Influência da Altitude na Distribuição de Pequenos Mamíferos Não-Voadores

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Vale, Victor
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Espírito Santo
BR
Doutorado em Biologia Animal
Centro de Ciências Humanas e Naturais
UFES
Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.ufes.br/handle/10/17415
Resumo: Mountainous regions show a remarkable diversity ofnonn-volant small mammals, with the altitude associated with mountains playing a key role, and a Humboldtian multidisciplinary approach is ideal for understanding these factors. In the Atlantic Forest, diversity is more pronounced at intermediate altitudes, a pattern known as the mid-domain effect in biogeography. Didelphiomorpha and Rodentia occupy distinct elevational ranges, reflecting species replacement and overlap along the elevational gradient. Genera such as Akodon and Delomys show distinct responses to elevation. Akodon shows species variation related to competition, while Delomys altimontanus is restricted to elevation peaks, suggesting specific refugia in mountainous regions. Tectonic and climatic changes at the end of the Neogene influenced the speciation of Trinomys. In particular, the Serra do Caparaó stands out as a center of diversity in the Atlantic Forest, with 27 species of non-volant small mammals. Richness and abundance vary with altitude, showing different patterns. Landscapes such as montane dense ombrophilous forest, altitudinal dense ombrophilous forest and high altitude grasslands contribute to this diversity. Anthropogenic pressures affect the richness and diversity of protected areas such as Parque Estadual Mata das Flores (PEMF) and Parque Estadual Forno Grande (PEFG). PEMF, with greater human influence, has lower diversity. In contrast, PEFG, which is more isolated, has significant biodiversity, including endangered species. Santa Teresa, in Espírito Santo, stands out as a strategic location, with a richness of 33 species of non-volant small mammals and a rich diversity at intermediate altitudes and in preserved environments. In general, altitude influences the distribution of these mammals in the Atlantic Forest, responding to abiotic factors such as area, temperature and relief, and biotic factors such as human occupation at different elevations. This study highlights the importance of biogeography and wild areas in understanding biodiversity in mountainous regions.
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Tectonic and climatic changes at the end of the Neogene influenced the speciation of Trinomys. In particular, the Serra do Caparaó stands out as a center of diversity in the Atlantic Forest, with 27 species of non-volant small mammals. Richness and abundance vary with altitude, showing different patterns. Landscapes such as montane dense ombrophilous forest, altitudinal dense ombrophilous forest and high altitude grasslands contribute to this diversity. Anthropogenic pressures affect the richness and diversity of protected areas such as Parque Estadual Mata das Flores (PEMF) and Parque Estadual Forno Grande (PEFG). PEMF, with greater human influence, has lower diversity. In contrast, PEFG, which is more isolated, has significant biodiversity, including endangered species. Santa Teresa, in Espírito Santo, stands out as a strategic location, with a richness of 33 species of non-volant small mammals and a rich diversity at intermediate altitudes and in preserved environments. In general, altitude influences the distribution of these mammals in the Atlantic Forest, responding to abiotic factors such as area, temperature and relief, and biotic factors such as human occupation at different elevations. This study highlights the importance of biogeography and wild areas in understanding biodiversity in mountainous regions.Regiões montanhosas exibem uma notável diversidade de pequenos mamíferos não-voadores, com a altitude associada a montanhas desempenhando um papel fundamental e uma abordagem multiciplinar humboldtiana é ideal para entender esses fatores. Na Mata Atlântica, a diversidade é mais pronunciada em altitudes intermediárias, com um padrão conhecido como efeito de domínio médio na biogeografia. Didelphiomorpha e Rodentia ocupam faixas altitudinais distintas, refletindo substituições e sobreposições de espécies ao longo do gradiente altitudinal. Gêneros como Akodon e Delomys apresentam respostas distintas à altitude. Akodon exibe variação de espécies relacionada à competição, enquanto Delomys altimontanus é restrita a picos de altitude, indicando refúgios específicos em regiões montanhosas. Mudanças tectônicas e climáticas no final do Neógeno influenciaram a especiação em Trinomys. Considerando uma área montanhosa em particular, a Serra do Caparaó destaca-se com 27 espécies de pequenos mamíferos não-voadores, sendo um centro de diversidade na Mata Atlântica. A riqueza e a abundância variam com a altitude, revelando padrões divergentes. Paisagens como floresta ombrófila densa montana, floresta ombrófila densa altimontana e campos de altitude contribuem para essa diversidade. Pressões antrópicas afetam a riqueza e a diversidade de áreas de conservação, como o Parque Estadual Mata das Flores (PEMF) e o Parque Estadual Forno Grande (PEFG). PEMF, com maior influência humana, exibe menor diversidade. Em contraste, PEFG, mais isolado, apresenta riqueza significativa, incluindo espécies ameaçadas. Santa Teresa, no Espírito Santo, destaca-se como um local estratégico, abrigando uma riqueza de 33 espécies de pequenos mamíferos não-voadores e uma rica diversidade em altitudes intermediárias e em ambiente preservados. De forma geral, a altitude influencia a distribuição desses mamíferos na Mata Atlântica, respondendo a fatores abióticos, como área, temperatura e relevo, e fatores bióticos, como à ocupação humana em diferentes elevações. Este estudo destaca a importância da biogeografia e de áreas naturais na compreensão da biodiversidade em regiões montanhosas.CAPESUniversidade Federal do Espírito SantoBRDoutorado em Biologia AnimalCentro de Ciências Humanas e NaturaisUFESPrograma de Pós-Graduação em Ciências BiológicasCosta, Leonora Pireshttps://orcid.org/0000-0003-2625-3172http://lattes.cnpq.br/2579577549150613https://orcid.org/0000-0002-1678-0860http://lattes.cnpq.br/0833334735949786Paresque, Robertahttps://orcid.org/0000-0001-8177-4144http://lattes.cnpq.br/5411026526760218Magalhães, Alan Gerhardt Brazhttps://orcid.org/0000-0003-4160-7039http://lattes.cnpq.br/4613296437321887Bonvicino, Cibele Rodrigueshttps://orcid.org/0000-0002-1948-7643http://lattes.cnpq.br/1977014753474964Grelle, Carlos Eduardo de Viveiroshttps://orcid.org/0000-0003-4902-0574http://lattes.cnpq.br/5203629575707079Vale, Victor2024-06-20T11:16:54Z2024-06-20T11:16:54Z2024-02-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisTextapplication/pdfhttp://repositorio.ufes.br/handle/10/17415porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal do Espírito Santo (riUfes)instname:Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)instacron:UFES2024-08-29T11:25:03Zoai:repositorio.ufes.br:10/17415Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.ufes.br/oai/requestriufes@ufes.bropendoar:21082024-08-29T11:25:03Repositório Institucional da Universidade Federal do Espírito Santo (riUfes) - Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)false
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