A negatividade da angústia na teoria freudiana

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Silva, João Carlos Rodrigo Araújo Batista da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/40310
Resumo: Trata-se de empreender um estudo da teoria freudiana da angústia a partir da questão da negatividade. O escopo de análise abrange desde os primeiros textos de 1894 de Freud sobre a angústia até sua formulação final em 1926 com o texto canônico “Inibição, sintoma e angústia”. Num primeiro momento, abordamos a problemática da angústia a partir do conceito de inconsciente, de modo a mostrar como este nos fornece uma expansão da delimitação do psíquico capaz de abranger o afetivo irredutível à representação (Vorstellung) em termos de conteúdo. A negatividade, aqui, aparece como “contradição formal”. Para isso, centramos nossa atenção na questão da realização de desejo, presente na “Interpretação dos sonhos”, onde vemos a angústia intimamente relacionada à articulação estrutural do inconsciente. Num segundo momento, aborda-se o problema da estruturação da libido, mostrando de que modo a angústia vincula-se à insistência repetitiva da “pulsão parcial”, resistente aos processos de unificação e subsunção ao princípio de realidade. Aqui, nossa análise apoia-se na discussão freudiana a respeito da sexualidade infantil, presente nos “Três Ensaios para uma Teoria da Sexualidade”. Posteriormente, analisamos a problemática da angústia de castração, entendida como o afeto resultante da impossibilidade de esgotamento do investimento libidinal em objetos narcísicos. Assim, entendemos o afeto como aquilo que resiste a um determinado processo, como algo negativo a toda e qualquer imediaticidade. Pretendemos com isso demonstrar de que modo a teoria freudiana da angústia permite uma leitura capaz de superar a razão dualista que procura reduzir o afeto a uma alternativa excludente entre somático e psíquico.
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