Permanências, apagamentos e transformações na Prainha, Vila Velha - ES

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Melo, Claudia Inez Resende
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Espírito Santo
BR
Mestrado em Geografia
Centro de Ciências Humanas e Naturais
UFES
Programa de Pós-Graduação em Geografia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.ufes.br/handle/10/13762
Resumo: Esta pesquisa objetiva documentar e analisar o processo de ocupação e urbanização da área da Prainha, na cidade de Vila Velha, no estado do Espírito Santo, detectando-se elementos significativos que permaneceram, que foram apagados e os que se transformaram. Almeja-se que este enfoque favoreça estudos futuros, e de modo específico, o planejamento do lugar. A metodologia envolve a busca da fundamentação teórica sobre morfologia urbana e suas principais abordagens em livros, artigos e trabalhos acadêmicos que tratam sobre o mesmo tema. Foram consultados também autores sobre a história do Espírito Santo e de Vila Velha. O convívio frequente com moradores locais antigos, entrevistas informais com agentes que buscam preservar a memória do local e consulta a trabalhos acadêmicos com o mesmo objeto de pesquisa, complementaram a documentação dos fatos históricos e da vida cotidiana. O trabalho é baseado na análise de mapas, plantas, fotos, documentação de arquivos e pesquisa de campo, seguindo metodologia da escola inglesa de morfologia urbana. A partir da coleta de documentação cartográfica, foi feita uma seleção dos mais apropriados à pesquisa, o recorte da área de estudo, sua ampliação, redesenho e georreferenciamento, para que pudessem ser comparados, sobrepostos e analisados. Comparando os mapas atual e de 1853 percebe-se claramente elementos arquitetônicos que permaneceram como o Convento da Penha, a igreja Nossa Senhora do Rosário, o forte São Francisco Xavier. Além destes, o eixo da atual rua Luciano da Neves, pode ser identificado de forma incipiente já no mapa de 1853 e o caminho que leva até o Convento de Nossa Senhora da Penha, atualmente conhecido popularmente como Ladeira da Penitência, aparece de forma figurativa no mapa de 1888. Alguns elementos foram apagados como as ilhas da Forca e dos Timbebas. Dentro deste contexto, a hipótese de que a planta da cidade, as vias, são os elementos mais persistentes às metamorfoses ocorridas com o passar do tempo, foi comprovada. Não se pode afirmar que o traçado colonial foi preservado por falta de documentação, no entanto, a localização da matriz, do largo e do eixo da rua Luciano das Neves, foram estruturantes e condicionantes para o traçado evidenciado em 1894, na primeira planta cadastral de Vila Velha. Este, por sua vez, deixou vestígios, à primeira vista não tão evidentes, mas claramente apontados com a sobreposição dos mapas
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O convívio frequente com moradores locais antigos, entrevistas informais com agentes que buscam preservar a memória do local e consulta a trabalhos acadêmicos com o mesmo objeto de pesquisa, complementaram a documentação dos fatos históricos e da vida cotidiana. O trabalho é baseado na análise de mapas, plantas, fotos, documentação de arquivos e pesquisa de campo, seguindo metodologia da escola inglesa de morfologia urbana. A partir da coleta de documentação cartográfica, foi feita uma seleção dos mais apropriados à pesquisa, o recorte da área de estudo, sua ampliação, redesenho e georreferenciamento, para que pudessem ser comparados, sobrepostos e analisados. Comparando os mapas atual e de 1853 percebe-se claramente elementos arquitetônicos que permaneceram como o Convento da Penha, a igreja Nossa Senhora do Rosário, o forte São Francisco Xavier. Além destes, o eixo da atual rua Luciano da Neves, pode ser identificado de forma incipiente já no mapa de 1853 e o caminho que leva até o Convento de Nossa Senhora da Penha, atualmente conhecido popularmente como Ladeira da Penitência, aparece de forma figurativa no mapa de 1888. Alguns elementos foram apagados como as ilhas da Forca e dos Timbebas. Dentro deste contexto, a hipótese de que a planta da cidade, as vias, são os elementos mais persistentes às metamorfoses ocorridas com o passar do tempo, foi comprovada. Não se pode afirmar que o traçado colonial foi preservado por falta de documentação, no entanto, a localização da matriz, do largo e do eixo da rua Luciano das Neves, foram estruturantes e condicionantes para o traçado evidenciado em 1894, na primeira planta cadastral de Vila Velha. Este, por sua vez, deixou vestígios, à primeira vista não tão evidentes, mas claramente apontados com a sobreposição dos mapasThis objective research documents the process of analysis and urbanization of the Prainha area, in the city of Vila Velha, state of Espirito Santo, detecting the elements that hold, which are erased and those that transform. It is hoped that this approach will favor future studies, and specifically, the planning of the place. The methodology involves a mission of grounding on urban morphology and the main themes in books, articles and academic papers dealing with the theme. Authors were also consulted about the history of Espírito Santo and Vila Velha. The conviviality frequented the ancients, the informative with the agents who sought the memory of the place and consulted the academic works with the same object of research, complemented a list of historical facts and daily life. The research is based on the analysis of maps, plans, photos, archive reports and field research using the methodology of the English school of urban morphology. From the research of cartographic documentation, a selection of the most research results was made, the study area was cut, its expansion, redesign and georeferencing, so that they could be compared, overlapped and nailed. Comparing the current archives and those of 1853, they perceive the architectural elements that remain as the Convento da Penha, a church of Nossa Senhora do Rosário, the fort São Francisco Xavier. In addition, the axis of the current street Luciano da Neves can be identified incipiently in 1853 and the road leading to the Convent Nossa Senhora da Penha, now popularly known as Ladeira da Penitência, appears figuratively on the 1888 map. Some elements were erased such as the islands of Forca and Timbebas. The context, the hypothesis of a city plan, as roads, are the most persistent elements in the metamorphoses that occurred over time, has been proven. It is not possible to say that the colonial layout was preserved due to lack of documentation; however, the installation of the Luciano das Neves matrix, the square and the axis were structured and the conditions for the transportation service evidenced in 1894, in the Vila Velha's first cadastral plan This, in turn, dressed, at first sight not so evidently, but clearly pointed with the overlap of the mapsFundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)Universidade Federal do Espírito SantoBRMestrado em GeografiaCentro de Ciências Humanas e NaturaisUFESPrograma de Pós-Graduação em GeografiaMendonca, Eneida Maria Souzahttps://orcid.org/http://lattes.cnpq.br/0761476745619922https://orcid.org/http://lattes.cnpq.br/0761476745619922Zanotelli, Claudio Luizhttps://orcid.org/0000-0002-2070-1109http://lattes.cnpq.br/0578606908675706Botechia, Flavia Ribeirohttps://orcid.org/0000-0002-5919-532Xhttp://lattes.cnpq.br/3517861429639648Melo, Claudia Inez Resende2024-05-30T00:48:37Z2024-05-30T00:48:37Z2019-08-30info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisTextapplication/pdfhttp://repositorio.ufes.br/handle/10/13762porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal do Espírito Santo (riUfes)instname:Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)instacron:UFES2025-04-07T18:27:25Zoai:repositorio.ufes.br:10/13762Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.ufes.br/oai/requestriufes@ufes.bropendoar:21082025-04-07T18:27:25Repositório Institucional da Universidade Federal do Espírito Santo (riUfes) - Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)false
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