Medicina de família e comunidade: emergência e crítica de uma formação discursiva
| Ano de defesa: | 2017 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| dARK ID: | ark:/87559/001300000gq24 |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Niterói
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://app.uff.br/riuff/handle/1/5207 |
Resumo: | Buscamos realizar nesta pesquisa uma análise sobre a formação discursiva da Medicina de Família e Comunidade (MFC). Tal reflexão foi feita a partir de uma revisão histórica de sua emergência, da análise do discurso de distintos atores que vem influenciando essa formação e de um debate crítico com os horizontes de suas práticas clínicas. Incluem-se nesse debate o modelo biopsicossocial de adoecimento e o uso do conceito de risco, as ferramentas clínicas deles derivadas, a problemática da medicalização social e dos efeitos biopolíticos da prática médica familiar e comunitária. Foram também analisadas diferentes perspectivas sobre a dinâmica histórica do direito à saúde, do progresso e da modernização na formação social brasileira. Pudemos identificar que a formação discursiva da MFC está atravessada a) pela história da prática médica familiar e comunitária especialmente a partir do século XVIII; b) pela constituição dos serviços primários em saúde e da Atenção Primária em Saúde no século XX e c) pelos programas de Medicina Comunitária e pela formação da Saúde Coletiva no Brasil. Além disso, encontra-se atrelada ao campo científico e político da medicina generalista e familiar internacional e a sua afirmação como especialidade médica. A partir dos diferentes discursos analisados, observamos a MFC não como um campo homogêneo, delimitado e com uma histórica única. Podemos também afirmar que a MFC vem constituindo-se como um campo discursivo próprio e com projetos políticos heterogêneos para a organização dos serviços de saúde no país. Em suma, para observarmos os sentidos éticos e políticos da prática médica familiar e comunitária, é necessário ampliar o escopo da análise para além do uso de suas ferramentas clínicas e científicas, inserindo nele compreensões que tragam à tona a história da produção de nós mesmos, das lutas políticas pelo direito à saúde e por formas alternativas de pensar e experienciar a vida |
| id |
UFF-2_231bed7843c58417d6083ea6d5659db7 |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:app.uff.br:1/5207 |
| network_acronym_str |
UFF-2 |
| network_name_str |
Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Medicina de família e comunidade: emergência e crítica de uma formação discursivaMedicina de família e comunidadeAtenção primária em saúdeMedicina comunitáriaSaúde coletivaMedicalizaçãoMedicina de famíliaComunidadeAtenção primária à saúdeMedicina comunitáriaSaúde públicaMedicalizaçãoFamily practicePrimary health careCommunity medicinePublic healthMedicalizationBuscamos realizar nesta pesquisa uma análise sobre a formação discursiva da Medicina de Família e Comunidade (MFC). Tal reflexão foi feita a partir de uma revisão histórica de sua emergência, da análise do discurso de distintos atores que vem influenciando essa formação e de um debate crítico com os horizontes de suas práticas clínicas. Incluem-se nesse debate o modelo biopsicossocial de adoecimento e o uso do conceito de risco, as ferramentas clínicas deles derivadas, a problemática da medicalização social e dos efeitos biopolíticos da prática médica familiar e comunitária. Foram também analisadas diferentes perspectivas sobre a dinâmica histórica do direito à saúde, do progresso e da modernização na formação social brasileira. Pudemos identificar que a formação discursiva da MFC está atravessada a) pela história da prática médica familiar e comunitária especialmente a partir do século XVIII; b) pela constituição dos serviços primários em saúde e da Atenção Primária em Saúde no século XX e c) pelos programas de Medicina Comunitária e pela formação da Saúde Coletiva no Brasil. Além disso, encontra-se atrelada ao campo científico e político da medicina generalista e familiar internacional e a sua afirmação como especialidade médica. A partir dos diferentes discursos analisados, observamos a MFC não como um campo homogêneo, delimitado e com uma histórica única. Podemos também afirmar que a MFC vem constituindo-se