Ecologia funcional de comunidades arbóreas ambientalmente diversas: drivers fitofisionômicos, fingerprints de mudança climática e nicho ecológico.
| Ano de defesa: | 2018 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Espírito Santo
BR Doutorado em Biologia Vegetal UFES Programa de Pós-Graduação em Biologia Vegetal |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://repositorio.ufes.br/handle/10/11253 |
Resumo: | Reconhecido pela sua ampla diversidade ambiental e fitofisionômica, sugere-se que o parque estadual Paulo Cesar Vinha (PEPCV) seja um ambiente modelo para se avaliar o impacto das mudanças climáticas sobre a biodiversidade, bem como testar as teorias da coexistência (ex. teoria de nichos e teoria neutra). O uso de ferramentas recentemente criadas na ciência ecológica, como a teoria de drivers de características e o hipervolume multidimensional, podem contribuir para a melhor compreensão do impacto das mudanças climáticas sobre a biodiversidade e as forças estruturantes da biodiversidade. Foram motadas 42 parcelas para se realizar o levantamento florístico e fitossociológico de um trecho da restinga do parque PEPCV para a decrição da composição taxonômica da área de estudo. Durante os mêses de Janeiro a maio de 2016 foram feitas coletas de ramos e folhas para os estudos de ecologia funcional. Foram coletadas amostras de solo para a quantificação de diversos parâmetros físico-químicos e quantificação da umidade. Além disso, o lençol freático foi medido. Todos esses parâmetros ambientais foram ultilizados para se compreender o funcionamento das florestas estudadas. Os seguintes atributos funcionais foram coletados: área foliar específica, conteúdo de matéria seca da folha, densidade estomática, espessura da folha, altura e diâmetro a altura do peito, densidade do xilema, área média do xylema, conductividade hidráulica potencial (Ks), resistência ao envergamento (bend), indice de agrupamento de vasos, fração de vasos solitários, proporção de parênquima, fibras e de área condutiva. O conjunto de dados foi analisado a partir de ferramentas e teorias recentes na ciência ecológica análises hipervolumes e a teoria de drivers de características funcionais. Os resultados revelaram que a profundidade do lençol freático é o fator determinante da distribuição das espécies de restinga e que os principais drivers da fitofisionomia das florestas de restinga são a granulometria e o lençol freático. O alumínio tem impacto negativo sobre a biomassa das comunidades estudadas. Sugerimos que a salinidade exerça um papel importante no funcionamento do bioma restinga. Os resultados dos momentos estatísticos mostram uma transição na composição funcional das comunidades de plantas estudadas, variando de estratégias conservativas (regiões mais secas) a estratégias aquisitivas (regiões mais úmidas). A análise da composição de caracteres anatômicos da madeira ao longo do gradiente de umidade seguiu com muita precisão o tradeoff entre segurança e eficiência no transporte de água proposto pela teoria da coesão-tensão. Sugerimos um novo modelo teórico para a explicação da variação do Ks, modificando o modelo de configurações de espaços de uso da madeira proposto por Bittencourt et al (2016). Concluímos que as comunidades de restinga são ambientes modelos para o estudo de gradientes ambientais e do efeito das mudanças climáticas sobre o funcionamento das florestas. Trata-se de um laboratório natural único para se acessar questões oportunas na ciência ecologia. |
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Ecologia funcional de comunidades arbóreas ambientalmente diversas: drivers fitofisionômicos, fingerprints de mudança climática e nicho ecológico.Climate changePlant community ecologyTrait-based driver theoryWood anatomyTrait-based ecologyMudanças climáticasEcologia de comunidadesAnatomia da madeiraEcologia funcionalAgronomia57Reconhecido pela sua ampla diversidade ambiental e fitofisionômica, sugere-se que o parque estadual Paulo Cesar Vinha (PEPCV) seja um ambiente modelo para se avaliar o impacto das mudanças climáticas sobre a biodiversidade, bem como testar