Trançando (escre)vivências: significados do cabelo na construção da negritude.
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | , |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Campina Grande
|
| Programa de Pós-Graduação: |
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA
|
| Departamento: |
Centro de Filosofia e Ciências Humanas
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| País: |
Brasil
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Área do conhecimento CNPq: | |
| Link de acesso: | https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/45211 |
Resumo: | Na história de muitos brasileiros, o cabelo é parte corporal alvo de diferentes experiências e sensações; marca os sujeitos em sua história de vida, isto porque vivemos em uma sociedade racista atravessada pelo ideal de embranquecimento físico e cultural. O que o cabelo nos diz sobre nossa sociedade? Em que momento o cabelo se tornou uma marca tão poderosa a ponto de causar em pessoas negras efeitos psicossociais que podem durar uma vida? Quais os sentidos de cabelos para pessoas negras? Essas perguntas surgiram da minha própria experiência e da vida de outras pessoas negras, gerando a inquietação que orienta esta pesquisa. Tais indagações nos ajudarão a pensar que, a partir do cabelo dentro de uma sociedade estruturada pelo racismo e o sexismo, se definem lugares dentro do ordenamento social. Ou seja, são produzidos estereótipos racistas e sexistas como: a aparência de suspeito ou de confiável, o feio e o belo, o másculo ou o feminino, o exótico e o civilizado, o elegante ou o desleixado, o recatado ou o sensual, o higiênico/limpo ou o desleixado/sujo, o organizado/centrado ou o desorganizado/desatento etc. Conforme vamos separando as mechas para compor o penteado que faremos ao final, percebemos que o cabelo é político. Esta pesquisa é uma pesquisa qualitativa feita por muitas mãos. Realizaram-se entrevistas semiestruturadas, ou seja, essa pesquisa conta com 13 histórias da relação entre cabelo e vida de sujeitos com idade média de 30 anos, que receberam nomes fictícios de origem africana. Esses nomes não tiveram escolha aleatória, foram cuidadosamente pensados e têm relação com a história narrada pelos participantes, sejam de vida, ou de alguma característica que eles disseram que gostam ou até mesmo relacionada às suas profissões. Os objetivos específicos foram a compreensão de quais são os sentidos que o cabelo emerge no processo do tornar-se negro; considerando os atravessamentos sociais como: as instituições de educação, de família e de trabalho e, a partir das histórias capilares das(os)(es) participantes, compreender como o racismo capilar opera, inclusive, nestes espaços. Analisou-se, por meio da análise temática, por embasamento da teoria crítica de raça, como o cabelo contribui e pode ser uma via para a construção e manutenção da negritude/beleza negra em sujeitos negros. Por fim, escreviveu-se sobre os significados singulares dos cabelos para as pessoas que foram entrevistadas. Consideramos, então, que nossos cabelos podem servir de veículos para a construção e afirmação de nossas negritudes, principalmente de forma positivada, capaz de fortalecer e estruturar as pessoas negras para resistir às violências do racismo. |
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SCHUCMAN, Lia Vainer.https://orcid.org/0000-0001-7659-4632http://lattes.cnpq.br/0412517270170780COSTA, Eliane Silvia.COSTA, E. S.http://lattes.cnpq.br/9354873273118502MAHEIRIE, Kátia.https://orcid.org/0000-0001-5226-0734http://lattes.cnpq.br/7689469021584393PORTUGUEZ, B. S.http://lattes.cnpq.br/2056412231918284PORTUGUEZ, Benilde Silva.Na história de muitos brasileiros, o cabelo é parte corporal alvo de diferentes experiências e sensações; marca os sujeitos em sua história de vida, isto porque vivemos em uma sociedade racista atravessada pelo ideal de embranquecimento físico e cultural. O que o cabelo nos diz sobre nossa sociedade? Em que momento o cabelo se tornou uma marca tão poderosa a ponto de causar em pessoas negras efeitos psicossociais que podem durar uma vida? Quais os sentidos de cabelos para pessoas negras? Essas perguntas surgiram da minha própria experiência e da vida de outras pessoas negras, gerando a inquietação que orienta esta pesquisa. Tais indagações nos ajudarão a pensar que, a partir do cabelo dentro de uma sociedade estruturada pelo racismo e o sexismo, se definem lugares dentro do ordenamento social. Ou seja, são produzidos estereótipos racistas e sexistas como: a aparência de suspeito ou de confiável, o feio e o belo, o másculo ou o feminino, o exótico e o civilizado, o elegante ou o desleixado, o recatado ou o sensual, o higiênico/limpo ou o desleixado/sujo, o organizado/centrado ou o desorganizado/desatento etc. Conforme vamos separando as mechas para compor o penteado que faremos ao final, percebemos que o cabelo é político. Esta pesquisa é uma pesquisa qualitativa feita por muitas mãos. Realizaram-se entrevistas semiestruturadas, ou seja, essa pesquisa conta com 13 histórias da relação entre cabelo e vida de sujeitos com idade média de 30 anos, que receberam nomes fictícios de origem africana. Esses nomes não tiveram escolha aleatória, foram cuidadosamente pensados e têm relação com a história narrada pelos participantes, sejam de