Forças Armadas, Estados de Violência e a Formação da Sociedade Brasileira: estudo a partir da análise das práticas de “Pacificação” na história nacional

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Miranda, Walter Maurício Costa de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/87559/0013000000317
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/34871
Resumo: Esta pesquisa teve como objetivo investigar as variáveis principais que levaram a América Latina, em espacial o Brasil, a apresentarem, continuamente, altas taxas de violência mesmo não sendo palco de guerras, o que parece uma contradição, já que as guerras têm como uma das principais características a produção de um nível alto de violência física. A violência, além de organizar as relações de poder, de território e de autodefesa, nessa parte do mundo, foi utilizada também para a manutenção da exclusão de indígenas e negros, e seus descendentes, das sociedades nacionais latino-americanas que se formavam após a independência das suas metrópoles. Nessa investigação a hipótese validada foi que essa violência é uma herança colonial que gerou uma “ordem social” que, por um lado, preservava o status quo dos incluídos que pactuaram diretamente o contrato social para a formação das sociedades latino-americanas e, por outro, empregava as Forças Armadas para “Pacificar” pela violência aqueles excluídos por conjunturas históricas: os indígenas e os negros, e seus descendentes diretos e indiretos. Essa massa de excluídos, com o tempo e a miscigenação, evoluiu para uma maioria de não brancos, pobres e com negação de direitos. Por sua vez, a essa forma de "Pacificação", pela violência, se somaram a política de Guerra às Drogas e as técnicas de contra insurgência. Para análise desse problema, foi utilizado principalmente o método genealógico de Foucault, que é eficaz para destacar as relações entre poder e produção de verdade, focando examinar os contextos específicos de certos períodos históricos, como os movimentos de resistências de Canudos e do Contestado, cuja análise permite verificar os reais propósitos da “Pacificação”. Ademais, outros métodos foram empregados, como a aplicação de um questionário nos Oficiais dos Cursos de Altos Estudos, que ratificaram quantitativamente a percepção que as Forças de Segurança são insuficientes para manter ordem. Por fim, esta pesquisa conclui que a “Pacificação” pela violência continua a ser o princípio mais empregado pelo Estado para resignar os excluídos a não se revoltarem e, por outro lado, pouco ou nada faz em termos de política pública, para mitigar os “estados de violência” que oprimem esses excluídos. Isso contribui para que se desenvolva, nesses bolsões de pobreza, a percepção da ilegitimidade do Estado como governante, criando um terreno fértil para o aumento da revolta e cooptação de seus habitantes por organizações criminosas. Apesar das técnicas de “Pacificação” terem evoluído com os conhecimentos de contra-insurgência, foi a narrativa da Política de Guerra, que reforçou o estereótipo das favelas como local por excelência da comercialização de drogas, o que vai de encontro aos fatos e dados levantados por esta pesquisa, que comprova que ilícitos como deliveries de drogas de maior valor agregado, “gatonet”, taxação de vans e motos etc. são mais rentáveis que a venda de drogas nas favelas. Concluindo, destaca-se que as variáveis principais desse patamar altíssimo de violência na América Latina, em especial no Brasil, são a desigualdade, o racismo e a negação de direitos, que geram uma série de outras violências para “manter a ordem”.
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A violência, além de organizar as relações de poder, de território e de autodefesa, nessa parte do mundo, foi utilizada também para a manutenção da exclusão de indígenas e negros, e seus descendentes, das sociedades nacionais latino-americanas que se formavam após a independência das suas metrópoles. Nessa investigação a hipótese validada foi que essa violência é uma herança colonial que gerou uma “ordem social” que, por um lado, preservava o status quo dos incluídos que pactuaram diretamente o contrato social para a formação das sociedades latino-americanas e, por outro, empregava as Forças Armadas para “Pacificar” pela violência aqueles excluídos por conjunturas históricas: os indígenas e os negros, e seus descendentes diretos e indiretos. Essa massa de excluídos, com o tempo e a miscigenação, evoluiu para uma maioria de não brancos, pobres e com negação de direitos. Por sua vez, a essa forma de "Pacificação", pela violência, se somaram a política de Guerra às Drogas e as técnicas de contra insurgência. Para análise desse problema, foi utilizado principalmente o método genealógico de Foucault, que é eficaz para destacar as relações entre poder e produção de verdade, focando examinar os contextos específicos de certos períodos históricos, como os movimentos de resistências de Canudos e do Contestado, cuja análise permite verificar os reais propósitos da “Pacificação”. Ademais, outros métodos foram empregados, como a aplicação de um questionário nos Oficiais dos Cursos de Altos Estudos, que ratificaram quantitativamente a percepção que as Forças de Segurança são insuficientes para manter ordem. Por fim, esta pesquisa conclui que a “Pacificação” pela violência continua a ser o princípio mais empregado pelo Estado para resignar os excluídos a não se revoltarem e, por outro lado, pouco ou nada faz em termos de política pública, para