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Estudo clínico-epidemiológico de 125 casos de micobacteriose pós-cirúrgica atendidos no Hospital Universitário Antônio Pedro no período de 2007 a 2009

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Pinheiro, Patrícia Yvonne Maciel
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/87559/0013000006smt
Idioma: por
Instituição de defesa: Niterói
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/4582
Resumo: A micobacteriose pós-cirúrgica (MPC) vem emergindo nos últimos anos no Brasil e no mundo como uma infecção relacionada à assistência a saúde, representando um grave problema de saúde pública. Em 2006, vários casos foram informados à Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES/RJ). A partir de março daquele ano, teve início um trabalho conjunto dessa Secretaria e do Ministério da Saúde, que definiu diretrizes para a confirmação do surto/epidemia, para o levantamento das causas, para a identificação das espécies do patógeno envolvido e para estabelecer medidas de prevenção e controle. Este estudo teve como objetivo descrever os aspectos clínicos e sociodemográficos dos pacientes atendidos no Serviço de Infectologia do Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP), Universidade Federal Fluminense, com diagnóstico de MPC no período 2006-2009. Casuística e métodos: De abril de 2006 a junho de 2009 foram atendidos no Serviço de Infectologia do HUAP 125 pacientes encaminhados pela SES/RJ por serem casos suspeitos ou confirmados de micobacteriose não tuberculosa adquirida após procedimentos cirúrgicos. Os pacientes chegaram ao HUAP com a ficha própria de notificação de caso de MPC preenchida com os dados da identificação, do procedimento relacionado à infecção, da abordagem diagnóstica e da terapêutica prévia. O tratamento medicamentoso obedeceu às diretrizes estabelecidas pela SES/RJ e pela Agência Nacional de Saúde. Os dados contidos nestas fichas, bem como outras informações concernentes à evolução clínica, tratamento dispensado no HUAP e resposta terapêutica, foram inseridos em um banco de dados especialmente desenvolvido para a pesquisa. Resultados: A maior parte dos casos de MPC ocorreu em pacientes do sexo feminino (77,6%) e a colecistectomia laparoscópica foi o procedimento cirúrgico mais frequente (48,8%). A média do período de incubação foi de 41 dias e a mediana de 31 dias, O sinal clínico mais comum foi a presença de secreção (86,5%), seguida da de nodulações (65,6%). A maior parte dos casos apresentou lesões superficiais e múltiplas (44,8%). Em 45,6% dos casos foram colhidos suabes e tecido para cultura antes do início do tratamento e a positividade deste material foi de 43,5%, valor significantemente maior que o observado quando a coleta de material foi feita após o início do tratamento (16,7%). O tratamento com três fármacos (claritromicina, etambutol e terizidona) foi feito em 90,4% (113/125) dos pacientes, com duração média de 226 dias e mediana de 229 dias. Foram submetidos a pelo menos uma abordagem cirúrgica 77,6% (97/125) dos casos, principalmente aqueles que apresentavam lesões profundas (44/56). Efeitos adversos foram observados em 62,4% (78/125) dos casos, sendo boca amarga o mais frequente. Conclusão: Apesar do longo tempo de tratamento com múltiplos fármacos, a grande maioria dos pacientes aderiu ao tratamento e evoluiu para a cura sem recidivas
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A partir de março daquele ano, teve início um trabalho conjunto dessa Secretaria e do Ministério da Saúde, que definiu diretrizes para a confirmação do surto/epidemia, para o levantamento das causas, para a identificação das espécies do patógeno envolvido e para estabelecer medidas de prevenção e controle. Este estudo teve como objetivo descrever os aspectos clínicos e sociodemográficos dos pacientes atendidos no Serviço de Infectologia do Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP), Universidade Federal Fluminense, com diagnóstico de MPC no período 2006-2009. Casuística e métodos: De abril de 2006 a junho de 2009 foram atendidos no Serviço de Infectologia do HUAP 125 pacientes encaminhados pela SES/RJ por serem casos suspeitos ou confirmados de micobacteriose não tuberculosa adquirida após procedimentos cirúrgicos. Os pacientes chegaram ao HUAP com a ficha própria de notificação de caso de MPC preenchida com os dados da identificação, do procedimento relacionado à infecção, da abordagem diagnóstica e da terapêutica prévia. O tratamento medicamentoso obedeceu às diretrizes estabelecidas pela SES/RJ e pela Agência Nacional de Saúde. Os dados contidos