Utilização de zeólitas como adsorvente para a remoção de amônio em efluente proveniente de estação de tratamento de esgoto
| Ano de defesa: | 2024 |
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Resumo: | O nitrogênio proveniente de efluentes sanitários, quando descartado em corpos hídricos, torna-se nutriente para plantas aquáticas, provocando a eutrofização dos rios. Na forma de nitrogênio amoniacal é facilmente oxidado por organismos nitrificantes que consomem o oxigênio dissolvido, tornando a vida aquática aeróbica inviável. Nesse sentido, torna-se necessário o desenvolvimento de técnicas e estratégias cujo objetivo é reduzir a concentração de Namoniacal nos efluentes de modo que atenda as exigências da legislação atual. A escolha da zeólita para remoção de nitrogênio amoniacal baseia-se no fato de ser um sólido insolúvel dependendo do meio reacional, que possibilita sua fácil recuperação através de centrifugação ou filtração a vácuo, evitando uma maior contaminação do efluente e permitindo seu reuso sem perder sua eficiência. O presente estudo teve como objetivo avaliar a eficácia das zeólitas faujasita, beta sintética e beta comercial, na adsorção de amônio em efluente proveniente de uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Volta Redonda. Os resultados mostram a eficiência das zeólitas na remoção de amônio. Relacionando os modelos cinéticos e as isotermas de adsorção, observou-se que o processo que governa a adsorção do NH₄⁺ é explicado pelo modelo de pseudo-segunda ordem com adsorção em isoterma de Langmuir para as zeólitas Fau e Bea_sintética; e isoterma de Freundlich para a Bea_comercial. A zeólita faujasita obteve melhor performance em comparação às outras zeólitas na remoção de íons amônio, tendo em vista maior teor de Al estrutural aliada à maior área específica. No estudo da influência da massa de zeólita, apenas a Fau foi estudada, devido ao pouco estoque das zeólitas BEA_comercial e BEA_sintética, priorizando o uso dessas duas em outros ensaios. A eficácia de adsorção alcançou 66% de eficiência e a quantidade de íons adsorvidos por unidade de massa adsorvente alcançou 15,97 mg.g⁻¹ , determinando assim, a quantidade de 200 mg de massa das zeólitas, ideal para a concentração de amônio presente no efluente estudado (40,3 mg.L⁻¹ ).O pH do efluente atendia os parâmetros para o lançamento e estava na faixa em que o íon amônio estava disponível, ideal para adsorção (7,5), e vinte minutos foram suficientes para garantir a máxima interação entre os sítios ativos dos adsorventes com os íons de amônio, e, consequentemente, a adsorção do amônio. |
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A escolha da zeólita para remoção de nitrogênio amoniacal baseia-se no fato de ser um sólido insolúvel dependendo do meio reacional, que possibilita sua fácil recuperação através de centrifugação ou filtração a vácuo, evitando uma maior contaminação do efluente e permitindo seu reuso sem perder sua eficiência. O presente estudo teve como objetivo avaliar a eficácia das zeólitas faujasita, beta sintética e beta comercial, na adsorção de amônio em efluente proveniente de uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Volta Redonda. Os resultados mostram a eficiência das zeólitas na remoção de amônio. Relacionando os modelos cinéticos e as isotermas de adsorção, observou-se que o processo que governa a adsorção do NH₄⁺ é explicado pelo modelo de pseudo-segunda ordem com adsorção em isoterma de Langmuir para as zeólitas Fau e Bea_sintética; e isoterma de Freundlich para a Bea_comercial. 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In this sense, it is necessary to develop techniques and strategies whose objective is to reduce the concentration of ammoniacal N in effluents in order to meet the requirements of current legislation. The choice of zeolite for the removal of ammoniacal nitrogen is based on the fact that it is an insoluble solid depending on the reaction medium, which allows its easy recovery through centrifugation or vacuum filtration, avoiding greater contamination of the effluent and allowing its reuse without losing its efficiency. The present study aimed to evaluate the effectiveness of faujasite zeolites, synthetic beta and commercial beta, in the adsorption of ammonium in effluent from a Sewage Treatment Plant (STP) in Volta Redonda. The