Consumo de alimentos minimamente processados e ultraprocessados: um estudo em usuários de serviços de hemodiálise da Região Metropolitana da Grande Vitória-ES
| Ano de defesa: | 2021 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Espírito Santo
BR Mestrado em Nutrição e Saúde Centro de Ciências da Saúde UFES Programa de Pós-Graduação em Nutrição e Saúde |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://repositorio.ufes.br/handle/10/14578 |
Resumo: | Chronic Kidney Disease (CKD) has stood out among Chronic Noncommunicable Diseases (NCD) due to the significant increase in incidence and prevalence rates. Renal replacement therapy (RRT) becomes necessary in many cases, hemodialysis (HD) being the most common treatment. Although HD is effective in increasing survival rates, mortality among these patients is still high, and nutrition plays a key role in treatment. Therefore, we propose to evaluate the association of consumption of minimally processed and ultra-processed foods and socioeconomic factors, life habits and clinical characteristics of users of hemodialysis services in the Metropolitan Region of Grande Vitória (RMGV), Espírito Santo. For the purpose of this research, the foods were grouped according to the criteria of NOVA classification, according to the characteristics of the purpose and extent of industrial processing to which they were submitted. The results showed that users with less than 8 years of schooling (OR 1.706, 95%CI 1.125 - 2.589, p=0.012) and with income lower or equal to two minimum wages (OR 1.349, 95%CI 1.007 - 1.806, p=0.045) more likely to consume less minimally processed foods. Regarding ultra-processed foods, individuals aged 19 to 29 years had a higher chance of consuming them (OR 2.857, 95% CI 1.464 - 5.576, p=0.002). Analyzing occupation, users who were retired or on sick leave were 41.1% less likely to have higher consumption of processed foods (OR 0.589, 95%CI 0.432 - 0.804, p=0.001). Similarly, not engaging in work activity also reduced the chances of individuals consuming this group of food (OR 0.566, 95%CI 0.339 - 0.945, p=0.029). Those who did not practice physical activity were 36.2% less likely to consume ultra-processed foods (OR 0.638, 95%CI 0.459 - 0.888, p=0.008). Regarding smoking, being a current smoker increased by 2.3 times the risk of consuming ultra-processed foods (OR 2.349; 95%CI 1.237 - 4.462; p=0.009) in relation to those who did not smoke. Similarly, those who had the habit of consuming alcoholic beverages had 1.8 more risk of consuming these foods (OR 1.835; 95%CI 1.122 - 3.001; p=0.016). Finally, it was found that those patients with more than 6 years of treatment were almost 2 times more likely to consume ultra-processed foods (OR 1.975; 95%CI 1.227 - 3.180; p=0.005) compared to those with less time in treatment. It becomes necessary to evaluate food consumption through these food groups, as it allows to identify the vulnerability of the population to food excesses, and thus to adjust and propose intervention measures that ensure the health of HD service users. |
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Consumo de alimentos minimamente processados e ultraprocessados: um estudo em usuários de serviços de hemodiálise da Região Metropolitana da Grande Vitória-ESMinimum processed and ultra-processed food consumption: a study in users of hemodialysis services in the RMGV-ESDoença renal crônicahemodiáliseconsumo alimentaralimentos minimamente processadosalimentos ultraprocessadossubject.br-rjbnNutriçãoChronic Kidney Disease (CKD) has stood out among Chronic Noncommunicable Diseases (NCD) due to the significant increase in incidence and prevalence rates. Renal replacement therapy (RRT) becomes necessary in many cases, hemodialysis (HD) being the most common treatment. Although HD is effective in increasing survival rates, mortality among these patients is still high, and nutrition plays a key role in treatment. Therefore, we propose to evaluate the association of consumption of minimally processed and ultra-processed foods and socioeconomic factors, life habits and clinical characteristics of users of hemodialysis services in the Metropolitan Region of Grande Vitória (RMGV), Espírito Santo. For the purpose of this