Redes de ação cultural na região portuária do Rio de Janeiro: sujeitos, articulações e ocupações no tempo presente
| Ano de defesa: | 2024 |
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Resumo: | Historicamente marcada por expressões de um modelo de produção urbana responsável por gerar desigualdades socioespaciais, a região portuária do Rio de Janeiro tem sido alvo de mais um ciclo de transformações, dessa vez relativas ao projeto Porto Maravilha (Lei Municipal Complementar nº 101/2009), no qual o tema da cultura foi utilizado, estrategicamente, como ferramenta de legitimação. A despeito das lógicas de espetacularização, de segregação e de consumo do espaço urbano que orientaram tal projeto, a referida região também tem sido constituída por expressões de modos de produção cultural e urbana que, de forma contra hegemônica, se pautam pela associação entre os cidadãos e pelo uso dos espaços da cidade. O presente trabalho focaliza expressões situadas neste segundo campo, investigando as práticas culturais que se dão de forma territorialmente enraizada na região portuária no tempo presente (2009-2022). O objetivo da pesquisa foi compreender os modos de atuação dos agentes culturais da região e observar como eles contribuem para a construção de outras formas de produção e vivência do espaço da cidade. A investigação teve como ponto de partida a rede do SOS Providência – Região Portuária, um comitê de emergências criado por quatro agentes culturais no contexto da pandemia de Covid-19 (iniciada em março de 2020), e o seu desenvolvimento se deu com base na metodologia da história oral. Cinco sujeitos vinculados simultaneamente ao SOS Providência e a outros projetos da região concederam as narrativas orais que compuseram o conjunto principal de fontes de pesquisa. São eles: Hugo Silva de Oliveira, do Galeria Providência, Cosme Vinícius Felippsen, do Providência Turismo e Rolé dos Favelados, Bernardo Pupe, do Rio Memória Ação, Tiphanie Elaé da Silva Constantin, da Casa Amarela, e Elisa Silva de Carvalho, do Morador Monitor. Além dessas, outras narrativas públicas desses sujeitos (registros audiovisuais e textuais disponíveis em redes sociais e mídias sociais digitais), assim como um conjunto de outras fontes catalogadas (para o acervo da memória dos coletivos que se fazem presentes neste trabalho) também foram utilizadas como fontes da pesquisa histórica – pública e participativa. O trabalho aponta para a existência de múltiplas redes de ação cultural na região portuária do Rio de Janeiro e expõe modos próprios de fazer cultura cujas principais características são: as articulações entre agentes diversos e múltiplos; os entrelaçamentos com lutas sociais em defesa dos direitos dos habitantes da região; o comprometimento com novas práticas de apropriação, produção e imaginação dos espaços da cidade. Essas características tensionam as lógicas hegemônicas de produção urbana e contribuem para pensarmos novos caminhos por meio dos quais a cidade possa ser ocupada, vivida, imaginada e produzida de modo mais justo e democrático |
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A despeito das lógicas de espetacularização, de segregação e de consumo do espaço urbano que orientaram tal projeto, a referida região também tem sido constituída por expressões de modos de produção cultural e urbana que, de forma contra hegemônica, se pautam pela associação entre os cidadãos e pelo uso dos espaços da cidade. O presente trabalho focaliza expressões situadas neste segundo campo, investigando as práticas culturais que se dão de forma territorialmente enraizada na região portuária no tempo presente (2009-2022). O objetivo da pesquisa foi compreender os modos de atuação dos agentes culturais da região e observar como eles contribuem para a construção de outras formas de produção e vivência do espaço da cidade. A investigação teve como ponto de partida a rede do SOS Providência – Região Portuária, um comitê de emergências criado por quatro agentes culturais no contexto da pandemia de Covid-19 (iniciada em março de 2020), e o seu desenvolvimento se deu com base na metodologia da história oral. Cinco sujeitos vinculados simultaneamente ao SOS Providência e a outros projetos da região concederam as narrativas orais que compuseram o conjunto principal de fontes de pesquisa. São eles: Hugo Silva de Oliveira, do Galeria Providência, Cosme Vinícius Felippsen, do Providência Turismo e Rolé dos Favelados, Bernardo Pupe, do Rio Memória Ação, Tiphanie Elaé da Silva Constantin, da Casa Amarela, e Elisa Silva de Carvalho, do Morador Monitor. Além dessas, outras narrativas públicas desses sujeitos (registros audiovisuais e textuais disponíveis em redes sociais e mídias sociais digitais), assim como um conjunto de outras fontes catalogadas (para o acervo da memória dos coletivos que se fazem presentes neste trabalho) também foram utilizadas como fontes da pesquisa histórica – pública e participativa. O trabalho aponta para a existência de múltiplas redes de ação cultural na região portuária do Rio de Janeiro e expõe modos próprios de fazer cultura cujas principais características são: as articulações entre agentes diversos e múltiplos; os entrelaçamentos com lutas sociais em defesa dos direitos dos habitantes da região; o comprometimento com novas práticas de apropriação, produção e imaginação dos espaços da cidade. Essas características tensionam as lógicas hegemônicas de produção urbana e contribuem para pensarmos novos caminhos por meio dos quais a cidade possa ser ocupada, vivida, imaginada e produzida de modo mais justo e democráticoHistorically marked by expressions of an urban production model responsible for generating socio-spatial inequalities, the port region of Rio de Janeiro has been the target of yet another cycle of transformations, this time related to the Porto Maravilha project (Complementary Municipal Law nº 101/2009), in which the theme of culture was strategically used as a legitimation tool. Despite the logic of spectacularization, segregation and consumption of urban space that guided such project, the aforementioned region has also been constituted by expressions of cultural and urban production modes that, in a counter-hegemonic way, are guided by the association between citizens and the use of city spaces. The present work focuses on expressions situated in this second field, investigating the cultural practices that take place in a territorially rooted way in the port region in the present time (2009-2022). The objective of the research was to understand the modes of action of cultural agents in the region and observe how they contribute to the construction of other forms of production and experience of the city space. The starting point of the investigation was the network of SOS Providência – Região Portuária, an emergency committee created by four cultural agents in the context of the Covid-19 pandemic (which started in March 2020), and its development was based on the methodology of oral history. Five subjects linked simultaneously to SOS Providência and to other projects in the region provided the oral narratives that constituted the main set of research sources. They are: Hugo Silva de Oliveira, from Galeria Providência, Cosme Vinícius Felippsen, from Providência Turismo and Rolé dos Favelados, Bernardo Pupe, from Rio Memória Ação, Tiphanie Elaé da Silva Constantin, from Casa Amarela, and Elisa Silva de Carvalho, from Morador Monitor. In addition to these, other public narratives of these subjects (audiovisual and textual records available on digital social networks and social media), as well as a set of other cataloged sources (for the collection of the memory of the collectives that are present in this work) were also used as sources of historical research – public and participatory. The work points to the existence of multiple networks of cultural action in the port region of Rio de Janeiro and exposes its own ways of making culture whose main characteristics are: the articulations between diverse and multiple agents; the interweavings with social struggles in defense of the rights of the inhabitants of region; commitment to new practices of appropriation, production and imagination of city spaces. These characteristics strain the hegemonic logic of urban production and contribute to thinking about new ways through which the city can be occupied, lived, imagined and produced in a fairer and more democratic way312 f.Garcia, Fernanda Ester SánchezAlmeida, Juniele Rabêlo deTavares, Rossana BrandãoAndrade, Ana Maria Mauad de SousaPereira, Gabriela LeandroCampos, Martha MachadoDurão, Giovana Cruz Alves2024-07-03T18:20:40Z2024-07-03T18:20:40Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfDURÃO, Giovana Cruz Alves. Redes de ação cultural na região portuária do Rio de Janeiro: sujeitos, articulações e ocupações no tempo presente. 2023. 312 f. Tese (Doutorado em Arquitetura e Urbanismo) — Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo, Escola de Arquitetura e Urbanismo, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2023.https://app.uff.br/riuff/handle/1/32962ark:/87559/001300000g57vCC-BY-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)instname:Universidade Federal Fluminense (UFF)instacron:UFF2024-07-03T18:20:47Zoai:app.uff.br:1/32962Repositório InstitucionalPUBhttps://app.uff.br/oai/requestriuff@id.uff.bropendoar:21202024-07-03T18:20:47Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) - Universidade Federal Fluminense (UFF)false |
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