Fronteiras do amor na literatura medieval: La chanson de Roland e Tristan et Iseut

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Barbosa, Ariana dos Anjos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/87559/001300000bxgw
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/3887
Resumo: As pesquisas realizadas nesta Dissertação de Mestrado destinam-se ao estudo de paradigmas culturais e práticas sociais representadas no imaginário medieval, contexto histórico-cultural em que se inserem as obras La Chanson de Roland e Tristan et Iseut selecionadas para análise literária. Longo poema épico narrativo no qual são celebrados feitos de heróis do passado, a gesta La Chanson de Roland é uma representação literária da época medieval, da qual o mais antigo texto preservado, o manuscrito de Oxford, com 4002 versos, data de 1100. Várias versões de La Chanson de Roland, de autoria quase sempre desconhecida, foram compiladas por Charles Marie Joseph Bédier em fins do século XIX. O heroísmo rude, o patriotismo exacerbado, a glória pessoal e a questão religiosa são algumas características da narrativa épica que definem o ideal cavaleiresco inscritas no paradigma histórico-cultural do período medieval, no qual o registro do amor cortês é relegado a um segundo plano ou praticamente inexistente. Na trama narrativa do romance Tristan et Iseut revela-se uma ruptura com a sociedade e a história e se inscreve um novo tipo de trocas sociais fora do jogo das sucessões socialmente reguladas. Nesse âmbito, torna-se visível uma nova representação de relações de parentesco e construção de alianças sociais, reinventando-se a relação entre masculino e feminino a ser territorializada apenas na morte, ou seja, em uma eternidade sem história. Nesse quadro destacam-se representações de ethoï culturais privilegiados, tal como a ética cortês, na qual se insere uma concepção aristocrática do amor dirigido a um público culto, particularmente às damas das cortes ducais e principescas dos séculos XII e XIII, localizadas nas regiões onde hoje se situa a França Meridional
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