Educação ambiental na escola do campo : contribuições da escola família agrícola para a construção do paradigma socioambiental no município de Jaguaré-ES
| Ano de defesa: | 2017 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Espírito Santo
BR Mestrado em Ensino na Educação Básica UFES Programa de Pós-Graduação em Ensino na Educação Básica |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://repositorio.ufes.br/handle/10/8381 |
Resumo: | A questão ambiental é fundamental para a sociedade, pois o planeta e seus habitantes dependem da relação estabelecida com a natureza. A origem da Educação Ambiental está nos movimentos Ecológicos que contestavam a sociedade capitalista industrial de consumo na década de 1960. Assim como a Educação Ambiental, a Educação do Campo surge dos movimentos sociais, da mobilização da sociedade civil contra um modelo econômico excludente e degradador. No bojo da Educação do Campo nasce a Escola do Campo que vem em defesa de uma educação que assuma seu papel social contemplando os ideais e necessidades do povo camponês. Seguindo essas vertentes, a pesquisa teve o objetivo de avaliar as contribuições que a Escola Família Agrícola de Jaguaré oferece para a concretização da Educação Ambiental Crítica, Transformadora e Emancipatória especificando (1) as dimensões pedagógica, institucional e socioambiental na qual está inserida; (2) quais são as propostas curriculares para a Educação Ambiental na EFA; (3) e as contribuições históricas e atuais do ensino em alternância para a formação socioambiental das comunidades do campo. Adotou-se o método de pesquisa qualitativa do tipo etnográfica, investigando as ações realizadas na Escola Família Agrícola de Jaguaré. Participaram da pesquisa estudantes, professores/monitores, diretor e ex-alunos da escola respondendo as entrevistas semiestruturadas. Os resultados da investigação apontam que grande parte dos produtores rurais utiliza técnicas convencionais de produção, incluindo o agrotóxico, o que acarreta em prejuízos ao ambiente. Em contrapartida, a Escola Família Agrícola de Jaguaré tem investido na conscientização socioambiental desde seus primórdios na escola e comunidade para que sejam minimizados os impactos acarretados por esse tipo de manejo. Além disso, almeja-se a formação integral de jovens agricultores que trabalhem com consciência e responsabilidade ambiental. Os desafios apontados são a falta da participação familiar nas lutas pelos interesses do campo, na valorização da educação de seus filhos, principalmente no reconhecimento técnico do trabalho na propriedade da família. Percebeu-se também o desinteresse de muitas comunidades e órgãos públicos em adotar medidas que valorizem a manutenção do meio socioambiental. Além disso, o pouco investimento que é feito por órgãos públicos na Escola Família Agrícola, por ser uma instituição filantrópica, também minimiza as potencialidades do ensino. Os resultados sinalizam a necessidade de maiores investimentos e reconhecimentos institucionais, além da realização de atividades que permitam a aproximação da escola às propriedades que ainda encontram resistência quanto ao uso de práticas sustentáveis. |
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