação da terra nas ASD, identifica áreas prioritárias e contribui para o redirecionamento de políticas públicas e investimentos voltados à prevenção, mitigação e combate à desertificação no Brasil.
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Considerando que a atualização oficial dessas áreas ocorreu à décadas atrás, este trabalho avaliou a dinâmica atual da degradação nos núcleos reconhecidos pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e identificou novas áreas que apresentam níveis elevados de degradação da terra, por meio do Índice de Degradação da Terra (IDT), desenvolvido para o Plano Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca, 2025. Além da identificação espacial dessas áreas, o estudo avaliou variáveis ambientais, climáticas e socioeconômicas associadas ao processo de degradação da terra. A análise identificou 203 municípios distribuídos em nove estados, nos quais pelo menos 30% da área total encontra-se degradada. Os resultados evidenciam que as áreas classificadas com níveis críticos de degradação estão associadas a um conjunto de condições ambientais, caracterizadas por regime pluviométrico irregular, déficit hídrico persistente, baixa cobertura vegetal e temperaturas de superfície elevadas. A análise temporal indicou a recorrência de anos secos, com redução de aproximadamente 50% nos totais pluviométricos medianos entre as áreas mais úmidas (≈990 mm) e mais secas (≈490 mm). Observou-se predominância de valores negativos de Normalized Difference Moisture Index (NDMI) entre 2000 e 2024, com medianas variando de -0,05 a -0,01, representando baixa umidade do solo. Verificou-se ainda redução progressiva do Soil-Adjusted Vegetation Index (SAVI), com diminuição aproximada de 25% na cobertura vegetal entre as áreas com maiores e menores medianas, especialmente a partir dos anos 2000. Paralelamente, observaram-se temperaturas elevadas, com medianas superiores a 36 °C, além de maior ocorrência de extremos térmicos, cujos valores máximos variaram entre 42 °C e 45,5 °C. Além disso, verifica-se uma tendência de elevação da temperatura da superfície estimada entre 1,5 °C e 2,5 °C no período de 1985 a 2024, o que corresponde a um incremento médio de aproximadamente +0,5 °C por década, com intensificação mais pronunciada nas últimas décadas. A distribuição espacial das variáveis reforça esses padrões, indicando maior severidade das condições ambientais em estados localizados nas porções mais áridas do semiárido brasileiro. Os resultados revelam ainda que, enquanto os ND históricos permanecem em estado emergente, com temperaturas de superfície em ascensão e sinais claros de degradação avançada, as novas áreas críticas identificadas apresentam um cenário ainda mais severo e generalizado. Nessas áreas, os valores de Land Surface Temperature (LST) que retrata a temperatura de superfície, são mais elevados, o NDMI mantém-se predominantemente negativo e o SAVI apresenta menores níveis e menor capacidade de recuperação, indicando déficit hídrico crônico e cobertura vegetal mais esparsa e instável. Os ND, ainda se observam respostas pontuais da vegetação em anos mais chuvosos, as áreas críticas revelam menor capacidade de resiliência ambiental. Do ponto de vista socioeconômico, o cenário é marcado pelo crescimento do Produto Interno Bruto associado à expansão agrícola, evidenciando que o desenvolvimento econômico local tem ocorrido sob forte pressão ambiental. Dessa forma, o estudo atualiza o diagnóstico da degradação da terra nas ASD, identifica áreas prioritárias e contribui para o redirecionamento de políticas públicas e investimentos voltados à prevenção, mitigação e combate à desertificação no Brasil.Land degradation in Brazil has become an increasing concern, as the extent of degraded areas has expanded rapidly. Between 2000 and 2020, the Areas Susceptible to Desertification (ASD) increased by approximately 170,000 km², reflecting the combined effects of climate change and inadequate land use. Within this territory, the officially recognized Desertification Nuclei (DN) represent focal areas where degradation has reached advanced stages. Given that the last official update of these areas occurred decades ago, this study assessed the current degradation dynamics in the DN recognized by the Ministry of the Environment and Climate Change (MMA) and identified new land degradation hotspots using the Land Degradation Index (LDI), developed for the Brazilian Plan to Combat Desertification and Mitigate the Effects of Drought (2025). The study identified 203 municipalities across nine states in which at least 30% of the total area is degraded. Critically degraded areas are associated with adverse environmental conditions, including irregular rainfall patterns, persistent water deficit, low vegetation cover, and elevated land surface temperatures. Temporal analysis revealed recurrent dry years, with an approximate 50% difference in median rainfall totals between wetter (~990 mm) and drier (~490 mm) areas. The Normalized Difference Moisture Index (NDMI) showed predominantly negative values between 2000 and 2024 (medians ranging from -0.05 to -0.01), indicating low soil moisture. The Soil-Adjusted Vegetation Index (SAVI) exhibited a progressive decline, with an approximate 25% reduction in vegetation cover between areas with higher and lower median values, particularly after the 2000s. Elevated temperatures were also observed, with median values exceeding 36 °C and thermal extremes ranging from 42 °C to 45.5 °C. An increasing trend in land surface temperature of 1.5 °C to 2.5 °C was identified for the period 1985–2024, corresponding to an average rise of approximately 0.5 °C per decade, with more pronounced intensification in recent decades. Spatial patterns indicate greater environmental severity in the more arid portions of the Brazilian semiarid region. While historical Desertification Nuclei remain in an advanced but localized degradation stage, the newly identified hotspots exhibit a more widespread and severe pattern. These areas present higher land surface temperatures, persistently negative NDMI values, and lower SAVI levels with limited recovery capacity, suggesting chronic water deficit and reduced environmental resilience. From a socioeconomic perspective, growth in Gross Domestic Product associated with agricultural expansion indicates that local economic development has occurred under significant environmental pressure. This study therefore updates the current diagnosis of land degradation in the Areas Susceptible to Desertification, identifies priority areas, and supports the redirection of public policies and investments aimed at preventing and mitigating desertification in Brazil.Submitted by Helder Soares Dantas (helder-dantas@hotmail.com) on 2026-03-30T16:19:39Z No. of bitstreams: 1 ISABEL MACEDO DE OLIVEIRA MARTINS COSTA - DISSERTAÇÃO - (PPGECA) 2026.pdf: 10354086 bytes, checksum: acb89ef109947211e345db493972f829 (MD5)Made available in DSpace on 2026-03-30T16:19:39Z (GMT). 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Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil e Ambiental) – Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil e Ambiental, Centro de Tecnologia e Recursos Naturais, Universidade Federal de Campina Grande, Paraíba, Brasil, 2026.info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisporinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCGinstname:Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)instacron:UFCGTEXTISABEL MACEDO DE OLIVEIRA MARTINS COSTA - DISSERTAÇÃO - (PPGECA) 2026.pdf.txtISABEL MACEDO DE OLIVEIRA MARTINS COSTA - DISSERTAÇÃO - (PPGECA) 2026.pdf.txttext/plain168461https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/45980/3/ISABEL+MACEDO+DE+OLIVEIRA+MARTINS+COSTA+-+DISSERTA%C3%87%C3%83O+-+%28PPGECA%29+2026.pdf.txt1ce1263c2cf2ab0217bd03a77c910e23MD53LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/45980/2/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52ORIGINALISABEL MACEDO DE OLIVEIRA MARTINS COSTA - DISSERTAÇÃO - (PPGECA) 2026.pdfISABEL MACEDO DE OLIVEIRA MARTINS COSTA - DISSERTAÇÃO - (PPGECA) 2026.pdfapplication/pdf10354086https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/45980/1/ISABEL+MACEDO+DE+OLIVEIRA+MARTINS+COSTA+-+DISSERTA%C3%87%C3%83O+-+%28PPGECA%29+2026.pdfacb89ef109947211e345db493972f829MD51riufcg/459802026-03-31 03:00:41.123oai:dspace.sti.ufcg.edu.br:riufcg/45980Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://bdtd.ufcg.edu.br/PUBhttp://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/oai/requestbdtd@setor.ufcg.edu.br || bdtd@setor.ufcg.edu.bropendoar:48512026-03-31T06:00:41Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCG - Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)false
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