Monopolização e r-existências : a educação do campo na territorialidade camponesa no Noroeste do Espírito Santo
| Ano de defesa: | 2015 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Espírito Santo
BR Mestrado em Geografia UFES Programa de Pós-Graduação em Geografia |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://repositorio.ufes.br/handle/10/3633 |
Resumo: | O avanço da colonização sempre esteve ligado à modernização. No pensamento e no discurso colonizador, é sempre necessário ocupar os vazios demográficos, tornar a região estagnada em produtiva e econômica. No entanto, o discurso do atraso não atingiu todos os povos do campo e, diferentemente daqueles que preveem o fim do campesinato, este trabalho pretende mostrar seu potencial de recriação e invenção, sejam nas práticas cotidianas, sejam nos movimentos sociais. Diante disso, esse trabalho objetiva investigar a gênese da atual estrutura agrária do noroeste do Espírito Santo, bem como os movimentos de territorialização de povos para esta área como consequência da expansão colonial até os meados do século XX. A partir daí, novas transformações ocorrem neste território, relativas ao desenvolvimento do capitalismo numa escala mundial, sobretudo pela via da industrialização. Este processo atinge diversas localidades, inclusive o noroeste do Espírito Santo e, novamente, trouxeram novas territorialidades capitalistas ao campo as quais mostram o caráter colonial do que se chamou de modernização agrícola. No norte do Espírito Santo, esta modernização se fez através da territorialização capitalista por meio dos latifúndios, principalmente no litoral e extremo norte capixaba, bem como através do monopólio da produção camponesa nas áreas predominadas por pequenas propriedades. O café, nesta ocasião, continua a ser a mercadoria chave deste processo. Acontece que esse processo não se dá de forma evolutiva e linear, pois, ao mesmo tempo, aparecem reações e movimentações de povos que resistem a esse processo de modernização, que os subjugam como colonizados. Essa resistência está basicamente ligada à autonomia que os camponeses possuem e que os possibilitam negar ou se apropriar dos instrumentos capitalistas, mas a partir de outras relações produtivas. Nesse caso, a educação do campo se torna uma estratégia central para o fortalecimento dessa territorialidade campesina. Através da pedagogia da alternância, a escola consegue se colocar para além dos muros, promovendo um ensino mais próximo das comunidades camponesas. O Centro Familiar de Formação em Alternância (CEFFA) do Bley será tratado neste trabalho como um agente potencial para o fortalecimento da territorialidade camponesa no Noroeste do Espírito Santo. |
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