Síntese e Revestimento de Nanopartículas Ferromagnéticas com Polímeros Epóxi para Aplicações Biomédicas
| Ano de defesa: | 2018 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação: Doutorado - Multicêntrico em Química de Minas Gerais
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| Departamento: |
IFQ - Instituto de Física e Química
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Link de acesso: | https://repositorio.unifei.edu.br/jspui/handle/123456789/1867 |
Resumo: | O desenvolvimento da hipertermia magnética trouxe um impulso adicional à terapia do câncer. A hipertermia baseia-se no princípio de que temperaturas em torno de 42°C destroem células cancerosas, preservando os tecidos saudáveis circundantes. O calor requerido para o uso da hipertermia é obtido pelo uso de nanopartículas magnéticas, em especial neste projeto, nanopartículas de composição Y₃Fe₅₋ₓAlₓO₁₂ (1,5 ≤ x ≤ 1,7). Para cumprir o requisito da hemocompatibilidade, as NPMs foram revestidas com uma matriz epóxi à base éter diglicidílico do bisfenol A (DGEBA), e como agentes de cura, foram utilizadas as aminas cicloalifáticas. As análises termogravimétricas (TG) e a análise térmica diferencial (DTA) permitiram a decomposição de matéria orgânica a 300°C, por 4 horas. As análises de DRX mostram que a partir de 700°C, já houve a formação da fase cristalina. O tamanho médio das nanopartículas, calculado pela equação de Scherrer, mostrou tamanhos entre 45 e 65 mm, confirmados pelas micrografias MEV. Pela observação das micrografias MET nota-se a presença de aglomerados das partículas em todos os casos. O tamanho de partícula ficou entre 30-60 nm e a estequiometria, aparentemente, não modificou a característica inicial dos aglomerados. O ferromagnetismo foi observado para todas as composições, e a magnetização de saturação diminui conforme aumenta a concentração de íons Al³⁺. Medida da permissividade dielétrica em função da temperatura mostrou que a temperatura de Curie está próxima a 43°C, para a estequiometria de x igual a 1,6. As interações biológicas entre os polímeros e o sangue foram estudadas por ensaios biológicos in vitro. Estudos de adsorção de proteínas, adesão de plaquetas, atividade do lactato desidrogenase (LDH) e propriedades de tromborresistência estão apresentados. Os ensaios de adsorção de proteínas na superfície dos polímeros mostraram que as redes epóxi adsorvem mais albumina do que fibrinogênio. Os resultados relacionados à adesão de plaquetas, atividade do lactato hidrogenase e propriedades de tromborresistência indicaram que as redes DGEBA/IPD e DGEBA/3DCM exibem comportamento hemocompatível. As amostras DGEBA/IPD e DGEBA/DCM apresentam boas propriedades biocompatíveis em contato direto com células MG63 e não revelaram qualquer diminuição da viabilidade de células semelhantes a osteoblastos. Quanto aos espectros FTIR das cerâmicas silanizadas e revestidas, aparecem às bandas vibracionais de absorção em boa concordância com a literatura para o APTMS e o DGEBA. As propriedades magnéticas das cerâmicas revestidas, não sofreram alterações, visto que o material de revestimento não possui propriedades magnéticas. Sendo assim, acredita-se que os resultados alcançados nesta pesquisa promoveram o desenvolvimento de nanopartículas magnéticas otimizadas para hipertermia magnética. Tanto por mostrar sua viabilidade, quando testados in vitro, quanto por promover o conceito de Y₃Fe₅₋ₓAlₓO₁₂/matriz epóxi como um próximo passo para o aprimoramento dessa classe de cerâmicas. |
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2018-12-072019-02-04T19:27:05Z2019-02-04T19:27:05ZSILVA, Álvaro Cezar Ferreira. Síntese e Revestimento de Nanopartículas Ferromagnéticas com Polímeros Epóxi para Aplicações Biomédicas.2018. 