Biologia reprodutiva de Melocactus Violaceus Pfeiff. (Cactaceae)
| Ano de defesa: | 2019 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Espírito Santo
BR Mestrado em Biodiversidade Tropical Centro Universitário Norte do Espírito Santo UFES Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Tropical |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://repositorio.ufes.br/handle/10/13564 |
Resumo: | Melocactus violaceus é uma espécie endêmica do Brasil que ocorre na Caatinga e Mata Atlântica. Na Mata Atlântica, é encontra nas restingas, ecossistema que sofre com altas pressões antrópicas e fragmentação de habitats. Atualmente a espécie apresenta o status vulnerável na Lista Vermelha da IUCN, na Lista Vermelha da Flora do Brasil e na Lista de Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção no Estado do Espírito Santo. Por se tratar de uma espécie ameaçada de extinção e ocorrer em um dos ecossistemas mais ameaçados do Brasil, estudos de biologia floral e reprodutiva são de extrema relevância, já que objetivam reportar informações sobre a reprodução das espécies. O objetivo deste trabalho foi estudar a biologia floral e reprodutiva de M. violaceus a fim de levantar e relatar informações relevantes para a conservação da espécie. O trabalho foi realizado no Parque Estadual Paulo César Vinha, nos anos de 2016, 2018 e 2019, em duas populações naturais de M. violaceus e em plantas cultivadas em casa de vegetação, provenientes de uma apreensão ilegal. Foram realizados estudos da morfologia floral, testes de viabilidade de grãos de pólen e de receptividade do estigma, medições de néctar, fenologia reprodutiva, sistema de cruzamento e levantamento de visitantes florais. As flores de M. violaceus são tubulosas, com forte coloração rosácea e não apresentam odor, características que sugerem a ornitofilia. As flores duram apenas um dia e a antese iniciou-se entre às 12:00 e 14:00h, ocorrendo o fechamento entre às 21:00 e 23:00h. Foram verificadas altas taxas de inviabilidade de grãos de pólen (85%) e de sementes (81%). A floração e a frutificação foram contínuas, com pico de floração entre os meses de julho a dezembro/2018 e de frutificação entre os meses de julho a novembro/2018. Foram registradas uma espécie de beija-flor e quatro morfoespécies de formigas visitando as flores de M. violaceus, mas apenas o beija-flor Phaethornis idaliae pode ser considerado polinizador da espécie. Entretanto, essa espécie de beija-flor apresentou baixa frequência de visitação em 2018 e não foi observado em 2019, o que pode indicar que a população analisada não apresenta visitantes florais efetivos, embora os indivíduos estejam produzindo frutos. Todos esses fatores, em conjunto com a mortalidade natural de indivíduos adultos e com a extração ilegal observadas no parque apontam para um agravamento, a curto prazo, no estado de conservação da espécie, já que poucas populações são conhecidas no Espírito Santo. |
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Biologia reprodutiva de Melocactus Violaceus Pfeiff. (Cactaceae)title.alternativeCoroa-de-fradeConservaçãoConservaçãoExtração ilegalExtração ilegalFenologiaFenologiaRestingaRestingaPolinizaçãoPolinizaçãosubject.br-rjbnEcologiaMelocactus violaceus é uma espécie endêmica do Brasil que ocorre na Caatinga e Mata Atlântica. Na Mata Atlântica, é encontra nas restingas, ecossistema que sofre com altas pressões antrópicas e fragmentação de habitats. Atualmente a espécie apresenta o status vulnerável na Lista Vermelha da IUCN, na Lista Vermelha da Flora do Brasil e na Lista de Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção no Estado do Espírito Santo. Por se tratar de uma espécie ameaçada de extinção e ocorrer em um dos ecossistemas mais ameaçados do Brasil, estudos de biologia floral e reprodutiva são de extrema relevância, já que objetivam reportar informações sobre a reprodução das espécies. O objetivo deste trabalho foi estudar a biologia floral e reprodutiva de M. violaceus a fim de levantar e relatar informações relevantes para a conservação da espécie. O trabalho foi realizado no Parque Estadual Paulo César Vinha, nos anos de 2016, 2018 e 2019, em duas populações naturais de M. violaceus e em plantas cultivadas em casa de vegetação, provenientes de uma apreensão ilegal. Foram realizados estudos da morfologia floral, testes de viabilidade de grãos de pólen e de receptividade do estigma, medições de néctar, fenologia reprodutiva, sistema de cruzamento e levantamento de visitantes florais. As flores de M. violaceus são tubulosas, com forte coloração rosácea e não apresentam