Sobrevida de mulheres com câncer do colo do útero atendidas em um hospital de referência no município de Boa Vista/RR

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Silva, João Neto de Sousa da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/40482
Resumo: Introdução: O câncer de colo de útero (CCU) é um problema mundial de saúde pública, sendo uma das principais neoplasias que acometem as mulheres em todo o mundo, classificado como o terceiro tipo de câncer em números de caso entre o sexo feminino. Objetivos: Analisar os fatores sociodemográficos e clínicos associados à sobrevida de mulheres com câncer de colo de útero atendidas no Hospital Geral de Roraima Metodologia: Caracteriza-se como uma coorte retrospectiva, um estudo de abordagem quantitativa, longitudinal e analítico.. Foram utilizados dados secundários do Registro Hospitalar de Câncer do Hospital Geral de Roraima (HGR), o banco de dados do RHC foi da série histórica de 01 de janeiro de 2018 a 31 de dezembro de 2023, levando em consideração os registros de mulheres com CCU em busca do desfecho óbito com realização de cruzamento dos dados com o Sistema de Informação sobre Mortalidade/SIM. A amostra foi constituída de 271 mulheres. Foram utilizados curvas de Kaplan-Meier para avaliação da sobrevida e testes Log-rank para comparar as funções de sobrevida e variáveis de interesse. Foram analisadas 17 variáveis com tabulações em planilhas do Microsoft Office Excel 365 e o programa de estatística GraphPad Prism v.10.4.1.Resultados: Foram consideradas elegíveis para essa análise 271 mulheres com CCU. O tempo de seguimento variou de 10 dias a 72 meses, com desvio padrão de 62,5%, sendo que 201 (74,6%) estavam vivas e foram observadas por 72 meses (censuras) e 66 (24,4%) mulheres foram a óbito por câncer do colo do útero (falhas). A média de idade foi de 46,1 anos, desvio padrão de 13,5 anos. A Faixa etária de 25 a 59 anos concentrou o maior número de câncer do colo do útero (82,9%). A maior parte das mulheres, se declararam de raça/cor não branca (95,6%). 49,4% tinham ensino médio, 36,2% não tinham companheiros, e 201 (74,7%) residentes no município de Boa Vista. Quanto à nacionalidade, 98 (36,2%) dos casos foram em mulheres estrangeiras. O tipo histológico mais frequente foi o carcinoma de células escamosas com 167 (61,6%). Os estadiamentos inicial tipo II e III foram os mais predominantes, com 140 (53,6%). O tratamento mais realizado pelas mulheres foi a cirurgia 55 (20,3%). Foi comprovado metástase em 26 (9,6%) casos. O maior número de óbitos ocorreu na faixa etária de 25 a 59 anos (85,0%), em mulheres não brancas (96,8%), com ensino fundamental (53,7%), com companheiros (53,7%). O Estadiamento inicial e o tipo histológico apresentaram associação estatisticamente significativa para o aumento do risco de óbito, sendo o estadiamento com aproximadamente 1,9 vezes e o tipo histológico, três vezes a maiores chances para o desfecho. A mediana em dias corridos entre o diagnóstico e o início do tratamento foi de 157 dias, sendo o mínimo de 8 e o máximo de 758 dias. A média em dias corridos entre o início do tratamento e o desfecho foi de 151 dias, sendo o mínimo 10 e o máximo 1.462 dias. Com relação ao tempo entre o diagnóstico e o desfecho, a média foi de 431 dias corridos com mediana de 349 dias. Ocorreram 66 (24,3%) óbitos no período de segmento, representando uma sobrevida global de 43,6% em 5 anos e 54,3% em 6 anos. Quanto a variável estadiamento, na fase precoce (estadiamentos I e II), a taxa de sobrevida foi de 56,6%, já na fase tardia (estadiamento III e IV) foi de 46,6%. Quanto a variável tipo histológico, o carcinoma de células escamosas apresentou taxa de sobrevivência de 51,8%.Conclusões: Os resultados revelam que o diagnóstico precoce e o tratamento em tempo oportuno são de extrema necessidade para minimizar a mortalidade por câncer do colo do útero e que há necessidade de ações urgentes voltadas para a saúde da mulher para redução da doença.
