A negatividade da angústia na teoria freudiana
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
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Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://app.uff.br/riuff/handle/1/40310 |
Resumo: | Trata-se de empreender um estudo da teoria freudiana da angústia a partir da questão da negatividade. O escopo de análise abrange desde os primeiros textos de 1894 de Freud sobre a angústia até sua formulação final em 1926 com o texto canônico “Inibição, sintoma e angústia”. Num primeiro momento, abordamos a problemática da angústia a partir do conceito de inconsciente, de modo a mostrar como este nos fornece uma expansão da delimitação do psíquico capaz de abranger o afetivo irredutível à representação (Vorstellung) em termos de conteúdo. A negatividade, aqui, aparece como “contradição formal”. Para isso, centramos nossa atenção na questão da realização de desejo, presente na “Interpretação dos sonhos”, onde vemos a angústia intimamente relacionada à articulação estrutural do inconsciente. Num segundo momento, aborda-se o problema da estruturação da libido, mostrando de que modo a angústia vincula-se à insistência repetitiva da “pulsão parcial”, resistente aos processos de unificação e subsunção ao princípio de realidade. Aqui, nossa análise apoia-se na discussão freudiana a respeito da sexualidade infantil, presente nos “Três Ensaios para uma Teoria da Sexualidade”. Posteriormente, analisamos a problemática da angústia de castração, entendida como o afeto resultante da impossibilidade de esgotamento do investimento libidinal em objetos narcísicos. Assim, entendemos o afeto como aquilo que resiste a um determinado processo, como algo negativo a toda e qualquer imediaticidade. Pretendemos com isso demonstrar de que modo a teoria freudiana da angústia permite uma leitura capaz de superar a razão dualista que procura reduzir o afeto a uma alternativa excludente entre somático e psíquico. |
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A negatividade da angústia na teoria freudianaFreudNegatividadeInibiçãoSintomaAngústiaNegaçãoNeurose de angústiaAngústia de castraçãoFreud, Sigmund, 1856-1939NégativitéFreudInhibitionSymptômeAngoisseTrata-se de empreender um estudo da teoria freudiana da angústia a partir da questão da negatividade. O escopo de análise abrange desde os primeiros textos de 1894 de Freud sobre a angústia até sua formulação final em 1926 com o texto canônico “Inibição, sintoma e angústia”. Num primeiro momento, abordamos a problemática da angústia a partir do conceito de inconsciente, de modo a mostrar como este nos fornece uma expansão da delimitação do psíquico capaz de abranger o afetivo irredutível à representação (Vorstellung) em termos de conteúdo. A negatividade, aqui, aparece como “contradição formal”. Para isso, centramos nossa atenção na questão da realização de desejo, presente na “Interpretação dos sonhos”, onde vemos a angústia intimamente relacionada à articulação estrutural do inconsciente. Num segundo momento, aborda-se o problema da estruturação da libido, mostrando de que modo a angústia vincula-se à insistência repetitiva da “pulsão parcial”, resistente aos processos de unificação e subsunção ao princípio de realidade. Aqui, nossa análise apoia-se na discussão freudiana a respeito da sexualidade infantil, presente nos “Três Ensaios para uma Teoria da Sexualidade”. Posteriormente, analisamos a problemática da angústia de castração, entendida como o afeto resultante da impossibilidade de esgotamento do investimento libidinal em objetos narcísicos. Assim, entendemos o afeto como aquilo que resiste a um determinado processo, como algo negativo a toda e qualquer imediaticidade. Pretendemos com isso demonstrar de que modo a teoria freudiana da angústia permite uma leitura capaz de superar a razão dualista que procura reduzir o afeto a uma alternativa excludente entre somático e psíquico.Il s‟agit d‟entreprendre une étude de la théorie freudienne de l‟angoisse en partant de la question de la négativité. Le but de l‟analyse comprend dès les premiers textes de 1984 de Freud sur l‟angoisse à sa formulation finale en 1926 avec le texte canonique “inhibition, symptôme et angoisse”. Dans un premier moment, on aborde la problématique de l‟angoisse en partant du concept d‟inconscient pour montrer comment il nous offer une expansion de la delimitation du psychique capable de contenir en soi l‟affectif irréductible à la representation (Vorstellung) en termes de contenu. Ici la négativité apparaît comme “contradiction formelle”. Pour cela, on centre notre attention sur la question de la réalisation du désir, présent dans “l‟interprétation des rêves” où on voit l‟angoisse en relation intime avec l‟articulation structurel de l‟inconscient. Dans un second moment, on aborde le problem de la structuration de la libido, en montrant de quelle façon l‟angoisse se attaché à l‟insistance répétitive de la “pulsion partielle”, résistant aux processus d‟unification et d‟assujetissement au principe de la réalité. À cet endroit notre analyse s‟appuie sur l‟examen de Freud à l‟égard de la sexualité infantile, présent dans les “Trois Essais sur la Théorie Sexuelle”. Postérieurèment, on analyse la problématique de l‟angoisse de castration, entendue comme l‟affect résultant de l‟impossibilité de l‟épuisement de l‟investissement libidinal dans des objets narcissiques. Donc on entend l‟affect comme cette chose que résiste a un processus determine, comme quelque chose negative à toute et n‟importe quel immédiateté. On prétend par cela démontrer de quelle façon la théorie freudienne de l‟angoisse permet une lecture capable de surpasser la raison dualiste qui cherche à réduire l‟affect à une choise exclusive entre somatique et psychique.95 f.Vidal, Paulo Eduardo Vianahttp://lattes.cnpq.br/3921736842674257Grimberg, Angélica Bastos de Freitas RachidRibeiro, Fernando José Fagundeshttp://lattes.cnpq.br/4235544886083242Silva, João Carlos Rodrigo Araújo Batista da2025-10-02T15:54:50Z2025-10-02T15:54:50Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfSILVA, João Carlos Rodrigo Araújo Batista da. A negatividade da angústia na teoria freudiana. 2013. 95 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Instituto de Psicologia, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2013.https://app.uff.br/riuff/handle/1/40310CC-BY-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)instname:Universidade Federal Fluminense (UFF)instacron:UFF2025-10-02T15:54:50Zoai:app.uff.br:1/40310Repositório InstitucionalPUBhttps://app.uff.br/oai/requestriuff@id.uff.bropendoar:21202025-10-02T15:54:50Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) - Universidade Federal Fluminense (UFF)false |
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