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Ressurreição e Dom Casmurro: um estudo do ciúme em Machado de Assis

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Lula, Darlan de Oliveira Gusmão
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
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Idioma: por
Instituição de defesa: Programa de Pós-graduação em Letras
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Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/19266
Resumo: Machado de Assis (1839-1908) é uma referência de peso no cenário da literatura brasileira. Estudar sua obra é sempre um grande desafio. Inúmeros foram os pesquisadores que debruçaram suas mentes brilhantes sobre as narrativas machadianas e empreenderam estudos esplêndidos. Tentaremos dar a nossa contribuição e, tendo como base teórica os estudos de Mikhail Bakhtin (1895-1975) sobre o discurso, faremos uma análise do ciúme nos romances Ressurreição (1872) e Dom Casmurro (1899) e veremos que ele é uma ferramenta poderosa na tessitura das narrativas referidas. Perceberemos que há semelhanças entre elas, como o fato de as duas terem narradores despóticos do ciúme, isto é, eles operam uma defesa argumentativa que, em Ressurreição, escamoteia o ciúme de Félix e, em Dom Casmurro, deflagra o ciúme na narrativa, propondo e devastando a sua tese do ciumento. Notaremos também diferenças consideráveis, começando pelo fato de o foco narrativo ser diverso, com o narrador Casmurro não sendo onisciente, e, por isso mesmo, usando a arma do ciúme como material de composição para sua obra, pois a triangulação dialógica necessária ao ciúme se junta a um narrador falho e parcial para gerar uma potencialidade narrativa e uma expectação pela dúvida surpreendentes; coisa que não acontece em Ressurreição pelo fato de termos um narrador que não abre mão de sua onisciência em nenhum momento, levando o ciúme de Félix para o ambiente da narração e não o deixando interiorizar-se na narrativa. O ciúme, neste caso, não encontra ambiente propício no discurso da narrativa, operando somente na consciência discursiva do personagem Félix
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