vida, ou de alguma característica que eles disseram que gostam ou até mesmo relacionada às suas profissões. Os objetivos específicos foram a compreensão de quais são os sentidos que o cabelo emerge no processo do tornar-se negro; considerando os atravessamentos sociais como: as instituições de educação, de família e de trabalho e, a partir das histórias capilares das(os)(es) participantes, compreender como o racismo capilar opera, inclusive, nestes espaços. Analisou-se, por meio da análise temática, por embasamento da teoria crítica de raça, como o cabelo contribui e pode ser uma via para a construção e manutenção da negritude/beleza negra em sujeitos negros. Por fim, escreviveu-se sobre os significados singulares dos cabelos para as pessoas que foram entrevistadas. Consideramos, então, que nossos cabelos podem servir de veículos para a construção e afirmação de nossas negritudes, principalmente de forma positivada, capaz de fortalecer e estruturar as pessoas negras para resistir às violências do racismo.In the history of many Brazilians, hair is a bodily part that is the target of different experiences and sensations; it marks the subjects in their life history, because we live in a racist society crossed by the ideal of physical and cultural whitening. What does hair tell us about our society? When did hair become such a powerful mark that it has psychosocial effects on black people that can last a lifetime? What are the meanings of hair for black people? These questions arose from my own experience and the lives of other black people, generating the restlessness that guides this research. These questions will help us to think that, within a society structured by racism and sexism, hair defines places within the social order. In other words, racist and sexist stereotypes are produced, such as: the appearance of being suspicious or trustworthy, ugly or beautiful, masculine or feminine, exotic or civilised, elegant or sloppy, modest or sensual, hygienic/clean or sloppy/dirty, organised/centred or disorganised/unattentive, etc. As we separate the strands to make up the hairstyle we'll do at the end, we realise that hair is political. This research is a qualitative study carried out by many hands. Semi-structured interviews were carried out, i.e. this research has 13 stories about the relationship between hair and life from subjects with an average age of 30, who were given fictitious names of African origin. These names were not chosen at random, but were carefully thought out and related to the story told by the participants, whether it was their life story, a characteristic they said they liked or even related to their professions. The specific objectives were to understand the meanings that hair emerges in the process of becoming black; considering the social crossings such as: educational, family and work institutions and, based on the hair stories of the participants, to understand how hair racism operates, even in these spaces. Through thematic analysis, based on critical race theory, we analysed how hair contributes to and can be a way of constructing and maintaining blackness/black beauty in black subjects. Finally, we wrote about the unique meanings of hair for the people who were interviewed. We therefore consider that our hair can serve as a vehicle for the construction and affirmation of our blackness, especially in a positive way, capable of strengthening and structuring black people to resist the violence of racism.Submitted by ANDRESA COSTA (andresapires04@gmail.com) on 2026-01-28T23:28:09Z No. of bitstreams: 1 BENILDE SILVA PORTUGUEZ - DISSERTAÇÃO PSICOLOGIA SUL 5.1 UFSC 2024.pdf: 1175713 bytes, checksum: c45133acfaf49efd17568bf512d2ba53 (MD5)Made available in DSpace on 2026-01-28T23:28:09Z (GMT). No. of bitstreams: 1 BENILDE SILVA PORTUGUEZ - DISSERTAÇÃO PSICOLOGIA SUL 5.1 UFSC 2024.pdf: 1175713 bytes, checksum: c45133acfaf49efd17568bf512d2ba53 (MD5) Previous issue date: 2024-02-16CapesUniversidade Federal de Campina GrandePROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIAUFSCBrasilCentro de Filosofia e Ciências HumanasPsicologia.Mulheres quilombolas - dissertação sobreCabelo e negritudeNegritude e penteado trançadoTrançado - penteado e negritudeRacismo capilarPsicologia socialEnegrecerDissertação - Universidade Federal de Santa CatarinaUniversidade Federal de Santa Catarina - Psicologia - DissertaçãoPrograma de Pós-Graduação em Psicologia - UFSCPessoas negrasIdentidade negraMulheres negrasTransição capilarQuilombola women - dissertation onHair and BlacknessBlackness and braided hairstylesBraiding - hairstyle and BlacknessHair racismSocial psychologyBlackeningDissertation - Federal University of Santa CatarinaFederal University of Santa Catarina - Psychology - DissertationPostgraduate Program in Psychology - UFSCBlack peopleBlack identityBlack womenHair transitionTrançando (escre)vivências: significados do cabelo na construção da negritude.Weaving (writing) experiences: meanings of hair in the construction of blackness.2024-02-162026-01-28T23:28:09Z2026-01-282026-01-28T23:28:09Zhttps://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/45211PORTUGUEZ, Benilde Silva. Trançando (escre)vivências: significados do cabelo na construção da negritude. 2024. 