A concepção dos moradores de serviço residencial terapêutico sobre o significado do lar e o habitar

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Capucho, Mariana Carneiro
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Espírito Santo
BR
Mestrado em Psicologia
UFES
Programa de Pós-Graduação em Psicologia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.ufes.br/handle/10/9032
Resumo: As residências terapêuticas (RTs), de acordo com a legislação, se configuram como moradias ou casas inseridas, preferencialmente, na comunidade, destinadas a cuidar das pessoas com transtornos mentais, egressos de internações psiquiátricas de longa permanência, que não possuam suporte social e laços familiares, e que viabilizem sua inserção social. Parte-se da premissa de que há uma dualidade na descrição da RT, enquanto um serviço substitutivo e como moradia, descritos pelas políticas de saúde e a concepção de lar e habitar dos moradores das residências. Foi realizado estudo com representatividade amostral da pesquisa qualitativa com entrevistas semi-estruturadas, que buscou compreender o significado de ex-pacientes psiquiátricos de longa data de internação, atualmente moradores do Serviço Residencial Terapêutico (SRT), acerca do significado de habitar. Participaram da pesquisa, cinco moradores de RT situadas em cidades da Grande Vitória. A partir da perspectiva da atenção psicossocial proposta por Saraceno e da perspectiva filosófica sobre a casa e o habitar de Bachelard, foi possível entender os significados de casa e do habitar para essas pessoas. Após análise temática do conteúdo das entrevistas, foram indicados e discutidos fatores da relação do morador com a RT e o habitar, tais como: o morar e o trabalhar, a transferência para a RT, a vivência na RT e a casa idealizada. Para os participantes deste estudo, a casa aparece, de um lado, atrelada à presença da família, à liberdade, à autonomia, à proteção e, por outro lado, o sofrimento psíquico e, a internação como marcos do rompimento desse lócus de existência. Os moradores apresentam dificuldades na apropriação do espaço enquanto lar, e é apontada a importância da participação do ex-interno do hospital psiquiátrico no processo de passagem da internação para a residência terapêutica.
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