research, the foods were grouped according to the criteria of NOVA classification, according to the characteristics of the purpose and extent of industrial processing to which they were submitted. The results showed that users with less than 8 years of schooling (OR 1.706, 95%CI 1.125 - 2.589, p=0.012) and with income lower or equal to two minimum wages (OR 1.349, 95%CI 1.007 - 1.806, p=0.045) more likely to consume less minimally processed foods. Regarding ultra-processed foods, individuals aged 19 to 29 years had a higher chance of consuming them (OR 2.857, 95% CI 1.464 - 5.576, p=0.002). Analyzing occupation, users who were retired or on sick leave were 41.1% less likely to have higher consumption of processed foods (OR 0.589, 95%CI 0.432 - 0.804, p=0.001). Similarly, not engaging in work activity also reduced the chances of individuals consuming this group of food (OR 0.566, 95%CI 0.339 - 0.945, p=0.029). Those who did not practice physical activity were 36.2% less likely to consume ultra-processed foods (OR 0.638, 95%CI 0.459 - 0.888, p=0.008). Regarding smoking, being a current smoker increased by 2.3 times the risk of consuming ultra-processed foods (OR 2.349; 95%CI 1.237 - 4.462; p=0.009) in relation to those who did not smoke. Similarly, those who had the habit of consuming alcoholic beverages had 1.8 more risk of consuming these foods (OR 1.835; 95%CI 1.122 - 3.001; p=0.016). Finally, it was found that those patients with more than 6 years of treatment were almost 2 times more likely to consume ultra-processed foods (OR 1.975; 95%CI 1.227 - 3.180; p=0.005) compared to those with less time in treatment. It becomes necessary to evaluate food consumption through these food groups, as it allows to identify the vulnerability of the population to food excesses, and thus to adjust and propose intervention measures that ensure the health of HD service users.A Doença Renal Crônica (DRC) tem se destacado entre as Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) em função do aumento expressivo nas taxas de incidência e prevalência. A terapia renal substitutiva (TRS) torna-se necessária em muitos casos, sendo a hemodiálise (HD) o tratamento mais comum. Embora a HD seja eficaz em aumentar as taxas de sobrevida, a mortalidade entre esses pacientes ainda é alta, e a alimentação tem papel fundamental no tratamento. Diante disso, propomos avaliar a associação do consumo de alimentos minimamente processados e ultraprocessados e fatores socioeconômicos, hábitos de vida e características clínicas de usuários de serviços de hemodiálise da Região Metropolitana da Grande Vitória (RMGV), Espírito Santo. Para fins desta pesquisa, os alimentos foram agrupados segundo os critérios da classificação NOVA, conforme as características do propósito e extensão do processamento industrial a que foram submetidos. Os resultados mostraram que apresentaram mais chances de menor consumo de alimentos minimamente processados os usuários com menos de 8 anos de escolaridade (OR 1,706, IC95% 1,125 2,589, p=0,012) e com renda menor ou igual a dois salários mínimos (OR 1,349, IC95% 1,007 1,806, p=0,045). Com relação aos ultraprocessados, indivíduos de 19 a 29 anos apresentaram maior chance de consumo (OR 2,857, IC95% 1,464 5,576, p=0,002). Analisando-se a profissão, usuários aposentados ou afastados por doença apresentaram 41,1% menos chances de apresentarem maior consumo de alimentos ultraprocessados (OR 0,589, IC95% 0,432 0,804, p=0,001). Da mesma forma, não exercer atividade laboral também reduziu as chances de os indivíduos consumirem esse grupo de alimentos (OR 0,566, IC95% 0,339 0,945, p=0,029). Os que não praticavam atividade física apresentaram 36,2% menos chances de consumo de alimentos ultraprocessados (OR 0,638, IC95% 0,459 0,888, p=0,008). Já em relação ao tabagismo, ser fumante atual aumentou em 2,3 vezes o risco de consumirem alimentos ultraprocessados (OR 2,349; IC95% 1,237 4,462; p=0,009) em relação aos que não fumavam. Da mesma forma, os que possuíam o hábito de consumir bebida alcoólica tiveram 1,8 mais risco de consumo desses alimentos (OR 1,835; IC95% 1,122 3,001; p=0,016). Finalmente, constatou-se que aqueles pacientes com mais de 6 anos de tratamento tinham quase 2 vezes mais chances de consumo de alimentos