114f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) - Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis - SC - Brasil, 2024.info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisporhttps://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/258419info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCGinstname:Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)instacron:UFCGTEXTBENILDE SILVA PORTUGUEZ - DISSERTAÇÃO PSICOLOGIA SUL 5.1 UFSC 2024.pdf.txtBENILDE SILVA PORTUGUEZ - DISSERTAÇÃO PSICOLOGIA SUL 5.1 UFSC 2024.pdf.txttext/plain267164https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/45211/3/BENILDE+SILVA+PORTUGUEZ+-+DISSERTA%C3%87%C3%83O+PSICOLOGIA+SUL+5.1+UFSC+2024.pdf.txtb96189755e6ef9668077d67e2d048b37MD53LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/45211/2/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52ORIGINALBENILDE SILVA PORTUGUEZ - DISSERTAÇÃO PSICOLOGIA SUL 5.1 UFSC 2024.pdfBENILDE SILVA PORTUGUEZ - DISSERTAÇÃO PSICOLOGIA SUL 5.1 UFSC 2024.pdfapplication/pdf1175713https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/45211/1/BENILDE+SILVA+PORTUGUEZ+-+DISSERTA%C3%87%C3%83O+PSICOLOGIA+SUL+5.1+UFSC+2024.pdfc45133acfaf49efd17568bf512d2ba53MD51riufcg/452112026-01-29 03:00:41.229oai:dspace.sti.ufcg.edu.br:riufcg/45211Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://bdtd.ufcg.edu.br/PUBhttp://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/oai/requestbdtd@setor.ufcg.edu.br || bdtd@setor.ufcg.edu.bropendoar:48512026-01-29T06:00:41Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCG - Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)false |
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Trançando (escre)vivências: significados do cabelo na construção da negritude. PORTUGUEZ, Benilde Silva. Psicologia. Mulheres quilombolas - dissertação sobre Cabelo e negritude Negritude e penteado trançado Trançado - penteado e negritude Racismo capilar Psicologia social Enegrecer Dissertação - Universidade Federal de Santa Catarina Universidade Federal de Santa Catarina - Psicologia - Dissertação Programa de Pós-Graduação em Psicologia - UFSC Pessoas negras Identidade negra Mulheres negras Transição capilar Quilombola women - dissertation on Hair and Blackness Blackness and braided hairstyles Braiding - hairstyle and Blackness Hair racism Social psychology Blackening Dissertation - Federal University of Santa Catarina Federal University of Santa Catarina - Psychology - Dissertation Postgraduate Program in Psychology - UFSC Black people Black identity Black women Hair transition |
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Na história de muitos brasileiros, o cabelo é parte corporal alvo de diferentes experiências e sensações; marca os sujeitos em sua história de vida, isto porque vivemos em uma sociedade racista atravessada pelo ideal de embranquecimento físico e cultural. O que o cabelo nos diz sobre nossa sociedade? Em que momento o cabelo se tornou uma marca tão poderosa a ponto de causar em pessoas negras efeitos psicossociais que podem durar uma vida? Quais os sentidos de cabelos para pessoas negras? Essas perguntas surgiram da minha própria experiência e da vida de outras pessoas negras, gerando a inquietação que orienta esta pesquisa. Tais indagações nos ajudarão a pensar que, a partir do cabelo dentro de uma sociedade estruturada pelo racismo e o sexismo, se definem lugares dentro do ordenamento social. Ou seja, são produzidos estereótipos racistas e sexistas como: a aparência de suspeito ou de confiável, o feio e o belo, o másculo ou o feminino, o exótico e o civilizado, o elegante ou o desleixado, o recatado ou o sensual, o higiênico/limpo ou o desleixado/sujo, o organizado/centrado ou o desorganizado/desatento etc. Conforme vamos separando as mechas para compor o penteado que faremos ao final, percebemos que o cabelo é político. Esta pesquisa é uma pesquisa qualitativa feita por muitas mãos. Realizaram-se entrevistas semiestruturadas, ou seja, essa pesquisa conta com 13 histórias da relação entre cabelo e vida de sujeitos com idade média de 30 anos, que receberam nomes fictícios de origem africana. Esses nomes não tiveram escolha aleatória, foram cuidadosamente pensados e têm relação com a história narrada pelos participantes, sejam de vida, ou de alguma característica que eles disseram que gostam ou até mesmo relacionada às suas profissões. Os objetivos específicos foram a compreensão de quais são os sentidos que o cabelo emerge no processo do tornar-se negro; considerando os atravessamentos sociais como: as instituições de educação, de família e de trabalho e, a partir das histórias capilares das(os)(es) participantes, compreender como o racismo capilar opera, inclusive, nestes espaços. Analisou-se, por meio da análise temática, por embasamento da teoria crítica de raça, como o cabelo contribui e pode ser uma via para a construção e manutenção da negritude/beleza negra em sujeitos negros. Por fim, escreviveu-se sobre os significados singulares dos cabelos para as pessoas que foram entrevistadas. Consideramos, então, que nossos cabelos podem servir de veículos para a construção e afirmação de nossas negritudes, principalmente de forma positivada, capaz de fortalecer e estruturar as pessoas negras para resistir às violências do racismo. |
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