as teorias da coexistência (ex. teoria de nichos e teoria neutra). O uso de ferramentas recentemente criadas na ciência ecológica, como a teoria de drivers de características e o hipervolume multidimensional, podem contribuir para a melhor compreensão do impacto das mudanças climáticas sobre a biodiversidade e as forças estruturantes da biodiversidade. Foram motadas 42 parcelas para se realizar o levantamento florístico e fitossociológico de um trecho da restinga do parque PEPCV para a decrição da composição taxonômica da área de estudo. Durante os mêses de Janeiro a maio de 2016 foram feitas coletas de ramos e folhas para os estudos de ecologia funcional. Foram coletadas amostras de solo para a quantificação de diversos parâmetros físico-químicos e quantificação da umidade. Além disso, o lençol freático foi medido. Todos esses parâmetros ambientais foram ultilizados para se compreender o funcionamento das florestas estudadas. Os seguintes atributos funcionais foram coletados: área foliar específica, conteúdo de matéria seca da folha, densidade estomática, espessura da folha, altura e diâmetro a altura do peito, densidade do xilema, área média do xylema, conductividade hidráulica potencial (Ks), resistência ao envergamento (bend), indice de agrupamento de vasos, fração de vasos solitários, proporção de parênquima, fibras e de área condutiva. O conjunto de dados foi analisado a partir de ferramentas e teorias recentes na ciência ecológica análises hipervolumes e a teoria de drivers de características funcionais. Os resultados revelaram que a profundidade do lençol freático é o fator determinante da distribuição das espécies de restinga e que os principais drivers da fitofisionomia das florestas de restinga são a granulometria e o lençol freático. O alumínio tem impacto negativo sobre a biomassa das comunidades estudadas. Sugerimos que a salinidade exerça um papel importante no funcionamento do bioma restinga. Os resultados dos momentos estatísticos mostram uma transição na composição funcional das comunidades de plantas estudadas, variando de estratégias conservativas (regiões mais secas) a estratégias aquisitivas (regiões mais úmidas). A análise da composição de caracteres anatômicos da madeira ao longo do gradiente de umidade seguiu com muita precisão o tradeoff entre segurança e eficiência no transporte de água proposto pela teoria da coesão-tensão. Sugerimos um novo modelo teórico para a explicação da variação do Ks, modificando o modelo de configurações de espaços de uso da madeira proposto por Bittencourt et al (2016). Concluímos que as comunidades de restinga são ambientes modelos para o estudo de gradientes ambientais e do efeito das mudanças climáticas sobre o funcionamento das florestas. Trata-se de um laboratório natural único para se acessar questões oportunas na ciência ecologia.Universidade Federal do Espírito SantoBRDoutorado em Biologia VegetalUFESPrograma de Pós-Graduação em Biologia VegetalMilanez, Camila Rozindo DiasEnquist, Brian JosephVentura, José AiresCuzzuol, Geraldo Rogério FaustiniSaleska, ScottNewman, EricaLourenço Junior Jehová2019-06-18T02:11:16Z2019-06-172019-06-18T02:11:16Z2018-08-24info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisTextapplication/pdfLOURENÇO JUNIOR Jehová. Ecologia funcional de comunidades arbóreas ambientalmente diversas: drivers fitofisionômicos, fingerprints de mudança climática e nicho ecológico. 2018. 127 f. Tese (Doutorado em Biologia Vegetal) - Universidade Federal do Espírito Santo, Centro de Ciências Humanas e Naturais, Vitória, 2018.http://repositorio.ufes.br/handle/10/11253porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal do Espírito Santo (riUfes)instname:Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)instacron:UFES2024-07-01T16:12:23Zoai:repositorio.ufes.br:10/11253Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.ufes.br/oai/requestriufes@ufes.bropendoar:21082024-07-01T16:12:23Repositório Institucional da Universidade Federal do Espírito Santo (riUfes) - Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)false |
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