odor, características que sugerem a ornitofilia. As flores duram apenas um dia e a antese iniciou-se entre às 12:00 e 14:00h, ocorrendo o fechamento entre às 21:00 e 23:00h. Foram verificadas altas taxas de inviabilidade de grãos de pólen (85%) e de sementes (81%). A floração e a frutificação foram contínuas, com pico de floração entre os meses de julho a dezembro/2018 e de frutificação entre os meses de julho a novembro/2018. Foram registradas uma espécie de beija-flor e quatro morfoespécies de formigas visitando as flores de M. violaceus, mas apenas o beija-flor Phaethornis idaliae pode ser considerado polinizador da espécie. Entretanto, essa espécie de beija-flor apresentou baixa frequência de visitação em 2018 e não foi observado em 2019, o que pode indicar que a população analisada não apresenta visitantes florais efetivos, embora os indivíduos estejam produzindo frutos. Todos esses fatores, em conjunto com a mortalidade natural de indivíduos adultos e com a extração ilegal observadas no parque apontam para um agravamento, a curto prazo, no estado de conservação da espécie, já que poucas populações são conhecidas no Espírito Santo.Melocactus violaceus é uma espécie endêmica do Brasil que ocorre na Caatinga e Mata Atlântica. Na Mata Atlântica, é encontra nas restingas, ecossistema que sofre com altas pressões antrópicas e fragmentação de habitats. Atualmente a espécie apresenta o status vulnerável na Lista Vermelha da IUCN, na Lista Vermelha da Flora do Brasil e na Lista de Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção no Estado do Espírito Santo. Por se tratar de uma espécie ameaçada de extinção e ocorrer em um dos ecossistemas mais ameaçados do Brasil, estudos de biologia floral e reprodutiva são de extrema relevância, já que objetivam reportar informações sobre a reprodução das espécies. O objetivo deste trabalho foi estudar a biologia floral e reprodutiva de M. violaceus a fim de levantar e relatar informações relevantes para a conservação da espécie. O trabalho foi realizado no Parque Estadual Paulo César Vinha, nos anos de 2016, 2018 e 2019, em duas populações naturais de M. violaceus e em plantas cultivadas em casa de vegetação, provenientes de uma apreensão ilegal. Foram realizados estudos da morfologia floral, testes de viabilidade de grãos de pólen e de receptividade do estigma, medições de néctar, fenologia reprodutiva, sistema de cruzamento e levantamento de visitantes florais. As flores de M. violaceus são tubulosas, com forte coloração rosácea e não apresentam odor, características que sugerem a ornitofilia. As flores duram apenas um dia e a antese iniciou-se entre às 12:00 e 14:00h, ocorrendo o fechamento entre às 21:00 e 23:00h. Foram verificadas altas taxas de inviabilidade de grãos de pólen (85%) e de sementes (81%). A floração e a frutificação foram contínuas, com pico de floração entre os meses de julho a dezembro/2018 e de frutificação entre os meses de julho a novembro/2018. Foram registradas uma espécie de beija-flor e quatro morfoespécies de formigas visitando as flores de M. violaceus, mas apenas o beija-flor Phaethornis idaliae pode ser considerado polinizador da espécie. 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Todos esses fatores, em conjunto com a mortalidade natural de indivíduos adultos e com a extração ilegal observadas no parque apontam para um agravamento, a curto prazo, no estado de conservação da espécie, já que poucas populações são conhecidas no Espírito Santo.Universidade Federal do Espírito SantoBRMestrado em Biodiversidade TropicalCentro Universitário Norte do Espírito SantoUFESPrograma de Pós-Graduação em Biodiversidade TropicalDutra, Valquiria Ferreirahttps://orcid.org/0000-0003-1547-1377http://lattes.cnpq.br/3013977840496049https://orcid.org/0000-0003-2319-5288http://lattes.cnpq.br/7118740150655787Fonseca, Rubia Santoshttps://orcid.org/http://lattes.cnpq.br/2359831159655738Caitano, Haissa de Abreu2024-05-29T22:11:38Z2024-05-29T22:11:38Z2019-03-18info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisTexthttp://repositorio.ufes.br/handle/10/13564porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal do Espírito Santo (riUfes)instname:Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)instacron:UFES2024-10-08T23:08:21Zoai:repositorio.ufes.br:10/13564Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.ufes.br/oai/requestriufes@ufes.bropendoar:21082024-10-08T23:08:21Repositório Institucional da Universidade Federal do Espírito Santo (riUfes) - Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)false |
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