results show the efficiency of the zeolites in the removal of ammonium. By relating the kinetic models and the adsorption isotherms, it was observed that the process that governs the adsorption of NH₄⁺ is explained by the pseudo-second-order model with adsorption in Langmuir isotherm for the Fau and Bea_synthetic zeolites; and Freundlich isotherm for Bea_commercial. The faujasite zeolite obtained better performance compared to the other zeolites in the removal of ammonium ions, considering its higher structural Al content combined with the larger specific area. In the study of the influence of the zeolite mass, only Fau was studied, due to the low stock of BEA_commercial and BEA_synthetic zeolites, prioritizing the use of these two in other tests. The adsorption efficiency reached 66% and the amount of ions adsorbed per unit of adsorbent mass reached 15.97 mg.g⁻¹ , thus determining the amount of 200 mg of zeolite mass, ideal for the ammonium concentration present in the effluent studied (40.3 mg.L⁻¹ ). The pH of the effluent met the parameters for release and was in the range in which the ammonium ion was available, ideal for adsorption (7.5), and twenty minutes were sufficient to ensure maximum interaction between the active sites of the adsorbents with the ammonium ions, and, consequently, the adsorption of ammonium.51 p.Santos, André Marques doshttp://lattes.cnpq.br/3428935182333406Santos, Fabiana Soares doshttp://lattes.cnpq.br/6610070595537833Pietre, Mendelssolm Kister dehttp://lattes.cnpq.br/0013166907277670Ribeiro, Mauro Celsohttp://lattes.cnpq.br/7467941125542368Campos, David Vilas Boas dehttp://lattes.cnpq.br/4727714816313596http://lattes.cnpq.br/0802006968151396Amaral, Matiara Semêdo da Costa2024-10-09T15:37:15Z2024-10-09T15:37:15Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfAMARAL, Matiara Semêdo da Costa. 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O nitrogênio proveniente de efluentes sanitários, quando descartado em corpos hídricos, torna-se nutriente para plantas aquáticas, provocando a eutrofização dos rios. Na forma de nitrogênio amoniacal é facilmente oxidado por organismos nitrificantes que consomem o oxigênio dissolvido, tornando a vida aquática aeróbica inviável. Nesse sentido, torna-se necessário o desenvolvimento de técnicas e estratégias cujo objetivo é reduzir a concentração de Namoniacal nos efluentes de modo que atenda as exigências da legislação atual. A escolha da zeólita para remoção de nitrogênio amoniacal baseia-se no fato de ser um sólido insolúvel dependendo do meio reacional, que possibilita sua fácil recuperação através de centrifugação ou filtração a vácuo, evitando uma maior contaminação do efluente e permitindo seu reuso sem perder sua eficiência. O presente estudo teve como objetivo avaliar a eficácia das zeólitas faujasita, beta sintética e beta comercial, na adsorção de amônio em efluente proveniente de uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Volta Redonda. Os resultados mostram a eficiência das zeólitas na remoção de amônio. Relacionando os modelos cinéticos e as isotermas de adsorção, observou-se que o processo que governa a adsorção do NH₄⁺ é explicado pelo modelo de pseudo-segunda ordem com adsorção em isoterma de Langmuir para as zeólitas Fau e Bea_sintética; e isoterma de Freundlich para a Bea_comercial. A zeólita faujasita obteve melhor performance em comparação às outras zeólitas na remoção de íons amônio, tendo em vista maior teor de Al estrutural aliada à maior área específica. No estudo da influência da massa de zeólita, apenas a Fau foi estudada, devido ao pouco estoque das zeólitas BEA_comercial e BEA_sintética, priorizando o uso dessas duas em outros ensaios. A eficácia de adsorção alcançou 66% de eficiência e a quantidade de íons adsorvidos por unidade de massa adsorvente alcançou 15,97 mg.g⁻¹ , determinando assim, a quantidade de 200 mg de massa das zeólitas, ideal para a concentração de amônio presente no efluente estudado (40,3 mg.L⁻¹ ).O pH do efluente atendia os parâmetros para o lançamento e estava na faixa em que o íon amônio estava disponível, ideal para adsorção (7,5), e vinte minutos foram suficientes para garantir a máxima interação entre os sítios ativos dos adsorventes com os íons de amônio, e, consequentemente, a adsorção do amônio. |
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