Brasil e Chile na Antártica: cooperação entre dois programas distintos
| Ano de defesa: | 2020 |
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Resumo: | Quase 70 anos após o Chile voltar sua atenção à Antártica, o Brasil aderiu ao Tratado da Antártica, ainda buscando entender como aquela região impactaria os interesses estratégicos nacionais. O presente trabalho visa compreender como dois países com interesses distintos no continente austral dispõem de prolífica cooperação na região. Para tal, inicialmente o trabalho discorre sobre o que é o Sistema do Tratado da Antártica e em quais condições ele foi criado, onde a lógica realista que guiou os países em busca de um lugar no continente austral foi sucedida por um sistema de acordos no qual os Estados deveriam cooperar entre si e desmilitarizar o continente. Em seguida, os programas antárticos brasileiro e chileno são estudados, a fim de compreender quais os pontos aproximam e distanciam ambos os países na Antártica. Enquanto o Chile reivindicou território na região e foi um dos países que mais contribuiu para moldar o que seria o Tratado da Antártica, o Brasil aderiu ao Tratado ainda antes de estar presente no continente. Por fim, o trabalho apresenta o histórico de cooperação entre os dois países no continente, elencando os fatores que levam ambos os países a manterem seu relacionamento na Antártica. A reconstrução da Estação Antártica Comandante Ferraz é analisada por meio do Método de Avaliação de Políticas Públicas, de modo a investigar o empenho nacional em se manter na Antártica. Os interesses dos dois países em seu relacionamento austral também são analisados mediante a mesma ótica, a fim de compreender o que move os anseios de ambos os países. Conclui-se que, graças às diferenças nas características gerais dos programas e dos interesses nacionais de cada um dos dois países, a cooperação entre ambos foi facilitada por representar ganhos distintos que corroboram com o que cada um dos dois países busca na Antártica. |
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Brasil e Chile na Antártica: cooperação entre dois programas distintosAntárticaBrasilChileCooperaçãoEstratégiaPolíticas PúblicasSistema do Tratado AntárticoAntárticaBrasilChileEstratégiaAntarctic Treaty SystemCooperationPublic Policies; StrategyQuase 70 anos após o Chile voltar sua atenção à Antártica, o Brasil aderiu ao Tratado da Antártica, ainda buscando entender como aquela região impactaria os interesses estratégicos nacionais. O presente trabalho visa compreender como dois países com interesses distintos no continente austral dispõem de prolífica cooperação na região. Para tal, inicialmente o trabalho discorre sobre o que é o Sistema do Tratado da Antártica e em quais condições ele foi criado, onde a lógica realista que guiou os países em busca de um lugar no continente austral foi sucedida por um sistema de acordos no qual os Estados deveriam cooperar entre si e desmilitarizar o continente. Em seguida, os programas antárticos brasileiro e chileno são estudados, a fim de compreender quais os pontos aproximam e distanciam ambos os países na Antártica. Enquanto o Chile reivindicou território na região e foi um dos países que mais contribuiu para moldar o que seria o Tratado da Antártica, o Brasil aderiu ao Tratado ainda antes de estar presente no continente. Por fim, o trabalho apresenta o histórico de cooperação entre os dois países no continente, elencando os fatores que levam ambos os países a manterem seu relacionamento na Antártica. A reconstrução da Estação Antártica Comandante Ferraz é analisada por meio do Método de Avaliação de Políticas Públicas, de modo a investigar o empenho nacional em se manter na Antártica. Os interesses dos dois países em seu relacionamento austral também são analisados mediante a mesma ótica, a fim de compreender o que move os anseios de ambos os países. Conclui-se que, graças às diferenças nas características gerais dos programas e dos interesses nacionais de cada um dos dois países, a cooperação entre ambos foi facilitada por representar ganhos distintos que corroboram com o que cada um dos dois países busca na Antártica.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível SuperiorAlmost 70 years after Chile first turned its attention to Antarctica, Brazil signed the Antarctic Treaty, still trying to understand how the region would impact the country's national strategic interests. This work seeks to comprehend how two countries with such distinct matters concerning the austral continent developed a prolific cooperation on the region. For such, it initially expatiates about what the Antarctic Treaty System really is and in which circumstances it was created, where the logics of Realism that guided the States in the search for a place in the southern continent gave way to a system where the States should cooperate between themselves and militarization is not viable. Next, the Brazilian and Chilean Antacrtic programs are analyzed in order to understand which aspects bring them together or drive them apart regarding Antarctica. While Chile claimed territory in the region and was one the countries that contributed the most to elaborate what would become the Antarctic Treaty, Brazil signed the Treaty before even having an effective presence on the continent. The reconstruction of the Comandante Ferraz Antarctic Station will be evaluated through the Public Policy Evaluation method in order to investigate the Brazilian effort to keep its presence in Antarctica. Lastly, this work presents the historical cooperation between the two countries, with the factors that make them both maintain their relationship in Antarctica, studying the benefits and interests of their relationship through the same method. In conclusion, it is because of the differences between both programs and national interests that the cooperation between them was possible, due to bringing distinct benefits that corroborate what each of them are looking for in Antarctica.131 p.Rocha, Marciohttp://lattes.cnpq.br/5481885875248476Cardone, Ignácio Javierhttp://lattes.cnpq.br/2917361351905501Alves, Vágner Camilohttp://lattes.cnpq.br/2535091837980172http://lattes.cnpq.br/2146520222251738Hernandez, Gabriele Marina Molina2022-04-18T14:43:52Z2022-04-18T14:43:52Z2020info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfHERNANDEZ, Gabriele Marina Molina. Brasil e Chile na Antártica: Cooperação entre dois programas distintos. 2020. 131 f. Dissertação (Mestrado em Estudos Estratégicos) - Programa de Pós-Graduação em Estudos Estratégicos da Defesa e da Segurança, Instituto de Estudos Estratégicos, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2020.http://app.uff.br/riuff/handle/1/24867http://dx.doi.org/10.22409/PPGEST.2020.m.43184447839ark:/87559/0013000005crqCC-BY-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)instname:Universidade Federal Fluminense (UFF)instacron:UFF2022-04-18T14:43:55Zoai:app.uff.br:1/24867Repositório InstitucionalPUBhttps://app.uff.br/oai/requestriuff@id.uff.bropendoar:21202022-04-18T14:43:55Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) - Universidade Federal Fluminense (UFF)false |
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