Aspectos psicossociais e síndrome de burnout entre trabalhadores de enfermagem intensivistas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Silva, Jorge Luiz Lima da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/87559/00130000033fb
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/12571
Resumo: Os aspectos psicossociais referem-se a elementos do ambiente organizacional que sofrem influências das características individuais ao serem vivenciados pelos trabalhadores, estão relacionados ao macro contexto histórico, social de cada pessoa. O estresse é elemento-chave referente aos aspectos psicossociais. O estudo objetivou analisar a prevalência da síndrome de burnout (SB), segundo os aspectos psicossociais, sócio-demográficos e laborais de trabalhadores de enfermagem intensivistas. Estudo seccional realizado com 130 profissionais, com aplicação de questionário autopreenchido, contendo: a versão resumida da Job Stress Scale - para aferir o estresse; Maslach Burnout Inventory – para mensurar a SB; e Self Reporting Questionnaire – para medir transtornos mentais comuns (TMC). Foram realizadas análises univariadas e bivariadas, segundo modelo demanda-controle, com nível de significância de 5%. Revisão realizada no primeiro artigo identificou que o burnout está relacionado a fatores organizacionais, pessoais, individuais e aos inerentes à profissão. As repercussões envolvem as esferas físicas, psíquicas, emocionais, organizacionais e familiares. No segundo artigo, discorreu-se quanto às dimensões de estresse onde: 30,8% encontravam-se em alta exigência; 24,6% em trabalho ativo; 20,8% em trabalho passivo, e 23,8% em baixa exigência. O apoio social revelou que 53,1% dos trabalhadores estavam abaixo da mediana, aqueles em trabalho ativo apresentavam-se acima deste valor (p=0,027). A prevalência de SB foi de 55,3%, sendo 72,5% estavam em alta exigência (p= 0,006). A prevalência de TMC foi de 27,7%. Os fatores referidos como estressores em UTI foram: carga horária; relacionamento interpessoal profissional; relacionamento com a chefia e déficit de pessoal. No terceiro artigo, foi observado que 80,6% da prevalência de TMC estavam associados à SB (<0,0001). Após análise multivariada, foi constatado caráter protetor para SB nas dimensões intermediárias de estresse: trabalho ativo OR = 0,26 (IC95%=0,09-0,69); e trabalho passivo OR = 0,22 (IC95%=0,07-0,63), com modelo ajustado para sexo, idade, escolaridade, carga horária semanal, renda, e pensamento no trabalho durante as folgas. No quarto artigo, refletiu-se que os aspectos políticos, institucionais e de qualidade de vida devem receber destaque, pois o estresse é algo que transcende o aspecto individual e possui grande impacto na qualidade do serviço, na instituição e na sociedade. A construção de uma rede nacional de negociação junto aos sindicatos, conselhos e governo federal; a implantação de gestão participativa, e levantamento de problemas e possíveis soluções são ações que partem do geral para que surtam efeito sobre cada trabalhador da UTI. A reflexão traz à tona o grande desafio de encarar o cuidado ao ser humano de forma a desconsiderá-lo como bem de capital, em países em desenvolvimento com sistema neoliberal. A organização do trabalho em UTI favorece ao estresse de alta exigência e, como consequência, demonstra prevalências expressivas de TMC e SB.
