Brothers, eu estou disponível. Sisters, também: a espectatorialidade bissexual no Big Brother Brasil
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://app.uff.br/riuff/handle/1/40467 |
Resumo: | Embora temáticas LGBTQIAPN+ tenham ganhado um expressivo espaço na televisão com o passar das décadas, a bissexualidade ainda se faz presente em um número reduzido de produções televisivas. Dessa forma, pessoas bi+ veem suas vivências pouco representadas e, na maior parte das vezes, exploradas de maneira unidimensional e estereotipada. Enquanto o histórico de identidades sob o guarda-chuva bissexual, como a pansexualidade e a própria bissexualidade, mostra-se pontual em produções ficcionais, o formato dos reality shows destacou-se na última década por desenvolver programas especificamente sobre essa temática e trazer pessoas monodissidentes para seus elencos. Pontua-se, neste caso, o Big Brother Brasil, uma das maiores referências de reality show no país. No período entre 2011 e 2025, 23 participantes abertamente bissexuais passaram pelo programa, com destaque para as edições de 2014, a primeira com um relacionamento entre duas mulheres, ambas bissexuais; 2021, com a narrativa de publicização da bissexualidade de um participante homem; e 2023, com o maior número de participantes abertamente bissexuais. Assim, entende-se a relevância de tal representação. Mas, busca-se, nesta dissertação, focar no eixo da recepção midiática, utilizando-se de entrevistas semiestruturadas com espectadores bissexuais que acompanharam uma ou mais das temporadas mencionadas. Tem-se o objetivo de entender que significados elas atribuem à sua representação sexual no programa e de que maneira ela dialoga com suas próprias vivências. Como resultados, há a produção de sentidos em torno da fetichização da mulher bissexual, bifobia endereçada por pessoas LGBTQIAPN+ e heterossexuais, apagamento de homens não-monossexuais, performances de gênero não-hegemônicas e religião. Estabelece-se, também, a identificação das pessoas entrevistadas com os participantes retratados de forma independente aos eixos de gênero, raça, classe e geolocalização. |
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Brothers, eu estou disponível. Sisters, também: a espectatorialidade bissexual no Big Brother BrasilBissexualidadeEspectatorialidadeRepresentação LGBTQIAPN+Reality showBig Brother BrasilBissexualidadeBig Brother BrasilReality showPrograma de televisãoBisexualitySpectatorshipLGBTQIAPN+ RepresentationReality showBig Brother BrazilEmbora temáticas LGBTQIAPN+ tenham ganhado um expressivo espaço na televisão com o passar das décadas, a bissexualidade ainda se faz presente em um número reduzido de produções televisivas. Dessa forma, pessoas bi+ veem suas vivências pouco representadas e, na maior parte das vezes, exploradas de maneira unidimensional e estereotipada. Enquanto o histórico de identidades sob o guarda-chuva bissexual, como a pansexualidade e a própria bissexualidade, mostra-se pontual em produções ficcionais, o formato dos reality shows destacou-se na última década por desenvolver programas especificamente sobre essa temática e trazer pessoas monodissidentes para seus elencos. Pontua-se, neste caso, o Big Brother Brasil, uma das maiores referências de reality show no país. No período entre 2011 e 2025, 23 participantes abertamente bissexuais passaram pelo programa, com destaque para as edições de 2014, a primeira com um relacionamento entre duas mulheres, ambas bissexuais; 2021, com a narrativa de publicização da bissexualidade de um participante homem; e 2023, com o maior número de participantes abertamente bissexuais. Assim, entende-se a relevância de tal representação. Mas, busca-se, nesta dissertação, focar no eixo da recepção midiática, utilizando-se de entrevistas semiestruturadas com espectadores bissexuais que acompanharam uma ou mais das temporadas mencionadas. Tem-se o objetivo de entender que significados elas atribuem à sua representação sexual no programa e de que maneira ela dialoga com suas próprias vivências. Como resultados, há a produção de sentidos em torno da fetichização da mulher bissexual, bifobia endereçada por pessoas LGBTQIAPN+ e heterossexuais, apagamento de homens não-monossexuais, performances de gênero não-hegemônicas e religião. Estabelece-se, também, a identificação das pessoas entrevistadas com os participantes retratados de forma independente aos eixos de gênero, raça, classe e geolocalização.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível SuperiorAlthough LGBTQIAPN+ themes have gained significant space on television over the decades, bisexuality is still present in only a small number of television productions. As a result, bi+ people see their experiences underrepresented and, for the most part, explored in a onedimensional and stereotypical way. While the history of identities under the bisexual umbrella, such as pansexuality and bisexuality itself, has appeared sporadically in fictional productions, the reality show format has stood out in the past decade by developing programs specifically about this theme and including monodissident people in their casts. In this regard, Big Brother Brasil is noteworthy as one of the country’s major reality show references. Between 2011 and 2025, 23 openly bisexual participants joined the program, with highlights in the 2014 edition, which featured the first relationship between two women, both bisexual; in 2021, with the narrative around a male participant publicly coming out as bisexual; and in 2023, which had the highest number of openly bisexual participants. Thus, the relevance of such representation is evident. However, this dissertation seeks to focus on the axis of media reception, using semistructured interviews with bisexual viewers who followed one or more of the mentioned seasons. The aim is to understand what meanings they attribute to their sexual representation on the show and how it dialogues with their own experiences. As results, there is the production of meanings around the fetishization of bisexual women, biphobia addressed by both LGBTQIAPN+ and heterosexual people, the erasure of non-monosexual men, non-hegemonic gender performances, and religion. Additionally, the interviewees’ identification with the portrayed participants is established as independent of gender, race, class, and geolocation axes.257 f.Polivanov, Beatriz Brandãohttp://lattes.cnpq.br/9767195672186044http://lattes.cnpq.br/2625382088652812Costa, Iury Santos da2025-10-12T00:40:20Z2025-10-12T00:40:20Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfCOSTA, Iury Santos da. Brothers, eu estou disponível. Sisters, também: a espectatorialidade bissexual no Big Brother Brasil. 2025. 257 f. Dissertação (Mestrado em Comunicação) - Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Instituto de Arte e Comunicação Social, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2025.https://app.uff.br/riuff/handle/1/40467Aluno de MestradoCC-BY-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)instname:Universidade Federal Fluminense (UFF)instacron:UFF2025-10-12T00:40:20Zoai:app.uff.br:1/40467Repositório InstitucionalPUBhttps://app.uff.br/oai/requestriuff@id.uff.bropendoar:21202025-10-12T00:40:20Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) - Universidade Federal Fluminense (UFF)false |
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