151 f. Tese (Doutorado em Química) - Universidade Federal de Itajubá, Itajubá, 2018.https://repositorio.unifei.edu.br/jspui/handle/123456789/1867O desenvolvimento da hipertermia magnética trouxe um impulso adicional à terapia do câncer. A hipertermia baseia-se no princípio de que temperaturas em torno de 42°C destroem células cancerosas, preservando os tecidos saudáveis circundantes. O calor requerido para o uso da hipertermia é obtido pelo uso de nanopartículas magnéticas, em especial neste projeto, nanopartículas de composição Y₃Fe₅₋ₓAlₓO₁₂ (1,5 ≤ x ≤ 1,7). Para cumprir o requisito da hemocompatibilidade, as NPMs foram revestidas com uma matriz epóxi à base éter diglicidílico do bisfenol A (DGEBA), e como agentes de cura, foram utilizadas as aminas cicloalifáticas. As análises termogravimétricas (TG) e a análise térmica diferencial (DTA) permitiram a decomposição de matéria orgânica a 300°C, por 4 horas. As análises de DRX mostram que a partir de 700°C, já houve a formação da fase cristalina. O tamanho médio das nanopartículas, calculado pela equação de Scherrer, mostrou tamanhos entre 45 e 65 mm, confirmados pelas micrografias MEV. Pela observação das micrografias MET nota-se a presença de aglomerados das partículas em todos os casos. O tamanho de partícula ficou entre 30-60 nm e a estequiometria, aparentemente, não modificou a característica inicial dos aglomerados. O ferromagnetismo foi observado para todas as composições, e a magnetização de saturação diminui conforme aumenta a concentração de íons Al³⁺. Medida da permissividade dielétrica em função da temperatura mostrou que a temperatura de Curie está próxima a 43°C, para a estequiometria de x igual a 1,6. As interações biológicas entre os polímeros e o sangue foram estudadas por ensaios biológicos in vitro. Estudos de adsorção de proteínas, adesão de plaquetas, atividade do lactato desidrogenase (LDH) e propriedades de tromborresistência estão apresentados. Os ensaios de adsorção de proteínas na superfície dos polímeros mostraram que as redes epóxi adsorvem mais albumina do que fibrinogênio. Os resultados relacionados à adesão de plaquetas, atividade do lactato hidrogenase e propriedades de tromborresistência indicaram que as redes DGEBA/IPD e DGEBA/3DCM exibem comportamento hemocompatível. As amostras DGEBA/IPD e DGEBA/DCM apresentam boas propriedades biocompatíveis em contato direto com células MG63 e não revelaram qualquer diminuição da viabilidade de células semelhantes a osteoblastos. Quanto aos espectros FTIR das cerâmicas silanizadas e revestidas, aparecem às bandas vibracionais de absorção em boa concordância com a literatura para o APTMS e o DGEBA. As propriedades magnéticas das cerâmicas revestidas, não sofreram alterações, visto que o material de revestimento não possui propriedades magnéticas. Sendo assim, acredita-se que os resultados alcançados nesta pesquisa promoveram o desenvolvimento de nanopartículas magnéticas otimizadas para hipertermia magnética. Tanto por mostrar sua viabilidade, quando testados in vitro, quanto por promover o conceito de Y₃Fe₅₋ₓAlₓO₁₂/matriz epóxi como um próximo passo para o aprimoramento dessa classe de cerâmicas.Síntese e Revestimento de Nanopartículas Ferromagnéticas com Polímeros Epóxi para Aplicações Biomédicasinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisItajubáUniversidade Federal de Itajubá151 p.Nanopartículas ferromagnéticasMagnetohipertermiaMatriz epóxiFerromagnetic nanoparticlesMagnetohyperthermiaEpoxy matrixGARCIA, Filiberto GonzálezMulticêntrico em Química de Minas GeraisQuímicaSILVA, Álvaro Cezar FerreiraPrograma de Pós-Graduação: Doutorado - Multicêntrico em Química de Minas GeraisIFQ - Instituto de Física e Químicaporreponame:Repositório Institucional da UNIFEI (RIUNIFEI)instname:Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI)instacron:UNIFEIinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALtese_2019002.pdftese_2019002.pdfapplication/pdf2995482https://repositorio.unifei.edu.br/jspui/bitstream/123456789/1867/1/tese_2019002.pdfddbb035523e14f669d9cd3495afecbe8MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://repositorio.unifei.edu.br/jspui/bitstream/123456789/1867/2/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52123456789/18672024-02-16 13:31:58.891oai:repositorio.unifei.edu.br:123456789/1867Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.unifei.edu.br/oai/requestrepositorio@unifei.edu.br || geraldocarlos@unifei.edu.bropendoar:70442025-08-26T21:12:13.584025Repositório Institucional da UNIFEI (RIUNIFEI) - Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI)false |
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