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O estudo objetivou analisar a prevalência da síndrome de burnout (SB), segundo os aspectos psicossociais, sócio-demográficos e laborais de trabalhadores de enfermagem intensivistas. Estudo seccional realizado com 130 profissionais, com aplicação de questionário autopreenchido, contendo: a versão resumida da Job Stress Scale - para aferir o estresse; Maslach Burnout Inventory – para mensurar a SB; e Self Reporting Questionnaire – para medir transtornos mentais comuns (TMC). Foram realizadas análises univariadas e bivariadas, segundo modelo demanda-controle, com nível de significância de 5%. Revisão realizada no primeiro artigo identificou que o burnout está relacionado a fatores organizacionais, pessoais, individuais e aos inerentes à profissão. As repercussões envolvem as esferas físicas, psíquicas, emocionais, organizacionais e familiares. No segundo artigo, discorreu-se quanto às dimensões de estresse onde: 30,8% encontravam-se em alta exigência; 24,6% em trabalho ativo; 20,8% em trabalho passivo, e 23,8% em baixa exigência. O apoio social revelou que 53,1% dos trabalhadores estavam abaixo da mediana, aqueles em trabalho ativo apresentavam-se acima deste valor (p=0,027). A prevalência de SB foi de 55,3%, sendo 72,5% estavam em alta exigência (p= 0,006). A prevalência de TMC foi de 27,7%. Os fatores referidos como estressores em UTI foram: carga horária; relacionamento interpessoal profissional; relacionamento com a chefia e déficit de pessoal. No terceiro artigo, foi observado que 80,6% da prevalência de TMC estavam associados à SB (<0,0001). Após análise multivariada, foi constatado caráter protetor para SB nas dimensões intermediárias de estresse: trabalho ativo OR = 0,26 (IC95%=0,09-0,69); e trabalho passivo OR = 0,22 (IC95%=0,07-0,63), com modelo ajustado para sexo, idade, escolaridade, carga horária semanal, renda, e pensamento no trabalho durante as folgas. No quarto artigo, refletiu-se que os aspectos políticos, institucionais e de qualidade de vida devem receber destaque, pois o estresse é algo que transcende o aspecto individual e possui grande impacto na qualidade do serviço, na instituição e na sociedade. A construção de uma rede nacional de negociação junto aos sindicatos, conselhos e governo federal; a implantação de gestão participativa, e levantamento de problemas e possíveis soluções são ações que partem do geral para que surtam efeito sobre cada trabalhador da UTI. A reflexão traz à tona o grande desafio de encarar o cuidado ao ser humano de forma a desconsiderá-lo como bem de capital, em países em desenvolvimento com sistema neoliberal. A organização do trabalho em UTI favorece ao estresse de alta exigência e, como consequência, demonstra prevalências expressivas de TMC e SB.Psychosocial aspects refer to elements of the organizational environment that are influenced individual differences to be experienced by workers, are related to macro historical, social context of each person. Stress is a key element related to psychosocial aspects. The study aimed to analyze the prevalence of BS, according to the psychosocial, socio-demographic and organization of intensive care nursing. Sectional study of 130 professionals, applying selfadministered questionnaire containing: a short version of the Job Stress Scale - for measuring stress; Maslach Burnout Inventory - to measure burnout syndrome; and Self Reporting Questionnaire - to measure common mental disorders. Univariate and bivariate analyzes were performed, according to Karasek model, with 5% significance level. In the first article, was identified that burnout is related to organizational factors, personal, individual and inherent to the profession. The repercussions involve the physical spheres, psychological, emotional, organizational and family. In the second article, it talked-about the size of stress where: 30.8% were in high demand; 24.6% in active work; 20.8% in passive job and 23.8% in low demand. Social support revealed that 53.1% of workers were below the median, those in active work were above this value (p = 0.027). The prevalence of SB was 55.3%, and 72.5% were in high demand (p = 0.006). The CMD prevalence was 27.7%. Factors such as ICU stressors were: workload; professional interpersonal relationships; relationship with the leadership and staff deficit. In the third article, it was observed that 80.6% of the prevalence of CMD were associated with BS (<0.0001). After multivariate analysis, protective character was found to SB in the intermediate dimensions of stress: active work OR = 0.26 (95% CI = 0.09 to 0.69) and passive job OR = 0.22 (95% CI = 0.07-0.63), with model adjusted for sex, age, education, weekly working hours, income, and thought at work during the clearances. In the fourth article, reflected the political, institutional and quality of life should receive attention, since stress is something that transcends the individual aspect and has great impact on the quality of service in the institution and society. The construction of a national network of trading with the unions, councils and federal government; the implementation of participatory management, and mapping problems and possible solutions are actions that depart from the general to take effect on each ICU worker. Reflection brings up the challenge of facing the care for human beings, to disregard it as well to capital in developing countries with neoliberal system. The organization of work in ICU favors the stress of high demand and, consequently, demonstrates significant prevalence of CMD and BS.151f.Teixeira, Liliane ReisSória, Denise de Assis CorrêaTeixeira, Enéas RangelSouza, Katia Reis deFerreira, Aldo Pachecohttp://lattes.cnpq.br/8243099229156246http://lattes.cnpq.br/5127688686676224http://lattes.cnpq.br/8580652316964278http://lattes.cnpq.br/2282552925139090http://lattes.cnpq.br/2011096265161174http://lattes.cnpq.br/0942554454570321Silva, Jorge Luiz Lima da2020-01-06T20:13:55Z2020-01-06T20:13:55Z2015info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfSILVA, Jorge Luiz Lima da. Fatores psicossociais e síndrome de Burnout entre trabalhadores de enfermagem intensivistas. 2015. 151 f. 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