como um campo discursivo próprio e com projetos políticos heterogêneos para a organização dos serviços de saúde no país. Em suma, para observarmos os sentidos éticos e políticos da prática médica familiar e comunitária, é necessário ampliar o escopo da análise para além do uso de suas ferramentas clínicas e científicas, inserindo nele compreensões que tragam à tona a história da produção de nós mesmos, das lutas políticas pelo direito à saúde e por formas alternativas de pensar e experienciar a vidaWe have aimed to make an analysis about the discursive formation of Family and Community Medicine (MFC). This research was made from a historical revision about its emergence, the discourse analysis of actors that have been influencing this formation and a critical debate about the horizons of its clinical practices. We include in this debate the biopsychosocial model of illness, the use of the concept of risk, the clinical tools derived from this model and this concept, the social medicalization problematic and the biopolitical effects of family and community practice. We have included different perspectives about the historical dynamics of the right to health, the progress and the modernization in Brasil social formation. We could identify that the discursive formation of MFC is crossed by: a) the history of Family and community practice specially from the 18th century; b) the constitution of primary services and Primary Health Care from the 20th century and c) by the programs of Community Medicine and Collective Health in Brasil. Besides, the formation is attached to the scientific and political field of the international generalist and family medicine. From the speeches analyzed, we have observed MFC not as a homogenous and delimited field with a unique history. We can affirm that MFC has been forming itself as a specific discursive field with heterogeneous political projects to the health services organizations in our country. Finally, in order to observe the ethical and political directions of Family and community practice, it is necessary to amplify the scope of the analysis beyond the use of clinical and scientific tools. Therefore, we have to include formulations that bring up the history of the production of ourselves, the political struggles for the right to health and for alternatives forms of thinking and experiencing lifeNiteróiSilva Júnior, Aluísio Gomes daAlves, Márcia Guimarães de MelloCampos, Gastão Wagner de SouzaFavoreto, Cesar Augusto OrazemAlexandre, Gisele CaldasCarvalho, Sérgio ResendeAndrade, Henrique Sater de2017-11-13T13:55:21Z2017-11-13T13:55:21Z2017info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://app.uff.br/riuff/handle/1/5207Aluno de mestradoark:/87559/001300000gq24CC-BY-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)instname:Universidade Federal Fluminense (UFF)instacron:UFF2022-05-20T19:08:17Zoai:app.uff.br:1/5207Repositório InstitucionalPUBhttps://app.uff.br/oai/requestriuff@id.uff.bropendoar:21202022-05-20T19:08:17Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) - Universidade Federal Fluminense (UFF)false |
| dc.title.none.fl_str_mv |
Medicina de família e comunidade: emergência e crítica de uma formação discursiva |
| title |
Medicina de família e comunidade: emergência e crítica de uma formação discursiva |
| spellingShingle |
Medicina de família e comunidade: emergência e crítica de uma formação discursiva Andrade, Henrique Sater de Medicina de família e comunidade Atenção primária em saúde Medicina comunitária Saúde coletiva Medicalização Medicina de família Comunidade Atenção primária à saúde Medicina comunitária Saúde pública Medicalização Family practice Primary health care Community medicine Public health Medicalization |
| title_short |
Medicina de família e comunidade: emergência e crítica de uma formação discursiva |
| title_full |
Medicina de família e comunidade: emergência e crítica de uma formação discursiva |
| title_fullStr |
Medicina de família e comunidade: emergência e crítica de uma formação discursiva |
| title_full_unstemmed |
Medicina de família e comunidade: emergência e crítica de uma formação discursiva |
| title_sort |
Medicina de família e comunidade: emergência e crítica de uma formação discursiva |
| author |
Andrade, Henrique Sater de |
| author_facet |