ultraprocessados (OR 1,975; IC95% 1,227 3,180; p=0,005) em relação a aqueles com menos tempo de tratamento. Torna-se necessário avaliar o consumo alimentar por meio desses grupos alimentares, pois permite identificar a vulnerabilidade da população aos excessos alimentares, e assim adequar e propor medidas de intervenção que garantam a saúde dos usuários dos serviços de HD.Universidade Federal do Espírito SantoBRMestrado em Nutrição e SaúdeCentro de Ciências da SaúdeUFESPrograma de Pós-Graduação em Nutrição e SaúdeSalaroli, Luciane Brescianihttps://orcid.org/0000000218810306http://lattes.cnpq.br/3503255904138561https://orcid.org/0000-0003-4834-2029http://lattes.cnpq.br/9728760687193816Guandalini, Valdete Reginahttps://orcid.org/0000000322666113http://lattes.cnpq.br/7931552401781397Petarli, Glenda Blaserhttps://orcid.org/0000-0002-6828-1238http://lattes.cnpq.br/9303477165627828Marques, Nina Mara Paterlini2024-05-30T00:49:18Z2024-05-30T00:49:18Z2021-05-14info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisTexthttp://repositorio.ufes.br/handle/10/14578porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal do Espírito Santo (riUfes)instname:Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)instacron:UFES2025-02-07T09:26:44Zoai:repositorio.ufes.br:10/14578Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.ufes.br/oai/requestriufes@ufes.bropendoar:21082025-02-07T09:26:44Repositório Institucional da Universidade Federal do Espírito Santo (riUfes) - Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)false |
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Chronic Kidney Disease (CKD) has stood out among Chronic Noncommunicable Diseases (NCD) due to the significant increase in incidence and prevalence rates. Renal replacement therapy (RRT) becomes necessary in many cases, hemodialysis (HD) being the most common treatment. Although HD is effective in increasing survival rates, mortality among these patients is still high, and nutrition plays a key role in treatment. Therefore, we propose to evaluate the association of consumption of minimally processed and ultra-processed foods and socioeconomic factors, life habits and clinical characteristics of users of hemodialysis services in the Metropolitan Region of Grande Vitória (RMGV), Espírito Santo. For the purpose of this research, the foods were grouped according to the criteria of NOVA classification, according to the characteristics of the purpose and extent of industrial processing to which they were submitted. The results showed that users with less than 8 years of schooling (OR 1.706, 95%CI 1.125 - 2.589, p=0.012) and with income lower or equal to two minimum wages (OR 1.349, 95%CI 1.007 - 1.806, p=0.045) more likely to consume less minimally processed foods. Regarding ultra-processed foods, individuals aged 19 to 29 years had a higher chance of consuming them (OR 2.857, 95% CI 1.464 - 5.576, p=0.002). Analyzing occupation, users who were retired or on sick leave were 41.1% less likely to have higher consumption of processed foods (OR 0.589, 95%CI 0.432 - 0.804, p=0.001). Similarly, not engaging in work activity also reduced the chances of individuals consuming this group of food (OR 0.566, 95%CI 0.339 - 0.945, p=0.029). Those who did not practice physical activity were 36.2% less likely to consume ultra-processed foods (OR 0.638, 95%CI 0.459 - 0.888, p=0.008). Regarding smoking, being a current smoker increased by 2.3 times the risk of consuming ultra-processed foods (OR 2.349; 95%CI 1.237 - 4.462; p=0.009) in relation to those who did not smoke. Similarly, those who had the habit of consuming alcoholic beverages had 1.8 more risk of consuming these foods (OR 1.835; 95%CI 1.122 - 3.001; p=0.016). Finally, it was found that those patients with more than 6 years of treatment were almost 2 times more likely to consume ultra-processed foods (OR 1.975; 95%CI 1.227 - 3.180; p=0.005) compared to those with less time in treatment. It becomes necessary to evaluate food consumption through these food groups, as it allows to identify the vulnerability of the population to food excesses, and thus to adjust and propose intervention measures that ensure the health of HD service users. |
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