nestas fichas, bem como outras informações concernentes à evolução clínica, tratamento dispensado no HUAP e resposta terapêutica, foram inseridos em um banco de dados especialmente desenvolvido para a pesquisa. Resultados: A maior parte dos casos de MPC ocorreu em pacientes do sexo feminino (77,6%) e a colecistectomia laparoscópica foi o procedimento cirúrgico mais frequente (48,8%). A média do período de incubação foi de 41 dias e a mediana de 31 dias, O sinal clínico mais comum foi a presença de secreção (86,5%), seguida da de nodulações (65,6%). A maior parte dos casos apresentou lesões superficiais e múltiplas (44,8%). Em 45,6% dos casos foram colhidos suabes e tecido para cultura antes do início do tratamento e a positividade deste material foi de 43,5%, valor significantemente maior que o observado quando a coleta de material foi feita após o início do tratamento (16,7%). O tratamento com três fármacos (claritromicina, etambutol e terizidona) foi feito em 90,4% (113/125) dos pacientes, com duração média de 226 dias e mediana de 229 dias. Foram submetidos a pelo menos uma abordagem cirúrgica 77,6% (97/125) dos casos, principalmente aqueles que apresentavam lesões profundas (44/56). Efeitos adversos foram observados em 62,4% (78/125) dos casos, sendo boca amarga o mais frequente. Conclusão: Apesar do longo tempo de tratamento com múltiplos fármacos, a grande maioria dos pacientes aderiu ao tratamento e evoluiu para a cura sem recidivasPost-surgical mycobacteriosis (PSM) is emerging as a serious public health problem in Brazil and in the world. In 2006 a number of infections were reported to the Secretary of Health in the Rio de Janeiro State. Starting in March of this year, a joint effort was initiated by this Secretary and the Ministry of Health, in order to set up guidelines to confirm the outbreak/epidemic, to identify its causes, to identify the species of the pathogen involved, and to establish measures of prevention and control. The aim of this work was to describe the clinical and sociodemographic findings of the patients treated at the Infectious Diseases Service of Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP), Universidade Federal Fluminense, who had PSM from 2006 to 2009. Patients and Methods: From April 2006 to June 2009, 125 patients were referred by the Secretary of Health of the Rio de Janeiro State to HUAP with suspected or confirmed PSM. Each patient arrived at HUAP had a PSM case report form with data on identification, infection-related procedures, diagnostic approaches, and previous therapy. The treatment was defined by the Secretary of Health of the Rio de Janeiro State and the Health National Agency. The data from these case report forms, as well as other information associated with clinical evolution, treatment at HUAP, and therapeutic response were inserted into a database specially developed for this research. Results: Most PSM cases occurred in female patients (77.6%) and laparoscopic cholecystectomy was the most frequent surgery (48.8%). The mean incubation period was 41 days (median: 31 days). The most common presentation was drainage (86.5%) and nodules (65.6%). Most cases had multiple and superficial lesions (44.8%). Swab and tissue cultures were performed before treatment in 45.6% of the patients and their positivity was 43.5%, value significantly higher than that found when the specimens were obtained after the onset of treatment (16,7%). Most patients (90.4% - 113/125) were treated with a combined therapy using 3 drugs (clarithromycin, ethambutol and terizidone), with a mean duration of 226 days (median: 229 days). Surgical debridement was performed in 77.6% (97/125) of the cases, mainly in those with deep tissues lesions (44/56). Drug adverse effects occurred in 62.4% (78/125) of the cases, and bitter taste was the most common. Conclusion: In spite of multiple-drug and long-term treatment, most patients adhered to therapy and evolved to cure without relapsesNiteróiOliveira, Solange Artimos dePinheiro, Patrícia Yvonne Maciel2017-09-20T15:18:10Z2017-09-20T15:18:10Z2017info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://app.uff.br/riuff/handle/1/4582Aluno de mestradoark:/87559/0013000006smtCC-BY-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)instname:Universidade Federal Fluminense (UFF)instacron:UFF2022-04-29T16:34:26Zoai:app.uff.br:1/4582Repositório InstitucionalPUBhttps://app.uff.br/oai/requestriuff@id.uff.bropendoar:21202022-04-29T16:34:26Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) - Universidade Federal Fluminense (UFF)false
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