Questão Social e Reforma Agrária no Brasil contemporâneo: uma análise histórica (1985– 2022).

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: RODRIGUES, Valesca Fernandes. lattes
Orientador(a): JUNQUEIRA, Helmara Giccelli Formiga Wanderley. lattes
Banca de defesa: OLIVEIRA, Paulo Abrantes de., LIMA, Ingridy Lammonikelly da Silva.
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Campina Grande
Programa de Pós-Graduação: PÓS-GRADUAÇÃO EM SISTEMAS AGROINDUSTRIAIS
Departamento: Centro de Ciências e Tecnologia Agroalimentar - CCTA
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/45633
Resumo: Este trabalho analisa a relação entre a questão agrária e a formação socioeconômica do Brasil, com ênfase na forma como a estrutura fundiária, historicamente concentrada nas mãos do grande capital, condiciona as políticas de reforma agrária e contribui para a reprodução de desigualdades sociais, o êxodo rural, a exploração do trabalho no campo e os conflitos agrários. A reforma agrária é entendida como um processo cíclico, marcado por avanços e retrocessos, no qual, ao longo do período analisado, se destaca a atuação dos movimentos sociais, em especial o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O estudo também investiga as origens agrárias do capitalismo e do Estado brasileiro, evidenciando seus desdobramentos na configuração social e econômica do país ao longo do tempo. A pesquisa oferece uma visão panorâmica da história da reforma agrária no Brasil entre os anos e 1985, período de redemocratização, até o final do governo Bolsonaro, em 2022, destacando os principais eventos, políticas públicas e conflitos que marcaram essa trajetória. A relevância do tema reside na necessidade de compreender as implicações da questão agrária para o desenvolvimento nacional, bem como as distintas abordagens adotadas pelos governos ao longo desse período. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter exploratório-descritiva, fundamentada na perspectiva teórico-metodológica marxista, segundo a qual a reforma agrária se configura como expressão da questão social. O estudo utiliza como método principal a revisão integrativa de literatura, complementada por pesquisa bibliográfica e documental. Com base na análise realizada, conclui-se que, apesar de avanços formais e institucionais, a estrutura fundiária brasileira permanece marcada pela concentração e pela desigualdade social no campo. A reforma agrária, portanto, deve ser compreendida como um projeto político de transformação social, não pode ser resumida a um ato de redistribuição fundiária. Sua concretização depende, dentre outras coisas, da construção de um novo modelo de desenvolvimento rural, que seja efetivamente comprometido com a democratização da terra, a justiça social e a dignidade humana.
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O estudo também investiga as origens agrárias do capitalismo e do Estado brasileiro, evidenciando seus desdobramentos na configuração social e econômica do país ao longo do tempo. A pesquisa oferece uma visão panorâmica da história da reforma agrária no Brasil entre os anos e 1985, período de redemocratização, até o final do governo Bolsonaro, em 2022, destacando os principais eventos, políticas públicas e conflitos que marcaram essa trajetória. A relevância do tema reside na necessidade de compreender as implicações da questão agrária para o desenvolvimento nacional, bem como as distintas abordagens adotadas pelos governos ao longo desse período. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter exploratório-descritiva, fundamentada na perspectiva teórico-metodológica marxista, segundo a qual a reforma agrária se configura como expressão da questão social. O estudo utiliza como método principal a revisão integrativa de literatura, complementada por pesquisa bibliográfica e documental. Com base na análise realizada, conclui-se que, apesar de avanços formais e institucionais, a estrutura fundiária brasileira permanece marcada pela concentração e pela desigualdade social no campo. A reforma agrária, portanto, deve ser compreendida como um projeto político de transformação social, não pode ser resumida a um ato de redistribuição fundiária. Sua concretização depende, dentre outras coisas, da construção de um novo modelo de desenvolvimento rural, que seja efetivamente comprometido com a democratização da terra, a justiça social e a dignidade humana.This paper analyzes the relationship between Brazilian agrarian issues and its socioeconomic formation, emphasizing how the landholding structure, historically concentrated in hands of the concentrated capital, shapes agrarian reform policies and contributes to the reproduction of social inequalities, rural migration, exploitation of labor in the countryside, and agrarian conflicts. The agrarian reform is understood as a cyclical process, marked by advances and setbacks, in which, throughout the analyzed period, the role of social movements as the Landless Rural Workers’ Movement (MST) stands out. The study also investigates the agrarian origins of capitalism as well as of Brazilian State, stressing their consequences for the country’s social and economic configuration over the course of time. The research provides an overview of the history of the agrarian reform in Brazil from 1985, the period of redemocratization, up to the end of Bolsonaro’s term, in 2022, emphasizing the main events, public policies, and conflicts that marked this trajectory. The relevance of this theme lies in the needs of understanding the implications of the agrarian issue for the national development, as well as the different approaches adopted by governments through this period. This is a qualitative, exploratory-descriptive study, based on the Marxist theoretical-methodological perspective, in which the agrarian reform is understood as a social matter. The study primarily adopts an integrative literature review as its method added to a bibliographic and documentary research. Based on the analysis, it is concluded that, in spite of formal and institutional advances the structure of landed property in Brazil remains shaped by concentration and social inequality in rural areas. Therefore, agrarian reform must be understood as a political project of social transformation and cannot be reduced to a mere act of redistribution of land ownership. Its execution depends, among other factors, on the construction of a new rural development model that is effectively committed to land democratization, social justice, and human dignity.Submitted by JOELMA NASCIMENTO (joelma_goldmann@hotmail.com) on 2026-03-04T12:52:28Z No. of bitstreams: 1 VALESCA FERNANDES RODRIGUES - ARTIGO PPGGSA 2025.pdf: 290078 bytes, checksum: c9b20b0bd2139a4c8547bb876a0a0704 (MD5)Made available in DSpace on 2026-03-04T12:52:28Z (GMT). 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Artigo (Mestrado em Gestão e Sistemas Agroindustriais) - Programa de Pós-Graduação em Gestão e Sistemas Agroindustriais, Centro de Ciências e Tecnologia Agroalimentar, Universidade Federal de Campina Grande, Pombal, Paraíba, Brasil, 2025.info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisporinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCGinstname:Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)instacron:UFCGTEXTVALESCA FERNANDES RODRIGUES - ARTIGO PPGGSA 2025.pdf.txtVALESCA FERNANDES RODRIGUES - ARTIGO PPGGSA 2025.pdf.txttext/plain63633https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/45633/3/VALESCA+FERNANDES+RODRIGUES+-+ARTIGO+PPGGSA+2025.pdf.txt6ae5c5175dda1f13a823732ccd516db8MD53LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/45633/2/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52ORIGINALVALESCA FERNANDES RODRIGUES - ARTIGO PPGGSA 2025.pdfVALESCA FERNANDES RODRIGUES - ARTIGO PPGGSA 2025.pdfapplication/pdf290078https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/45633/1/VALESCA+FERNANDES+RODRIGUES+-+ARTIGO+PPGGSA+2025.pdfc9b20b0bd2139a4c8547bb876a0a0704MD51riufcg/456332026-03-05 03:00:30.191oai:dspace.sti.ufcg.edu.br:riufcg/45633Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://bdtd.ufcg.edu.br/PUBhttp://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/oai/requestbdtd@setor.ufcg.edu.br || bdtd@setor.ufcg.edu.bropendoar:48512026-03-05T06:00:30Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCG - Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)false
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