Andrade, Henrique Sater de |
| author_role |
author |
| dc.contributor.none.fl_str_mv |
Silva Júnior, Aluísio Gomes da Alves, Márcia Guimarães de Mello Campos, Gastão Wagner de Souza Favoreto, Cesar Augusto Orazem Alexandre, Gisele Caldas Carvalho, Sérgio Resende |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Andrade, Henrique Sater de |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Medicina de família e comunidade Atenção primária em saúde Medicina comunitária Saúde coletiva Medicalização Medicina de família Comunidade Atenção primária à saúde Medicina comunitária Saúde pública Medicalização Family practice Primary health care Community medicine Public health Medicalization |
| topic |
Medicina de família e comunidade Atenção primária em saúde Medicina comunitária Saúde coletiva Medicalização Medicina de família Comunidade Atenção primária à saúde Medicina comunitária Saúde pública Medicalização Family practice Primary health care Community medicine Public health Medicalization |
| description |
Buscamos realizar nesta pesquisa uma análise sobre a formação discursiva da Medicina de Família e Comunidade (MFC). Tal reflexão foi feita a partir de uma revisão histórica de sua emergência, da análise do discurso de distintos atores que vem influenciando essa formação e de um debate crítico com os horizontes de suas práticas clínicas. Incluem-se nesse debate o modelo biopsicossocial de adoecimento e o uso do conceito de risco, as ferramentas clínicas deles derivadas, a problemática da medicalização social e dos efeitos biopolíticos da prática médica familiar e comunitária. Foram também analisadas diferentes perspectivas sobre a dinâmica histórica do direito à saúde, do progresso e da modernização na formação social brasileira. Pudemos identificar que a formação discursiva da MFC está atravessada a) pela história da prática médica familiar e comunitária especialmente a partir do século XVIII; b) pela constituição dos serviços primários em saúde e da Atenção Primária em Saúde no século XX e c) pelos programas de Medicina Comunitária e pela formação da Saúde Coletiva no Brasil. Além disso, encontra-se atrelada ao campo científico e político da medicina generalista e familiar internacional e a sua afirmação como especialidade médica. A partir dos diferentes discursos analisados, observamos a MFC não como um campo homogêneo, delimitado e com uma histórica única. Podemos também afirmar que a MFC vem constituindo-se como um campo discursivo próprio e com projetos políticos heterogêneos para a organização dos serviços de saúde no país. Em suma, para observarmos os sentidos éticos e políticos da prática médica familiar e comunitária, é necessário ampliar o escopo da análise para além do uso de suas ferramentas clínicas e científicas, inserindo nele compreensões que tragam à tona a história da produção de nós mesmos, das lutas políticas pelo direito à saúde e por formas alternativas de pensar e experienciar a vida |
| publishDate |
2017 |
| dc.date.none.fl_str_mv |
2017-11-13T13:55:21Z 2017-11-13T13:55:21Z 2017 |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/masterThesis |
| format |
masterThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
https://app.uff.br/riuff/handle/1/5207 Aluno de mestrado |
| dc.identifier.dark.fl_str_mv |
ark:/87559/001300000gq24 |
| url |
https://app.uff.br/riuff/handle/1/5207 |
| identifier_str_mv |
Aluno de mestrado ark:/87559/001300000gq24 |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
CC-BY-SA info:eu-repo/semantics/openAccess |
| rights_invalid_str_mv |
CC-BY-SA |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.format.none.fl_str_mv |
application/pdf |
| dc.publisher.none.fl_str_mv |
Niterói |
| publisher.none.fl_str_mv |
Niterói |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) instname:Universidade Federal Fluminense (UFF) instacron:UFF |
| instname_str |
Universidade Federal Fluminense (UFF) |
| instacron_str |
UFF |
| institution |
UFF |
| reponame_str |
Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) |
| collection |
Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) |
| repository.name.fl_str_mv |
Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) - Universidade Federal Fluminense (UFF) |
| repository.mail.fl_str_mv |
riuff@id.uff.br |
| _version_ |
1848091169341308928 |