O passado como futuro em "Kys", de Tatiana Tolstáia, e "O dia de um oprítchnik", De Vladímir Sorókin
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Idioma: | por |
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| Link de acesso: | https://app.uff.br/riuff/handle/1/39157 |
Resumo: | Esta pesquisa tem por objetivo estudar as estratégias linguísticas e estéticas utilizadas nas obras Kys (2001), de Tatiana Tolstáia, e O dia de um oprítchnik (2006), de Vladimir Sorókin, assim como o diálogo estabelecido entre tais escolhas e o contexto sociopolítico da Rússia no início do século XXI. Uma dessas práticas consiste na inclusão de elementos típicos de eras pretéritas em um cenário futuro. O emprego desse recurso passa a ser recorrente na literatura russa a partir da segunda metade do século XX e sua presença se intensifica no período pós-soviético, com autores como Olga Slávnikova, Dmitri Býkov e Viktor Peliévin, além dos já mencionados. Essa projeção do passado russo no tempo futuro cria uma ideia de ciclo inescapável e reflete as inquietações desses escritores diante das permanências autoritárias percebidas na Rússia contemporânea não apenas em nível governamental, como também em nível cultural com a ressurgência dos nacionalismos e do sentimento de nostalgia em relação ao passado imperial- soviético do país. Por tais razões, a análise desses livros se mostra relevante para a compreensão dos rumos tomados pela Rússia desde 1991. Para os fins deste trabalho, optamos por, inicialmente, tecer algumas observações sobre a ficção especulativa, para então traçarmos um panorama do gênero na literatura russófona. Em seguida, será realizada uma análise político- social dos romances. Por derradeiro, nos voltamos ao estudo das estéticas criadas por Tolstáia e Sorókin. As duas obras apresentam peculiaridades linguísticas que envolvem a convergência entre o russo contemporâneo e registros arcaicos da língua. Tal aspecto traz desafios interessantes ao processo de tradução. Nesta seção, nos apoiaremos nos os estudos de Arlete Cavaliere e Malin Carlström, assim como nos já consagrados ensaios de Walter Benjamin e Roman Jakobson sobre tradução. Ademais, o realismo grotesco desempenha um papel fundamental à mensagem crítica dos romances, o que faz de Mikhail Bakhtin um teórico indispensável à nossa análise. |
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