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Foram utilizados dados secundários do Registro Hospitalar de Câncer do Hospital Geral de Roraima (HGR), o banco de dados do RHC foi da série histórica de 01 de janeiro de 2018 a 31 de dezembro de 2023, levando em consideração os registros de mulheres com CCU em busca do desfecho óbito com realização de cruzamento dos dados com o Sistema de Informação sobre Mortalidade/SIM. A amostra foi constituída de 271 mulheres. Foram utilizados curvas de Kaplan-Meier para avaliação da sobrevida e testes Log-rank para comparar as funções de sobrevida e variáveis de interesse. Foram analisadas 17 variáveis com tabulações em planilhas do Microsoft Office Excel 365 e o programa de estatística GraphPad Prism v.10.4.1.Resultados: Foram consideradas elegíveis para essa análise 271 mulheres com CCU. O tempo de seguimento variou de 10 dias a 72 meses, com desvio padrão de 62,5%, sendo que 201 (74,6%) estavam vivas e foram observadas por 72 meses (censuras) e 66 (24,4%) mulheres foram a óbito por câncer do colo do útero (falhas). A média de idade foi de 46,1 anos, desvio padrão de 13,5 anos. A Faixa etária de 25 a 59 anos concentrou o maior número de câncer do colo do útero (82,9%). A maior parte das mulheres, se declararam de raça/cor não branca (95,6%). 49,4% tinham ensino médio, 36,2% não tinham companheiros, e 201 (74,7%) residentes no município de Boa Vista. Quanto à nacionalidade, 98 (36,2%) dos casos foram em mulheres estrangeiras. O tipo histológico mais frequente foi o carcinoma de células escamosas com 167 (61,6%). Os estadiamentos inicial tipo II e III foram os mais predominantes, com 140 (53,6%). O tratamento mais realizado pelas mulheres foi a cirurgia 55 (20,3%). Foi comprovado metástase em 26 (9,6%) casos. O maior número de óbitos ocorreu na faixa etária de 25 a 59 anos (85,0%), em mulheres não brancas (96,8%), com ensino fundamental (53,7%), com companheiros (53,7%). O Estadiamento inicial e o tipo histológico apresentaram associação estatisticamente significativa para o aumento do risco de óbito, sendo o estadiamento com aproximadamente 1,9 vezes e o tipo histológico, três vezes a maiores chances para o desfecho. A mediana em dias corridos entre o diagnóstico e o início do tratamento foi de 157 dias, sendo o mínimo de 8 e o máximo de 758 dias. A média em dias corridos entre o início do tratamento e o desfecho foi de 151 dias, sendo o mínimo 10 e o máximo 1.462 dias. Com relação ao tempo entre o diagnóstico e o desfecho, a média foi de 431 dias corridos com mediana de 349 dias. Ocorreram 66 (24,3%) óbitos no período de segmento, representando uma sobrevida global de 43,6% em 5 anos e 54,3% em 6 anos. Quanto a variável estadiamento, na fase precoce (estadiamentos I e II), a taxa de sobrevida foi de 56,6%, já na fase tardia (estadiamento III e IV) foi de 46,6%. Quanto a variável tipo histológico, o carcinoma de células escamosas apresentou taxa de sobrevivência de 51,8%.Conclusões: Os resultados revelam que o diagnóstico precoce e o tratamento em tempo oportuno são de extrema necessidade para minimizar a mortalidade por câncer do colo do útero e que há necessidade de ações urgentes voltadas para a saúde da mulher para redução da doença.Introduction: Cervical cancer (CC) is a global public health problem, being one of the main neoplasms that affect women worldwide, classified as the third type of cancer in number of cases among females. Objectives: To analyze the sociodemographic and clinical factors associated with the survival of women with cervical cancer treated at the General Hospital of Roraima. Methodology: This is a retrospective cohort study with a quantitative, longitudinal, and analytical approach. Secondary data from the Hospital Cancer Registry of the General Hospital of Roraima (HGR) were used. The RHC database was from the historical series from January 1, 2018 to December 31, 2023, taking into account the records of women with CC in search of the death outcome by cross-referencing the data with the Mortality Information System/SIM. The sample consisted of 271 women. Kaplan-Meier curves were used to assess survival and Log-rank tests were used to compare survival functions and variables of interest. Seventeen variables were analyzed with tabulations in Microsoft Office Excel 365 spreadsheets and the GraphPad Prism v.10.4.1 statistics program. Results: 271 women with cervical cancer were considered eligible for this analysis. The follow-up time ranged from 10 days to 72 months, with a standard deviation of 62.5%, of which 201 (74.6%) were alive and observed for 72 months (censoring) and 66 (24.4%) women died from cervical cancer (failures). The mean age was 46.1 years, with a standard deviation of 13.5 years. The age group of 25 to 59 years concentrated the highest number of cervical cancer cases (82.9%). Most women declared themselves to be of non-white race/color (95.6%). 49.4% had high school education, 36.2% had no partners, and 201 (74.7%) lived in the city of Boa Vista. Regarding nationality, 98 (36.2%) of the cases were in foreign women. The most frequent histological type was squamous cell carcinoma with 167 (61.6%). The initial stages type II and III were the most predominant, with 140 (53.6%). The most common treatment performed by women was surgery 55 (20.3%). Metastasis was confirmed in 26 (9.6%) cases. The highest number of deaths occurred in the age group of 25 to 59 years (85.0%), in non-white women (96.8%), with elementary education (53.7%), and with partners (53.7%). The initial staging and histological type showed a statistically significant association for the increased risk of death, with staging being approximately 1.9 times and histological type being three times the greater chance of the outcome. The median in calendar days between diagnosis and start of treatment was 157 days, with a minimum of 8 and a maximum of 758 days. The average in calendar days between start of treatment and outcome was 151 days, with a minimum of 10 and a maximum of 1,462 days. Regarding the time between diagnosis and outcome, the average was 431 calendar days with a median of 349 days. There were 66 (24.3%) deaths during the follow-up period, representing an overall survival rate of 43.6% at 5 years and 54.3% at 6 years. Regarding the staging variable, in the early phase (stages I and II), the survival rate was 56.6%, while in the late phase (stages III and IV) it was 46.6%. Regarding the histological type variable, squamous cell carcinoma had a survival rate of 51.8%. Conclusions: The results reveal that early diagnosis and timely treatment are extremely necessary to minimize mortality from cervical cancer and that there is a need for urgent actions aimed at women's health to reduce the disease.72 f.Fuly, Patrícia dos Santos Clarohttp://lattes.cnpq.br/7625867664431524http://lattes.cnpq.br/1194902269815966Silva, João Neto de Sousa da2025-10-13T18:14:48Z2025-10-13T18:14:48Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfSILVA, João Neto de Sousa da. Sobrevida de mulheres com câncer do colo do útero atendidas em um hospital de referência no município de Boa Vista/RR. 2025. 72 f. 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