Composições possíveis: travessias no pluriverso dos encontros com a surdez

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Silva, Lucila Lima da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/87559/001300001cd92
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/38165
Resumo: Que possíveis no encontro com a surdez? Como compor um mundo comum entre surdos e ouvintes? Esse trabalho apresenta percursos da autora-pesquisadora no encontro com surdos e com o campo da surdez a partir da sua inserção nesse campo como psicóloga e trabalhadora ouvinte. Utilizando como base a epistemologia feminista, pensamos modos de pesquisar, escrever e produzir conhecimento. Com Chimamanda Adichie e Josselem Conti, apostamos nas histórias únicas para fazer aparecer singularidades, e assim tecemos considerações sobre os discursos que perpassam o campo, a produção de estranhamentos a esses discursos e o deslocamento operado no próprio corpo da pesquisadora-trabalhadora no processo de pesquisar. A pesquisa surge no incômodo da ideia de dois mundos – surdo e ouvinte – segregados, e transcorre na direção de pensar possibilidades de composição nos encontros com a surdez. Para isso, utilizamos conceitos como comum, composição e pluriverso, junto com autores como Bruno Latour e Donna Haraway. Entendemos que o mundo comum não existe a priori, é uma construção constante. É preciso fazê-lo com as diferenças, sem apagar em nós nossas marcas e nossas singularidades. O objetivo não é buscar uma igualdade entre surdos e ouvintes, mas afirmar na diferença a possibilidade de composição. A tradução aparece na construção das histórias e se faz pista para pensar posicionamentos no encontro com a diferença. Para isso, seguimos com Vinciane Despret, que pensa a tradução como versões, equivocações, e refletimos a possibilidade da tradução como travessias, para construir relações com a surdez e com a diferença.
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