mitigar os “estados de violência” que oprimem esses excluídos. Isso contribui para que se desenvolva, nesses bolsões de pobreza, a percepção da ilegitimidade do Estado como governante, criando um terreno fértil para o aumento da revolta e cooptação de seus habitantes por organizações criminosas. Apesar das técnicas de “Pacificação” terem evoluído com os conhecimentos de contra-insurgência, foi a narrativa da Política de Guerra, que reforçou o estereótipo das favelas como local por excelência da comercialização de drogas, o que vai de encontro aos fatos e dados levantados por esta pesquisa, que comprova que ilícitos como deliveries de drogas de maior valor agregado, “gatonet”, taxação de vans e motos etc. são mais rentáveis que a venda de drogas nas favelas. Concluindo, destaca-se que as variáveis principais desse patamar altíssimo de violência na América Latina, em especial no Brasil, são a desigualdade, o racismo e a negação de direitos, que geram uma série de outras violências para “manter a ordem”.This research aimed to investigate the main variables that have led Latin America, especially Brazil, to continuously exhibit high rates of violence despite not being a theater of wars. This appears contradictory, as wars typically produce high levels of physical violence. In this part of the world, violence not only organizes power relations, territory, and self-defense but was also used to maintain the exclusion of Indigenous and Black people and their descendants from the national societies of Latin America formed after the independence from their metropolises. The validated hypothesis in this investigation was that this violence is a colonial legacy that generated a "social order" which, on one hand, preserved the status quo of those included in the social contract for the formation of Latin American societies and, on the other, employed the Armed Forces to "pacify" through violence those excluded by historical circumstances: Indigenous and Black people and their direct and indirect descendants. Over time and with miscegenation, this mass of excluded individuals evolved into a majority of non-Whites, who are poor and denied rights. This form of "pacification" through violence was compounded by the War on Drugs policy and counterinsurgency techniques. For the analysis of this problem, Foucault's genealogical method was primarily used, as it is effective in highlighting the relationships between power and the production of truth, focusing on exploring and examining specific historical contexts such as the Canudos and Contestado resistance movements. The analysis of these movements allows us to verify the real purposes of "pacification." Additionally, other methods were employed, such as a questionnaire administered to Officers of Higher Studies Courses, which quantitatively confirmed the perception that the Security Forces are insufficient to maintain order. Finally, this research concludes that "pacification" through violence continues to be the primary principle employed by the State to prevent the excluded from revolting. Conversely, little to nothing is done in terms of public policy to mitigate the "States of Violence" that oppress these excluded groups. This contributes to the development of a perception of the State's illegitimacy as a governing entity within these pockets of poverty, creating a fertile ground for increased rebellion and the co-option of their inhabitants by criminal organizations. Despite the evolution of "pacification" techniques with counterinsurgency knowledge, the narrative of the War on Drugs has reinforced the stereotype of favelas as the primary locations for drug trade, which contradicts the facts and data collected in this research. The research demonstrates that illicit activities such as high-value drug deliveries, "gatonet" (illegal cable TV), and taxing vans and motorcycles are more profitable than drug sales in the favelas. In conclusion, it is emphasized that the primary factors contributing to the extremely high levels of violence in Latin America, particularly in Brazil, are inequality, racism, and the denial of rights. These factors generate a series of other forms of violence aimed at "maintaining order”.223 p.Rodrigues, Thiago Moreira de Souzahttp://lattes.cnpq.br/7161863911197127Santos, Eduardo Heleno de Jesushttp://lattes.cnpq.br/6300904580266667Castro, Flávia Rodrigues dehttp://lattes.cnpq.br/5090373525534762Almeida, Nival Nunes dehttp://lattes.cnpq.br/6170951622544741Maciel, Tadeu Moratohttp://lattes.cnpq.br/6172905162147793http://lattes.cnpq.br/7516872681592793Miranda, Walter Maurício Costa de2024-10-01T13:29:27Z2024-10-01T13:29:27Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfMIRANDA, Walter Maurício Costa de. A Integração da América do Sul e a Segurança do Brasil. 2024. 223 f. Tese (Doutorado em Estudos Estratégicos) - Programa de Pós-Graduação em Estudos Estratégicos da Defesa e da Segurança, Instituto de Estudos Estratégicos, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2024.https://app.uff.br/riuff/handle/1/34871ark:/87559/0013000000317CC-BY-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)instname:Universidade Federal Fluminense (UFF)instacron:UFF2024-10-01T13:29:35Zoai:app.uff.br:1/34871Repositório InstitucionalPUBhttps://app.uff.br/oai/requestriuff@id.uff.bropendoar:21202024-10-01T13:29:35Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) - Universidade Federal Fluminense (UFF)false
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